<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884</id><updated>2012-02-12T17:15:16.624-02:00</updated><category term='Música'/><category term='Especial'/><category term='Fotografia'/><category term='Cinema'/><category term='Artes Cênicas'/><category term='Literatura'/><category term='Artes Plásticas'/><category term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>Plural Blog - Quem disse que cultura tem de ser chata?</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1535836200585946408</id><published>2008-08-03T18:17:00.008-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:39.676-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Época da inocência</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SJYgZ_xwSTI/AAAAAAAAAP0/PMa5K6jAoD4/s1600-h/mcewan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230403648226347314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SJYgZ_xwSTI/AAAAAAAAAP0/PMa5K6jAoD4/s320/mcewan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O escritor inglês Ian McEwan tornou-se conhecido do grande público pelo livro &lt;em&gt;Reparação&lt;/em&gt;, adaptado recentemente para o cinema pelo diretor Joe Wright. Ganhador de vários prêmios e já considerado um dos nomes mais importantes da literatura atual, é daqueles autores que sabem mergulhar com profundidade na alma de seus personagens. Como ocorre no romance &lt;em&gt;Na praia&lt;/em&gt;, publicado no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra conta a história da fracassada lua-de-mel dos jovens Edward e Florence no início da década de 60. Ian McEwan descreve como a criação conservadora e moralista que receberam irá influenciar o destino do casal. Logo no primeiro parágrafo ele dá o tom do livro: “&lt;em&gt;Eram jovens, educados e ambos virgens nessa noite, sua noite de núpcias, e viviam num tempo em que conversar sobre as dificuldades sexuais era completamente impossíve&lt;/em&gt;l”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SJYgzbOpcVI/AAAAAAAAAP8/N0LR-ISnoVo/s1600-h/napraia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Edward, após várias tentativas de ter mais intimidade com a amada durante o namoro, espera finalmente a consumação do ato. Na contramão Florence, embora sinceramente apaixonada, teme a primeira noite e sente uma certa repulsa pelo marido. Ian McEwan narra até os pequenos fiapos de pensamento dos dois, revelando suas contradições, medos, desejos e inibições. Tudo com sensibilidade e sofisticação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade de Edward e Florence em falar abertamente sobre suas angústias em relação ao sexo marcam o último capítulo de uma época de “inocência”, que seria precedida pela revolução sexual de 1968 - para surpresa de Edward. A beleza do trecho final, distante dos finais felizes, arremata a ótima obra do autor inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1535836200585946408?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1535836200585946408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1535836200585946408' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1535836200585946408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1535836200585946408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/08/poca-da-inocncia.html' title='Época da inocência'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SJYgZ_xwSTI/AAAAAAAAAP0/PMa5K6jAoD4/s72-c/mcewan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-2270576909762806366</id><published>2008-07-31T20:09:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:39.900-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>Jovino e a onça</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A incrível história do calunga guia na Chapada dos Veadeiros sobre a felina que come gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI1VReHpQ4I/AAAAAAAAAPs/435NvwuiF9c/s1600-h/Jovino.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227928501078279042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI1VReHpQ4I/AAAAAAAAAPs/435NvwuiF9c/s320/Jovino.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Seu Jovino não é do tipo que se incomoda com longas distâncias. Especialmente se forem percorridas a pé. Ele nasceu Josino Faria da Silva, mas para não confundí-lo com a irmã Josina, os amigos alteraram o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovino veio ao mundo há 62 anos em uma pequena comunidade calunga (descendentes de africanos em locais isolados de Goiás) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamado Vão de Almas, o local é distante a cerca de 80 Km da pequena Calvalcante (GO), que por sua vez fica a 520 km de Goiânia, nordeste goiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se chegar lá é preciso andar léguas, como ainda dizem os calungas. Primeiro de carro (com tração 4x4), depois em lombo de burros. Por fim, à pé. Leva-se um dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças aos tempos, Jovino vive atualmente em Cavalcante. O conheci graças à profissão que exerce hoje, guia naquela porção da Chapada dos Veadeiros. “Eita, já levei vida muito difícil. A gente andava descalço no meio dessas matas. Criava casca no pé”, lembra ele, ex-lavrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando entra na mata é para guiar turistas. A maioria só conhece a porção da chapada situada no município de Alto Paraíso e recentemente tem descoberto também a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de cinco anos, Jovino se empenhou em ser guia nas trilhas turísticas. Fez curso de primeiros socorros em Goiânia e passou a conhecer mais sobre a história da região. É considerado o melhor guia de Cavalcante. Se algum dia você tiver oportunidade de encontrá-lo, peça-lhe para contar histórias da onça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Come sim&lt;/strong&gt; – “O pessoal do Ibama diz que onça não come gente. Que não come que nada. Deixa ela ficar com fome pra ver”, desafia, em seu tom brincalhão e risonho. Caminhando à frente do grupo que faz a trilha, Jovino percebe que a turma se interessa pelo assunto. Não perde a oportunidade e nem o fôlego para contar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pegada deixada pela danada logo à frente nos surpreende. Por ali é a onça-pintada a dona do pedaço. A informação inspira medo em alguns andarilhos. “O que?! Passa aqui?”. Sorriso maroto, chapéu calmamente reajeitado e Jovino não perde o pique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Podem dizer o que quiser, mas eu não confio que ela só come bicho.” Nossa atenção é a de netos prestes a escutar a história da avó. Estávamos sem ar diante de tanta subida, mas fomos esquecendo o mal-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À tarde -&lt;/strong&gt; Contam por aí, que no fim de uma tarde uma senhora calunga saiu rumo a uma pequena plantação ali por perto. Foi apanhar açafrão, aquele que tempera a comida. “A véia começou a fazer um montinho do lado da plantação. Tinha Sol ainda”, conta Jovino. Com paciência e pausas, emenda: “Nem era noite ainda, sabe? E a onça só sai tarde da noite. Então a véia foi despreocupada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Naquele dia não sei o que aconteceu”, completa. “A onça devia ter passado noite sem caça”, arrisca. Passado um tempo, o sumiço da velha começou a preocupar. “A filha deu por falta. A madrugada entrou e nada.” A suspeita era de que algo pior acontecera. “Pensaram certo. No outro dia foram procurar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No local onde a calunga amontoara o açafrão, havia um rastro de sangue. Nenhum outro sinal de ataque, porém. Mas não tardou para vir confirmação. “Nunca encontraram o corpo”, diz o calunga em tom sério, mas sem demonstrar tratar-se de uma conhecida. “A única coisa que conseguiram achar foi o pé da véia”, fala, ao risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com açafrão – &lt;/strong&gt;Em meio às caras perplexas, nosso guia percebe o total interesse pela história. Percebo que se satisfaz. Muitos não se dão conta de que conseguimos subir boa parte da trilha. Sem notar o desconforto físico, sem reclamar. O interesse continua. Pelo caminho encontramos mais pegadas da bichana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo inicial de alguns de sermos atacados em plena luz do dia aos poucos se dilui. “Ela só sai realmente de noite”, afiança Jovino com seu marcante sorriso maroto. A esta altura nossos passos já estão mais leves e o guia, satisfeito. Sobra até espaço para uma piadinha infame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A onça é esperta, sabia seu Jovino?”, brinca um dos andantes. “Ah, é? Por quê?”, retruca ele, com cara de pimpão, imaginando a resposta acompanhada dos risos inevitáveis. “É que ela já comeu a velha temperada”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-2270576909762806366?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/2270576909762806366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=2270576909762806366' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2270576909762806366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2270576909762806366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/07/jovino-e-ona.html' title='Jovino e a onça'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI1VReHpQ4I/AAAAAAAAAPs/435NvwuiF9c/s72-c/Jovino.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-219275418697599902</id><published>2008-07-27T23:48:00.019-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:40.737-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Quando o singelo se torna o melhor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em um fenômeno recente, animações surpreendem pela qualidade, batendo muitos roteiros vividos por gente de carne e osso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05kutzZlI/AAAAAAAAAPk/UEOh7P-MkFk/s1600-h/wall-e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227898045625230930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05kutzZlI/AAAAAAAAAPk/UEOh7P-MkFk/s320/wall-e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um fenômeno tem se tornado grata surpresa na indústria cinematográfica nos últimos anos. Não é raro encontrar boas animações que se destacam pela apuração das temáticas sofisticadas em seus roteiros, ainda que continuem prioritariamente voltadas para crianças, assim como tem sido desde o surgimento do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo recente é &lt;em&gt;Wall-E &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;foto em destaque&lt;/em&gt;), feita em parceria entre a Pixar e a Disney, que desde o sucesso estrondoso de &lt;em&gt;Shrek&lt;/em&gt; (EUA, 2001), da concorrente DreamWorks, acordou de vez para o fato de contos de fadas, que prezam pelo politicamente correto como &lt;em&gt;Cinderela&lt;/em&gt; (EUA, 1950) e companhia, estão obsoletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wall-E&lt;/em&gt;, em sua primeira terça parte, conseguiu o que o protagonista Will Smith e o diretor Francis Lawrence não conseguiram na refilmagem de &lt;em&gt;Eu Sou a Lenda&lt;/em&gt; (EUA, 2007): passar de maneira sensível, sem pieguice, o drama do tema, no caso a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O robozinho Wall-E, por paradoxal que seja, é a melhor expressão humana do que é se sentir sozinho. De quebra ainda ganhamos com uma trilha sonora sofisticada, que inclue entre outros presentes uma bela interpretação de &lt;em&gt;La Vie En Rose&lt;/em&gt; de Louis Armstrong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05dHjSpfI/AAAAAAAAAPc/bivZTMZe0Fw/s1600-h/ratatouille.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227897914853074418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05dHjSpfI/AAAAAAAAAPc/bivZTMZe0Fw/s200/ratatouille.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um observador mais atento dos ambientes das salas de cinema poderá notar que a imagem de um adulto que carrega várias crianças (da família, do vizinho, do casal amigo) está rara. Cada casal tem levado seus filhos. Surpresa maior é quando o casal está sem crianças, isto é, não usou nem a desculpa de serem meros acompanhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antenados -&lt;/strong&gt; A explicação é que os roteiros são cada vez mais pensados para atender todas as faixas etárias. Haveria uma infantilização do público? Não. Assim como os filmes cult-pop, que com suas questões existencialistas conjugadas às imagens de tirar fôlego atendem aos exigentes em relação ao conteúdo e aos que querem só diversão, essas animações investem em questões caras e íntimas a qualquer ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das possíveis causas desse fenômeno refere-se ao fato de que diretores/autores têm, ou julgam ter, mais domínio sobre suas criações e sentem-se livres para ousar mais. Moldados às suas conveniências, personagens virtuais atingem maior grau em suas exigências (esbarrando somente na limitação tecnológica). Exagero à parte, nesta toada logo poderemos brincar que atores de carne e osso que se cuidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05Ro4C0fI/AAAAAAAAAPU/pUvqw6RWGks/s1600-h/cazuza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227897717640057330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05Ro4C0fI/AAAAAAAAAPU/pUvqw6RWGks/s200/cazuza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Comparação -&lt;/strong&gt; Só para efeito de análise, se permitem, vou comparar a animação &lt;em&gt;Ratatouille &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;segunda foto&lt;/em&gt;), também da Pixar/Disney, dirigido por Brad Bird; o nacional &lt;em&gt;Cazuza – O Tempo Não Pára &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;terceira foto&lt;/em&gt;), dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho; e o suspense &lt;em&gt;1408&lt;/em&gt;(&lt;em&gt;quarta foto&lt;/em&gt;), dirigido por Mikael Hafström.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um orçamento e uma estrutura à altura de &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt; (EUA, 1997), de James Cameron, &lt;em&gt;1408&lt;/em&gt; é uma adaptação famigerada da obra do escritor esquisitão Stephen King. Todo a produção esmerada e os efeitos especiais são pouco perto do roteiro que tem uma narrativa pobre e cheia de clichês e traz uma apagadíssima atuação de John Cusack, protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cazuza&lt;/em&gt; tem um nível intermediário. Descontando a pequenez do orçamento de cinema nacional perto do hollywoodiano, ele promete mais do que realmente poderia. Trata-se de uma obra pouco ousada, que restringe-se à narração cronológica, que explora pouco as nuances de seu personagem biografado e o visa de maneira romantizada demais. Seu trunfo é a ótima atuação de Daniel de Oliveira como Cazuza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05FUeMHnI/AAAAAAAAAPM/4Sqc3BYuftk/s1600-h/1408.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227897506004475506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05FUeMHnI/AAAAAAAAAPM/4Sqc3BYuftk/s200/1408.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;Mas é&lt;em&gt; Ratatouille&lt;/em&gt; o melhor. Destaca-se entre os três porque dele nada se espera. A princípio é mais um filme sobre ratinhos humanizados. Aproveitando-se disso, porém, discute a questão da auto-estima e mostra que no mundo moderno qualquer um tem potencial para ser o que quiser. Surpreende mais ainda por fugir de um desfecho óbvio e por se atrever a fazer poesia visual em certos momentos. Ponto para a animação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Em cartaz em todo o País:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Wall-E&lt;/em&gt; (Idem) – EUA, 2008. 97 min. Animação. Direção de Andrew Stanton. Com vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Sigourney Weaver. Site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.disney.com.br/cinema/walle"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.disney.com.br/cinema/walle&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em DVD:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ratatouille&lt;/em&gt; (Idem) – EUA, 2007. 110 min. Animação. Direção de Brad Bird. Com vozes de Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Brian Dennehy. Distribuidora: Buena Vista International. Site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.disney.com.br/ratatouille"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.disney.com.br/ratatouille&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cazuza - O Tempo Não Pára&lt;/em&gt; – Brasil, 2004. 110 min. Drama. Direção de Sandra Werneck e Walter Carvalho. Com Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Faria, Andréa Beltrão, Leandra Leal, Maria Mariana, Débora Falabella, Maria Flor. Distribuidora: Columbia TriStar do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1408&lt;/em&gt; – EUA, 2007. 94 min. Suspense, terror. Direção de Mikael Hafström. Com John Cusack, Mary McCormac, Tony Shalhoub, Samuel L. Jackson. Distribuidora: Paramount. Site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.1408-themovie.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.1408-themovie.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-219275418697599902?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/219275418697599902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=219275418697599902' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/219275418697599902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/219275418697599902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/07/ratatouille-wall-e-1408-cazuza-animacao.html' title='Quando o singelo se torna o melhor'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SI05kutzZlI/AAAAAAAAAPk/UEOh7P-MkFk/s72-c/wall-e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4879694397362625234</id><published>2008-07-20T14:24:00.021-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:41.686-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Existencialismo e ação do homem-morcego</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Batman está mais sombrio que com Tim Burton há 20 anos e deve isso em parte à atuação memorável de Heath Ledger como Coringa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3844yhTI/AAAAAAAAAPE/Sabf7tcWaFM/s1600-h/Batman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225151880626341170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3844yhTI/AAAAAAAAAPE/Sabf7tcWaFM/s320/Batman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Destruição. Batman, desta vez, conhece o sentido mais íntimo e profundo desta palavra em &lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;. Uma força que leva até as últimas conseqüências aquilo que crê como justificativa de sua existência. É Coringa, o vilão da série que mais bem se encaixa na antagonia com o herói. “Eu sou o caos”, define-se o próprio personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele personifica a forma de anarquizar a ordem da maneira mais temível. Há muito tempo não se via no cinema uma composição de personagem que despertasse nossos medos mais íntimos, nem mesmo em filmes de suspense ou terror. Que fizesse aflorar em nós e nos obrigasse a encarar da maneira mais crua o que mais tememos: o desejo íntimo pela violência e auto-destruição. Coringa o é de maneira inabalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heath Ledger, que dá vida ao personagem, está diante de seu melhor papel. Bate mesmo o seu quase insuperável Ennis Del Mar, de &lt;em&gt;O Segredo de Brokeback Mountain&lt;/em&gt;. Não há como não reforçar os elogios repetidos a essa composição feita por ele (o ótimo Jack Nicholson que desculpe, mas perdeu o posto de melhor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz, trejeitos, um jeito desconcertante de ajeitar a saliva na boca, tudo faz que Ledger roube o adjetivo de excepcional que, em &lt;em&gt;Batman Begins&lt;/em&gt; (2005), coube a Christian Bale como o personagem-título. O protagonista continua muito bom, mas perde a cena. Nesta segunda parceira com o diretor Christopher Nolan, Bale encarna um Batman (ou Bruce Wayne) que, dois anos depois do surgimento, vive sua primeira crise existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3zxaGp9I/AAAAAAAAAO8/BLC6T-nO3Qk/s1600-h/batman3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225151723999766482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3zxaGp9I/AAAAAAAAAO8/BLC6T-nO3Qk/s200/batman3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fardo -&lt;/strong&gt; É a primeira vez que o homem-morcego sente o fardo de carregar a máscara negra. A pecha de herói foge dos limites do suportável. E mais: nem é reconhecido como tal, já que um novo promotor público, de rosto conhecido, assume o posto de paladino de Gotham City.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente, O Cavaleiro das Trevas é o nome da minissérie mais cultuada do personagem em gibi. Um trabalho soturno e denso de Frank Miller que apresenta o herói no auge dos 60 anos de idade, de volta à ativa após um longo período afastado, mas que tem de encarar uma realidade diferente da que vivia antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No gibi, antes os heróis eram vistos como algo benéfico aos cidadãos de Gotham. No filme, agora, a situação é a mesma. Os criminosos, no entanto, têm muito a temer. Com a ajuda do Comissário James Gordon (Gary Oldman) e do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart, outra atuação memorável) - que depois se tornará o vilão Duas Caras -, Batman luta contra o crime organizado que passa a ser comandado por Coringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da direção de Christopher Nolan, nasce mais um representante do tipo de filme que tem ganhado espaço na indústria cinematográfica: o cult-pop. Ou seja, aquele que eleva ao êxtase visual tanto os mais interessados em se divertir e ver cenas arrasadoras quanto satisfaz os mais preocupados em discutir questões existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3eV20n4I/AAAAAAAAAO0/XNVrdpvrCVw/s1600-h/batman2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225151355826773890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3eV20n4I/AAAAAAAAAO0/XNVrdpvrCVw/s200/batman2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Excelência -&lt;/strong&gt; Para completar a excelência da obra, um elenco formado pelos competentíssimos Michal Caine (Alfred, o mordomo inseparável), Morgan Freeman (o braço direito nas Indústrias Wayne, Lucius Fox) e a decisão acertada Maggie Gyllenhall (é preciso frisar que ela é melhor que Katie Holmes, substituída como intérprete da destemida advogada Rachel Dawes, par romântico de Bruce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivesse morrido ou não, e descontada a mística em torno disso e o natural marketing que o fato gera, Ledger já teria feito o melhor trabalho de sua carreira até então. A constatação se consolidou em 22 de janeiro deste ano, quando ele morreu de overdose de remédios. Com sua ajuda Batman conheceu sua melhor antítese, um sociopata assustadoramente sem limites, que bem o define: o herói que não é considerado herói. Como diz Gary Oldman, como o Comissário Gordon: “Batman é o herói que Gotham merece.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Filme&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;The Dark Knight&lt;/em&gt;) – EUA, 2008. 142 min. Aventura e Drama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Christopher Nolan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhall, Morgan Freeman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro&lt;/strong&gt;: Jonathan Nolan e Christopher Nolan, baseado em estória de Christopher Nolan e David S. Goyer e nos personagens criados por Bob Kane&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Distribuição&lt;/strong&gt;: Warner Bros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Em Cartaz em todo o País&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Site Oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://thedarkknight.warnerbros.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://thedarkknight.warnerbros.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4879694397362625234?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4879694397362625234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4879694397362625234' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4879694397362625234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4879694397362625234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/07/batman-cavaleiro-das-trevas-heath.html' title='Existencialismo e ação do homem-morcego'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SIN3844yhTI/AAAAAAAAAPE/Sabf7tcWaFM/s72-c/Batman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3662944407930865418</id><published>2008-07-13T11:05:00.021-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:41.980-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Vitória da sensibilidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O diretor Julian Schnabel transforma &lt;em&gt;O Escafandro e a Borboleta&lt;/em&gt; em uma obra delicada, que desperta a empatia do espectador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SHoL65T8DGI/AAAAAAAAAOk/cHPsKqPcFus/s1600-h/escafandro-e-a-borboleta02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222499824334277730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SHoL65T8DGI/AAAAAAAAAOk/cHPsKqPcFus/s320/escafandro-e-a-borboleta02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) é um homem dinâmico e cheio de vivacidade. Mas isso só saberemos muito tempo depois do início do filme &lt;em&gt;O Escafandro e a Borboleta&lt;/em&gt;. Nas primeiras cenas teremos que nos adaptar, como o personagem, a enxergar tudo de forma diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano inicial é o abrir de olhos de Bauby, recém-saído do coma. Imagens difusas dançam diante de si e ele compreende que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), perdeu a capacidade locomotora e a fala. O que ele restou foi o raciocínio rápido, o sarcasmo e o movimento de um único olho. É munido destas característicias que ele vai ditar o livro que dá título ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao narrar sua história para uma ajudante, que usa um código especial (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) para se comunicar com ele, saberemos que ele tem 43 anos, era editor da revista francesa Elle, possuía uma dezena de casos de amor mal-resolvidos e via os filhos com pouca freqüência. Após o AVC ele percebe quanto tempo desperdiçou em nome do sucesso e da boa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SHoMB3geKVI/AAAAAAAAAOs/5V95NFzx7po/s1600-h/escafandro-e-a-borboleta03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222499944109058386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SHoMB3geKVI/AAAAAAAAAOs/5V95NFzx7po/s320/escafandro-e-a-borboleta03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No início do filme aparece Bauby inconformado com sua situação. A opção do diretor Julian Schnabel de mostrar o ponto de vista do personagem é que torna o filme sensível e garante a empatia do público. Com o tempo Bauby aceita sua condição, esforçando-se para adaptar-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos grandes triunfos do filme é evitar a cair pieguice. Para tanto o diretor ressalta o lado bem-humorado do personagem, que consegue fazer piada de si mesmo. Vale lembrar que a história é baseada na história real do jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mathieu Amalric faz um trabalho primoroso com Bauby e vale a ida ao cinema. Como deve ter ocorrido com o verdadeiro Bauby, é difícil imaginar que o mesmo ator é responsável por encarnar o editor em suas duas fases da vida. &lt;em&gt;O Escafandro e a Borboleta&lt;/em&gt; é, em todos os sentidos, uma pequena obra-prima que merecer ser apreciada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;br /&gt;Filme&lt;/strong&gt;: O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon) – França/EUA, 2007. 112 min. Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Julian Schnabel&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro&lt;/strong&gt;: Ronald Harwood, baseado em livro de Jean-Dominique Bauby&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Música&lt;/strong&gt;: Paul CantelonFotografia: Janusz Kaminski&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Distribuição&lt;/strong&gt;: Miramax Films / Europa Filmes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lescaphandre-lefilm.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.lescaphandre-lefilm.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.lescaphandre-lefilm.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3662944407930865418?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3662944407930865418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3662944407930865418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3662944407930865418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3662944407930865418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/07/filme-o-escafandro-e-borboleta.html' title='Vitória da sensibilidade'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SHoL65T8DGI/AAAAAAAAAOk/cHPsKqPcFus/s72-c/escafandro-e-a-borboleta02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4791738883316517589</id><published>2008-07-01T21:37:00.005-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:42.163-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Uma trilha para fãs</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A trilha sonora de &lt;em&gt;Across The Universe&lt;/em&gt;, de Julie Taymor, é melhor que o filme e faz algumas releituras pop da vasta obra dos Beatles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGRSjrg-LGI/AAAAAAAAAOc/hYpFvjHFySM/s1600-h/AcrossTheUniverse.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216385041331792994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGRSjrg-LGI/AAAAAAAAAOc/hYpFvjHFySM/s320/AcrossTheUniverse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lembro-me como hoje da primeira que escutei Beatles, sabendo que era Beatles. Digo sabendo, porque desde que me entendo por gente já escutava (e curtia, a meu modo) composições deles. Tinha 9 anos de idade. Foi amor à primeira audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com grande surpresa que ao assistir a &lt;em&gt;Across the Univese&lt;/em&gt;, da cineasta especialista em musicais Julie Taymor (leia a crítica do filme clicando &lt;a href="http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/cinema.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) reafirmei que os rapazes de Liverpool ainda me tocam e surpreendem. Para compor a trilha sonora que embala a história de amor dos personagens beatlerianos Jude (Jim Sturgess) e Lucy (Evan Rachel Wood), a diretora escalou jovens atores que não são virtuoses do canto mas reinterpretam, com um delicioso tom pop, sucessos do quarteto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de algumas destas releituras – que superam em qualidade a narrativa do filme – está em &lt;em&gt;Across The Universe – Trilha Sonora&lt;/em&gt;. Entre os destaques estão as inconfundíveis &lt;em&gt;All My Loving &lt;/em&gt;(na voz de Jim Sturgess), &lt;em&gt;I Want To Hold Your Hand&lt;/em&gt; (T.V. Carpio), &lt;em&gt;Blackbird &lt;/em&gt;(Evan Rachel Wood), &lt;em&gt;Hey Jude&lt;/em&gt; (Joe Handersen), &lt;em&gt;Let It Be&lt;/em&gt; (Carol Wood), &lt;em&gt;Across The Universe&lt;/em&gt; (Jim Sturgess), &lt;em&gt;Strawberry Fields Forever&lt;/em&gt; (Jim Sturgess) e &lt;em&gt;Lucy In The Sky With Diamonds&lt;/em&gt; (por um divertido Bono Vox, que faz pontinha no filme). O álbum fica devendo, porém, pérolas como &lt;em&gt;Girl&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;All You Need is Love&lt;/em&gt;, também presentes no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As versões inseridas neste álbum estão editadas e mais enxutas do que na película, mas em essência demonstram seu espírito: gostinho dos anos 1960 com jeito de anos 2000. Puristas podem estranhar, de início, a roupagem moderna que abusam de sons sintéticos. Mas o tripé baixo, guitarra e bateria continua firme, enriquecido às vezes com orquestra de instrumentos clássicos. Uma roupa pop atualizada não fez mal aos Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CD&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Across The Universe – Trilha Sonora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artista&lt;/strong&gt;: Vários&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gravadora&lt;/strong&gt;: Universal&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 29,90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escute e assista&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aBgC0ytvTMs&amp;amp;feature=related"&gt;Hey Jude&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4791738883316517589?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4791738883316517589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4791738883316517589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4791738883316517589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4791738883316517589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/07/trilha-sonora-across-universe-uma.html' title='Uma trilha para fãs'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGRSjrg-LGI/AAAAAAAAAOc/hYpFvjHFySM/s72-c/AcrossTheUniverse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4575657144987550044</id><published>2008-06-26T09:45:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:42.843-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Vínculos apaixonantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Congo to Cuba&lt;/em&gt;, da Coleção Putumayo, mostra a saborosa mistura de ritmos proporcionada pela fusão musical entre Cuba e África&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGOQo_5LZRI/AAAAAAAAAOE/XHEaTyqpDP8/s1600-h/congotocuba.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216171827445589266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGOQo_5LZRI/AAAAAAAAAOE/XHEaTyqpDP8/s320/congotocuba.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A exemplo da sonoridade brasileira, cheia de influências da África e de outros países, Cuba sempre trouxe em sua essência os ritmos daquele continente. Esta característica pode ser facilmente identificada no CD &lt;em&gt;Congo to Cuba&lt;/em&gt;, que faz parte da coleção Putumayo World Music. O selo explora a multiplicidade cultural de vários lugares do mundo, incluindo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do documentário &lt;em&gt;Buena Vista Social Club&lt;/em&gt;, que ajudou a divulgar a música cubana nos quatro cantos do mundo, há uma riqueza impressionante de ritmos naquele país. &lt;em&gt;Congo to Cuba&lt;/em&gt; é apenas uma amostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco apresenta uma seleção de músicos notáveis como Chico Alvarez, novaiorquino que ainda criança foi morar em Cuba e incorporou a musicalidade. &lt;em&gt;Congo to Cuba&lt;/em&gt; abre com sua música sensual, &lt;em&gt;Val´Carretero&lt;/em&gt;, que ele gravou para o selo SAR nos anos 80. Esta canção tem a participação na trombeta do famoso músico Chocolate Armenteiros. Chico Alvarez liderou vários grupos de músicas cubanas nos anos 70 e tinha um programa na emissora WBAI, em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mama Sissoko também representa a fusão Cuba-África no CD com a música &lt;em&gt;Safiatou&lt;/em&gt;, inspirada na salsa. Mama Sissoko alcançou a fama quando tocava com o grupo Super Biton de Segou, uma das orquestras mais populares do Mali (país onde nasceu) nos anos 70 e 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGORQVzeTfI/AAAAAAAAAOU/w-eDMpS-cRg/s1600-h/gnonnaspedro4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216172503342140914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGORQVzeTfI/AAAAAAAAAOU/w-eDMpS-cRg/s200/gnonnaspedro4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O destaque do disco, contudo, é Gnonnas Pedro (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), com a dançante &lt;em&gt;Yiri Yiri Boum&lt;/em&gt;. Nascido em Beni, na África Ocidental, ele é considerado um representante legendário da salsa africana. Suas canções são bastante inspiradas nas cubanas e produziu muitos imitadores e apaixonados pelos continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o disco também traz ritmos mais lentos, como &lt;em&gt;Le Monde Est Fou&lt;/em&gt;, interpretada por Balla Tounkara. A música é uma versão de &lt;em&gt;Hasta Siempre&lt;/em&gt;, uma homenagem a Che Guevarra, composta por Carlos Puebla. &lt;em&gt;Congo to Cuba&lt;/em&gt; é um disco para se ouvir com atenção, estudar os ritmos e, claro, sair a bailar. Afinal, quem resiste à sensualidade desta união?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Congo to Cuba&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1-Chico Alvarez. Val´Carretero (Cuba)&lt;br /&gt;2-Mama Sissoko. Safiatou (Guinea)&lt;br /&gt;3-Alfredo Valdés. Canto a La Vueltabajera (Cuba)&lt;br /&gt;4-Gnonnas Pedro. Yiri Yiri Boum (Benin)&lt;br /&gt;5-Tshala Muana. Lekela Muadi (Congo)&lt;br /&gt;6-Balla Tounkara. Le Monde Est Fou (Mali)&lt;br /&gt;7-Laba Sosseh. Son Soneate. (Gâmbia)&lt;br /&gt;8-Monte Adentro. Igualita que Tu (Cuba)&lt;br /&gt;9-Chocolate Armenteros. Ritomo de Mi Son (Cuba)&lt;br /&gt;10-Mama Keita. Tougnato (Guinea)&lt;br /&gt;11-Pape Fall. African Salsa (Senegal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;CD&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Congo To Cuba&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Artista&lt;/strong&gt;: Vários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Gravadora&lt;/strong&gt;: Putumayo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 36,90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: média&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4575657144987550044?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4575657144987550044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4575657144987550044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4575657144987550044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4575657144987550044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/06/congo-to-cuba-putumayo-world-music.html' title='Vínculos apaixonantes'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SGOQo_5LZRI/AAAAAAAAAOE/XHEaTyqpDP8/s72-c/congotocuba.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-7103325557062662623</id><published>2008-06-22T19:31:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:43.278-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Um casamento, um drama</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O filme &lt;em&gt;A Noiva Síria&lt;/em&gt; ajuda a entender um dos diversos conflitos do Oriente Médio sob a ótica do sofrimento feminino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SF7qJQk659I/AAAAAAAAAN8/_LnZEKT4usA/s1600-h/noivasiria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214862863331157970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SF7qJQk659I/AAAAAAAAAN8/_LnZEKT4usA/s320/noivasiria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A certa altura de &lt;em&gt;A Noiva Síria&lt;/em&gt;, o espectador se pergunta: “Por que tudo isso para um simples casamento?”. A falta de entendimento vem especialmente de quem não está inserido no contexto complexo que compõe a conflituosa geopolítica do Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês, completaram-se 41 anos da Guerra dos Seis Dias, também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1967. Nela Israel esteve em combate contra Egito, Síria e Jordânia. Ao final do conflito, o estado judeu capturou Jerusalém, hoje sua capital, o Monte do Templo, West Bank, Gaza e Colinas de Golam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste último local que se passa o filme de Eran Riklis. Lá, além dos colonos israelenses, vivem 22 mil drusos, uma pequena comunidade religiosa autônoma que reside também no Líbano, Síria, Turquia, Jordânia e outras partes de Israel. Estima-se que juntos às comunidades expatriadas nos EUA, Canadá, América Latina, Austrália e Europa somem 1 milhão em todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noiva do título, Mona, é drusa. Seu povo fala árabe e segue modelo social semelhante ao árabe, apesar de não serem considerados muçulmanos pela maioria dos muçulmanos. Em uma definição precisa, eles são monoteístas com elementos islâmicos e cristão-judaicos e assumem a identidade do lugar onde vivem para serem aceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SF7pKLXKxgI/AAAAAAAAAN0/gn7hde2Ce3g/s1600-h/noivasiria2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214861779599541762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SF7pKLXKxgI/AAAAAAAAAN0/gn7hde2Ce3g/s200/noivasiria2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Complicação –&lt;/strong&gt; No filme, Mona vai se casar com um primo, também druso, que vive do lado Sírio. Ele não pode, conforme a determinação de Jerusalém, pisar nas Colinas de Golam. Eles só se conhecem por foto e assim que ela atravessar a fronteira perderá a identidade natal para nunca mais voltar a ver a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A complicação do casamento deve-se ao conflito sobre a região. Israel considera-a sua terra, anexada de guerra, enquanto a Síria, como seu território tomado à força. Hoje, oito anos após o tempo em que se desenvolve o filme (ano 2000), apesar notícias recentes de uma significativa possibilidade da devolução das terras aos sírios, a situação continua a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um jeito simples e tradicional de conduzir a trama, Riklis acentua o drama de Mona, resignação em pessoa, e sua irmã Amal, infeliz no casamento, que titubeia entre se libertar da opressão do marido e seguir as tradições drusas patriarcais. De maneira sensível, os menos acostumados à história do Oriente Médio são conduzidos, sob a ótica feminina, ao entendimento sobre a guerra entre povos que dividem a mesma terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco afiado e bela trilha sonora só não fazem &lt;em&gt;A Noiva Síria&lt;/em&gt; um filme perfeito porque Riklis esbarra no paradoxo que ele mesmo cria. Ao apresentar personagens e argumento ricos, cria expectativa para um filme maior, que não se realiza. O resultado, contudo, é satisfatório. Uma obra singela, aula humanizada de história sobre um impasse sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Filme (DVD):&lt;/strong&gt; A Noiva Síria (The Syrian Bride) – Israel / França / Alemanha, 2004. 97 min. Drama.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Eran Riklis&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Hiam Abbass, Makram Khoury, Clara Khoury, Ashraf Barhom, Eyad Sheety, Evelyn Kaplun&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Distribuidora&lt;/strong&gt;: Europa Filmes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 29,90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.syrianbride.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.syrianbride.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-7103325557062662623?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/7103325557062662623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=7103325557062662623' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7103325557062662623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7103325557062662623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/06/noiva-siria-eran-riklis.html' title='Um casamento, um drama'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SF7qJQk659I/AAAAAAAAAN8/_LnZEKT4usA/s72-c/noivasiria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-7839494503975724076</id><published>2008-06-20T12:30:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:43.725-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A última lição... de vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O professor americano de ciência da computação Randy Pausch dá um testemunho literário sobre a gratidão por viver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Lorena Verli&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxBvifECxI/AAAAAAAAANU/ENF2MOZrhyo/s1600-h/A+Li%C3%A7%C3%A3o+Final.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxCb139zoI/AAAAAAAAANc/jG2qmT8JjkU/s1600-h/licao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214115514673909378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxCb139zoI/AAAAAAAAANc/jG2qmT8JjkU/s320/licao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A vida é um caminho cheio de lições. Talvez a mais difícil de aprender seja dar o seu melhor, sempre, independentemente do que vai receber em troca. Fazer isso é um exercício diário de alma e mente que poucas pessoas conseguem colocar em prática. Mas há momentos em que algo lhe puxa de volta para esse espírito. É o que acontece quando lemos algo como &lt;em&gt;A Lição Final&lt;/em&gt;, de Randy Pausch (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está por fora do assunto, Randy está com câncer terminal. Há poucos meses, enquanto eu recebia a notícia de que seria contratada, ele pegava o diagnóstico de uma metástase. Ainda assim, ele decidiu aceitar o convite para dar sua “aula final” (nos Estados Unidos é comum um professor ser convidado a dar uma aula como se esta fosse sua última da sua vida). Aquela realmente era a última aula de Pausch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual era o seu objetivo com isso? Deixar um legado. “Se fosse um pintor, pintaria um quadro. Se &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxC-_cD3BI/AAAAAAAAANk/FHUTXnw6m_A/s1600-h/pausch.jpg"&gt;&lt;/a&gt;fosse músico, comporia uma música. Como sou professor, decidi dar uma aula”. Seu único intento era que sua mensagem chegasse para as três crianças que vão perder o pai. Por isso, sua palestra não falou sobre a morte e, sim, sobre a vida. Sobre como realizar os seus sonhos de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxFejY6ZAI/AAAAAAAAANs/pe70DsP0zqs/s1600-h/pausch.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214118859786314754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxFejY6ZAI/AAAAAAAAANs/pe70DsP0zqs/s200/pausch.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O livro nasceu dessa palestra. É um testamento do que ele espera de seus filhos: que eles sejam felizes e saibam que, mesmo diante da morte, ele esboçava um sorriso de gratidão para com a vida. Pausch não pode mudar o seu destino. Apenas joga com as cartas que tem. Mas dá o seu melhor nesse jogo. E deixa essa lição para muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Atualização em 28/07/2008:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O professor Randy Pausch morreu no dia 25 de julho de 2008, de câncer, nos Estados Unidos. Ele havia descoberto que tinha a doença no pâncreas em 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livro&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;A Lição Final&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Randy Pausch&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Ediouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 34,90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lorena Verli&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-7839494503975724076?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/7839494503975724076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=7839494503975724076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7839494503975724076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7839494503975724076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/06/lio-final-randy-pausch.html' title='A última lição... de vida'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SFxCb139zoI/AAAAAAAAANc/jG2qmT8JjkU/s72-c/licao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1230928596669411571</id><published>2008-06-10T10:45:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:43.869-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Quarteto da moda</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Filme revive as histórias das quatro amigas de Nova York que influenciaram a nova geração de mulheres modernas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SE6GMDJyW1I/AAAAAAAAAM8/HbOUN6ZKxFM/s1600-h/sex1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210249360477150034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SE6GMDJyW1I/AAAAAAAAAM8/HbOUN6ZKxFM/s320/sex1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O quarteto composto por Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) mostram em &lt;em&gt;Sex and the City – O Filme&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) que continua na moda, mesmo após quatro anos do fim da série americana. E como continua! Líder de bilheteria na semana passada, a primeira de exibição nos Estados Unidos, o longa despretensioso diverte e mata as saudades das amigas de Nova York que adoram falar de roupas, sexo e relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do figurino elaborado por Patrícia Fields ser, mais uma vez, o assunto mais comentado, o filme acerta ao retomar valores importantes disseminados na série. A busca incessante pelo amor e felicidade, a importância da amizade, a dedicação à carreira são alguns dos assuntos abordados em duas horas e meia de duração. Tudo com a pitada certa de sensibilidade e humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção conseguiu resumir a história de cada uma da trupe logo no início. Até quem nunca assistiu à série consegue acompanhar a seqüência. E rir de algumas situações, por que não? Como resistir ao humor escrachado da liberal Samantha? E às trapalhadas da conservadora Charlotte? O filme comprova o porquê do sucesso da série, que durou seis temporadas, e a necessidade de levá-la às telonas. Com certeza muitas mulheres tinham curiosidade em saber o destino destas revolucionárias. E, claro, aguardavam o tão sonhado final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme&lt;/strong&gt;: Sex and the City - O Filme - EUA, 2008. 148 min. Comédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Michael Patrick King&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Sarah Jessica Parker, Kim Cattral, Kristin Davis, Cynthia Nixon, Chris Noth, Jennifer Hudson&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro&lt;/strong&gt;: Michael Patrick King, baseado em personagens do livro de Candace Bushnell&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Música&lt;/strong&gt;: Aaron Zigman&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em cartaz em todo o País&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sexandthecitymovie.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.sexandthecitymovie.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1230928596669411571?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1230928596669411571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1230928596669411571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1230928596669411571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1230928596669411571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/06/cinema.html' title='Quarteto da moda'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SE6GMDJyW1I/AAAAAAAAAM8/HbOUN6ZKxFM/s72-c/sex1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-8645074922194936957</id><published>2008-05-28T14:52:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:44.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Riqueza sem alma</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Meu Nome é Vermelho&lt;/em&gt;, Prêmio Nobel de Literatura de 2006, prende atenção pelo mistério e descrições, mas perde em sensibilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDrB8l6Y-SI/AAAAAAAAAMk/wgzL2paBfDA/s1600-h/pamuk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204685566093359394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDrB8l6Y-SI/AAAAAAAAAMk/wgzL2paBfDA/s320/pamuk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Falar da obra de um ganhador do Prêmio Nobel de Literatura é sempre uma tarefa, no mínimo, espinhosa. O título é impositivo e limitador de crítica. Sempre vale a pena, no entanto, analisar o que está aparentemente consolidado. Como é o caso do livro &lt;em&gt;Meu Nome é Vermelho&lt;/em&gt;, do escritor turco Orhan Pamuk (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor é uma celebridade literária em seu país, embora pouco conhecido por aqui. Para conhecer seu universo, Pamuk indica começar a leitura justamente com &lt;em&gt;Meu Nome é Vermelho&lt;/em&gt;. O livro mostra o eterno embate entre Ocidente e Oriente e é rico em referências históricas, descrições de lendas e detalhes de pinturas. Mas tal como &lt;em&gt;A Misteriosa Chama da Rainha Loana&lt;/em&gt;, de Umberto Eco, tanta riqueza intelectual não é capaz de compensar um texto sem alma e sensibilidade, como é o caso da obra de Pamuk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora sua narrativa traga à luz a explicação para as profundas diferenças culturais entre as duas metadas do Planeta, falta empatia à escrita de Pamuk. &lt;em&gt;Meu Nome é Vermelho&lt;/em&gt; mais lembra um livro didático que ganha a atenção do leitor como qualquer &lt;em&gt;best-seller&lt;/em&gt;, com mistérios complicados e uma trama policial cheia de reviravoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor é apreendido logo no primeiro capítulo, quando um cadáver descreve como foi morto por seu algoz. A curiosidade, e apenas esta característica, empurra o leitor até a última página. Cada capítulo é contado por um narrador diferente. São 19 personagens que descrevem a história, entre eles um cachorro, a cor que dá nome ao livro, o assassino, a árvore, o dinheiro, o cavalo. É este recorte que une o enredo, o que com certeza é um dos maiores diferenciais do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDrELF6Y-UI/AAAAAAAAAM0/Ir9-O5GRCrE/s1600-h/meunome.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204688014224718146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDrELF6Y-UI/AAAAAAAAAM0/Ir9-O5GRCrE/s320/meunome.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;História&lt;/strong&gt; - Em &lt;em&gt;Meu Nome é Vermelho&lt;/em&gt;, às vésperas do primeiro milênio da Hégira, episódio fundador do Islamismo, no século 16, o sultão de Istambul resolve encomendar à sua escola de artistas uma edição única do Alcorão: um livro belíssimo ilustrado pelos melhores mestres miniaturistas. A obra, para despertar a admiração de um Doge da Veneza, precisa seguir os preceitos de uma nova arte que se desenvolvia na Europa: o renascentismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empreitada ousada mostra-se arriscada, pois os seguidores da fé islâmica consideram uma afronta a representação da figura humana. O trabalho deve ser, então, executado secretamente, e um dos mestres ilustradores convoca, para ajudá-lo, seu sobrinho, chamado de "O Negro". A morte de um dos quatro miniaturistas responsáveis pela obra mostra o quão perigosa é a tarefa daqueles que foram incumbidos de terminar a obra do sultão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Livro&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Meu Nome é Vermelho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Orhan Pamuk&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Companhia das Letras&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 63,50&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-8645074922194936957?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/8645074922194936957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=8645074922194936957' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8645074922194936957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8645074922194936957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/05/literatura.html' title='Riqueza sem alma'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDrB8l6Y-SI/AAAAAAAAAMk/wgzL2paBfDA/s72-c/pamuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4005049648507696002</id><published>2008-05-22T18:30:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:45.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Uma saga imperdível</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Após 19 anos de espera, trajetória de Indiana Jones não traz novidades e dá continuidade ao estilo, mas promete agradar aos fãs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eduardo Sartorato&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiCpV6Y-PI/AAAAAAAAAMM/dND-PJ3-r0s/s1600-h/IndianaJones.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204053016194906354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiCpV6Y-PI/AAAAAAAAAMM/dND-PJ3-r0s/s320/IndianaJones.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O quarto filme do herói-arqueólogo Indiana Jones não apresenta nenhuma novidade aos demais episódios da série. É justamente por isto que será mais um sucesso de bilheteria a partir de hoje, quando entra em cartaz em todo o Brasil. &lt;em&gt;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;fotos)&lt;/em&gt; cativa os fãs mais antigos, que precisaram esperar quase 20 anos para conferir a continuação da seqüência que marcou a história do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se espremeu nas cadeiras de uma sala de exibição para assistir ao novo filme nas sessões de pré-estréia, realizadas na quarta-feira, 21, certamente saiu satisfeito, principalmente se já havia gostado dos anteriores. A aventura repete a mesma estrutura cinematográfica que os demais sucessos. O que muda é a história. Desta vez, o professor Henry Jones Júnior (Indiana Jones, interpretado por Harrison Ford) enfrenta os soviéticos em busca do "Eldorado", a cidade de ouro perdida que, segundo a lenda, estaria localizada na Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente o roteiro é construído em cima de ação e de diálogos bem escritos, com um humor contido, porém certeiro. Mesmo assim, Steven Spielberg e George Lucas, que assinam a franquia, não conseguiram se aproximar de &lt;em&gt;Indiana Jones e a Última Cruzada&lt;/em&gt;, o ápice da até então trilogia. Contudo, o grande mérito da nova história é conseguir amarrá-la tão bem aos demais filmes, mesmo depois de tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDXn616Y-JI/AAAAAAAAALc/aFyGL9-P7A4/s1600-h/indiana3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203319942586890386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDXn616Y-JI/AAAAAAAAALc/aFyGL9-P7A4/s200/indiana3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Semelhança -&lt;/strong&gt; Não tão filosófico quanto a &lt;em&gt;Última Cruzada&lt;/em&gt;, mas também fugindo da limitação de &lt;em&gt;Indiana Jones e o Templo da Perdição&lt;/em&gt;, o quarto filme se assemelha mais com o primeiro, &lt;em&gt;Os Caçadores da Arca Perdida&lt;/em&gt;. Tanto que as únicas menções presentes são justamente em relação ao primogênito da série. A personagem Marion (Karen Allen), atriz principal na jornada em busca pela arca sagrada, volta a ser protagonista e revela surpresas a Indiana. Até a antiga arca tem seus dois segundos de holofote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ânsia por construir uma história que realmente deixasse uma marca de encerramento, Spielberg e Lucas não evitaram alguns tropeços. A história é confusa ao explicar as diferenças entre as culturas Maia e Inca, o que pode causar desapontamento nos expectadores, principalmente aos mais ligados à história. Além disto, o final evidencia algumas situações já batidas no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande detalhe é que existe alguma semelhança entre o desfecho do quarto filme e do jogo &lt;em&gt;Indiana Jones and the Fate of Atlantis&lt;/em&gt;, produzido pela LucasArts, empresa de George Lucas, em 1992, e que serviu como canalizador da vontade dos fãs em ver uma seqüência da série na época, já que foi produzido logo depois do terceiro filme. Aliás, durante toda a década de 90 se esperava um filme baseado na história do jogo. Não veio a saga da cidade perdida de Atlântida, mas chega a aventura na América do Sul, que também não desapontará os seguidores do chapéu e do chicote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Jornada de um herói&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Steven Spielberg e George Lucas inspiraram-se no modelo de roteiro baseado em arquétipos, teorizado pelo estudioso Joseph Campbell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiEbV6Y-QI/AAAAAAAAAMU/JoeN5eA9qhY/s1600-h/IndianaJones2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204054974699993346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiEbV6Y-QI/AAAAAAAAAMU/JoeN5eA9qhY/s320/IndianaJones2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Anacrônico ou não – uma parcela da crítica o tem considerado como tal –, o lançamento do &lt;em&gt;Reino da Caveira de Cristal&lt;/em&gt; mantém o papel crucial do personagem de chapéu e chicote na construção do cinema hollywoodiano de entretenimento. Tudo começou quando George Lucas e Steven Spielberg, os pais deste tipo de cinema, conheceram as formulações do estudioso Joseph Campbell sobre a jornada típica de um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da década de 1970 quando começaram a produzir para os grandes estúdios, eles se tornaram célebres depois que passaram a aplicar o modelo para contar histórias na telona. Ele baseia-se em arquétipos como o mocinho, o traidor, a musa, o vilão, entre outros, que seguem um roteiro de uma jornada que vai de um chamado à aventura, passando pelos problemas e o clímax, até o desfecho que leva ao retorno à situação pacífica. Os próprios cineastas produziram diversos outros exemplos de obras que podem ser conferidas em filmes deles como as séries &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt; (Lucas) ou &lt;em&gt;Jurassic Park&lt;/em&gt; (Spielberg).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde os primódios -&lt;/strong&gt; Considerado um dos mais importantes livros do século 20, &lt;em&gt;O Herói de Mil Faces&lt;/em&gt; de Campbell, em que está contida a teorização desta jornada, trabalha com base nos arquétipos que seriam usados em histórias desde os primórdios da humanidade. Paralelamente às teorias de Carl Jung sobre esses arquétipos e o inconsciente coletivo, Campbell defende que todas as histórias estão ligadas por um fio condutor comum. Assim, segundo ele, desde mitos antigos, fábulas e contos de fadas até os atuais arrasa-quarteirões contariam, na verdade, a mesma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta linha comum dentro das narrativas é chamada por Campbell de “a jornada do herói Mitológico”, e tem servido de base e orientação para diversos profissionais, especialmente cineastas, escritores e até mesmo jornalistas. Para o estudioso, seria possível estruturar qualquer história a partir do roteiro básico da Jornada do Herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga &lt;em&gt;Indiana Jones&lt;/em&gt; talvez seja a mais representativa desta jornada dentro da indústria cultural. Bem ou mal, impôs uma maneira de se fazer e se consumir cinema. O episódio mais marcante dentro deste modelo – e o melhor de todos, na opinião deste repórter – é o terceiro filme, &lt;em&gt;Indiana Jones e a Última Cruzada&lt;/em&gt;. O novo &lt;em&gt;Reino da Caveira de Cristal&lt;/em&gt;, mesmo atualizado, já que Indy vive situações pelas quais nunca passou e imaginou, mantém-se no esquema. Decisão certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Antes de assistir ao&lt;/em&gt; Reino da Caveira de Cristal&lt;em&gt;, leia um resumo das histórias da trilogia anterior&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDXtc16Y-NI/AAAAAAAAAL8/Z8SHhahPo64/s1600-h/indiana6.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203326024260581586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDXtc16Y-NI/AAAAAAAAAL8/Z8SHhahPo64/s200/indiana6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Os Caçadores da Arca Perdida&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Raiders Of The Lost Ark&lt;/em&gt;, 1981)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1936, o arqueólogo Indiana Jones é contratado para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras conteria Os Dez Mandamentos que Moisés trouxe do Monte Horeb. Mas como a lenda diz que o exército que a possuir será invencível, Indiana Jones terá um adversário de peso na busca pela arca perdida: o próprio Adolf Hitler e seu exercito nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiIZF6Y-RI/AAAAAAAAAMc/8pEbI0VijE0/s1600-h/indiana5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204059334091798802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiIZF6Y-RI/AAAAAAAAAMc/8pEbI0VijE0/s200/indiana5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Indiana Jones e o Templo da Perdição&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Indiana Jones and the Temple of Doom&lt;/em&gt;, 1984)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo filme, Indiana Jones tem que resgatar as pedras roubadas por um feiticeiro, para libertar crianças escravizadas na Índia. Nesta aventura o herói enfrenta os poderes mágicos e o fanatismo do culto de uma civilização bárbara que sacrifica seres humanos. Os companheiros de Indy são a vedete fútil e engraçada, Willie, e um esperto órfão chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDXtMl6Y-LI/AAAAAAAAALs/RW38UFzl3Kk/s1600-h/indiana4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203325745087707314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDXtMl6Y-LI/AAAAAAAAALs/RW38UFzl3Kk/s200/indiana4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Indiana Jones e a Última Cruzada&lt;/strong&gt; (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arqueólogo volta a enfrentar os nazistas para salvar seu pai e encontrar o Santo Graal, o cálice sagrado. O filme mostra a adolescência do herói e explica a adoção do chicote e o chapéu, além do medo de cobras. Outra revelação que vem, já na fase adulta, é que Indiana era o nome do cachorro. Seu verdadeiro nome é Henry Jones Jr. A presença do pai deixa o personagem mais humanizado, expondo suas inseguranças, mas também firma sua maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme&lt;/strong&gt;: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull) - EUA, 2008. 124 min. Aventura&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Steven Spielberg&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Harrison Ford, Shia LaBeouf, Cate Blanchett, Karen Allen, John Hurt, Ray Winstone&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Música&lt;/strong&gt;: John Williams&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em cartaz em todo País&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.indianajones.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.indianajones.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Sartorato&lt;/strong&gt; é jornalista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4005049648507696002?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4005049648507696002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4005049648507696002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4005049648507696002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4005049648507696002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/05/cinema-especial.html' title='Uma saga imperdível'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SDiCpV6Y-PI/AAAAAAAAAMM/dND-PJ3-r0s/s72-c/IndianaJones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1675271558249065382</id><published>2008-05-17T16:35:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:46.229-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Não mais que um filme de amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Primeira obra em inglês de Wong Kar-Wai, &lt;em&gt;Um Beijo Roubado&lt;/em&gt;, com Norah Jones e Jude Law, não faz jus à fama do diretor e decepciona&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SC4tuARzSKI/AAAAAAAAAK0/NA6G8Cf-bUs/s1600-h/UmBejadoRoubado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201144888031398050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SC4tuARzSKI/AAAAAAAAAK0/NA6G8Cf-bUs/s320/UmBejadoRoubado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizem que um filme que abre Cannes nunca é pouca coisa. Mas &lt;em&gt;Um Beijo Roubado &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), que abriu o festival francês no ano passado é quase nada. O elogiadíssimo diretor chinês Wong Kar-Wai não acertou a mão em seu primeiro trabalho em inglês, e não faz jus a seu filme mais famoso, &lt;em&gt;Amor à Flor da Pele&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Um Beijo Roubado&lt;/em&gt;, em cartaz em todo o País, Jeremy (Jude Law) é dono de um café em Nova York que coleciona chaves abandonadas pelos clientes. Elizabeth (a cantora Norah Jones, em sua estréia como atriz, já como protagonista) é dona de uma delas. Ao contrário dos outros, as suas são deixadas lá de propósito, depois que a moça descobre que o namorado a traiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante algumas noites ela começa a freqüentar o café e a encantar seu dono. Sem dizer adeus, ela parte para uma viagem pelo país. No caminho, conhece pessoas com histórias diferentes como um policial (David Strathairn) apaixonado pela ex-mulher (Rachel Weisz) e uma jovem (Natalie Portman) jogadora de pôquer. Durante o tempo que passa viajando, ela escreve regularmente para Jeremy, que, apaixonado, tenta localizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Erros&lt;/strong&gt; - Em busca de uma linguagem mais poética, Wong Kar-Wai lança mão de recursos como a câmera lenta e planos muito fechados. Mas sua narração e seus personagens não ganham nada a mais com isso. A atuação rasa de Norah Jones, que como atriz dramática é uma excepcional cantora, também atrapalha. A impressão inicial de que se está diante de uma obra interessante, especialmente pelas presenças de Rachel Weisz, Natalie Portman, David Strathairn – que, se é possível, justificam o ingresso – se desfaz logo de cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a bela estética da fotografia de Darius Khondji, granulada e à luz natural (o clima é bem &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt;) salva. Tentando dar pluralidade a sua obra, Kar-Wai não se aprofunda nos personagens e acaba concebendo três filmes em um só. As três histórias, que, mal emendadas, compõem a trama, renderiam mais se melhor exploradas – de repente até mesmo em filmes separados. A narrativa entrecortada deixa a sensação de um filme mal editado e displicente com a sensibilidade do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo que importa neste filme é a excelente trilha sonora que traz Cassandra Wilson, Ry Cooder e Cat Power (também no elenco), além da própria Norah Jones. Mas &lt;em&gt;Um beijo Roubado&lt;/em&gt; poderia ser algo mais de uma coletânea de belos clipes. Não passa de um singelo (e estranho) filme de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SC4uIgRzSLI/AAAAAAAAAK8/RHnc5Ti6dhI/s1600-h/UmBejadoRoubado2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201145343297931442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SC4uIgRzSLI/AAAAAAAAAK8/RHnc5Ti6dhI/s200/UmBejadoRoubado2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Filme&lt;/strong&gt;: Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights) – Hong Kong/ China/ França, 2007. 97 min. Drama.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Wong Kar-Wai&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn, Natalie Portman&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em cartaz em todo o País&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.umbeijoroubado.com.br/"&gt;http://www.umbeijoroubado.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1675271558249065382?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1675271558249065382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1675271558249065382' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1675271558249065382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1675271558249065382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/05/cinema_17.html' title='Não mais que um filme de amor'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SC4tuARzSKI/AAAAAAAAAK0/NA6G8Cf-bUs/s72-c/UmBejadoRoubado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1190850132414474509</id><published>2008-05-13T21:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:46.534-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Arrasa-quarteirão divertido</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apesar de inferior a adaptações como &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt;, o filme &lt;em&gt;Homem de Ferro&lt;/em&gt; acerta em aposta no humor e tem elenco como ponto forte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCeNnARzSJI/AAAAAAAAAKs/bQ1XZI58kKI/s1600-h/HomemdeFerro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199279996051605650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCeNnARzSJI/AAAAAAAAAKs/bQ1XZI58kKI/s320/HomemdeFerro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quer um forte motivo para ir assistir a &lt;em&gt;Homem de Ferro&lt;/em&gt;: Robert Downey Jr. Depois de muito tempo (e muitos escândalos envolvendo drogas e prisões) ele está de volta em boa forma e impagável. O filme, é bom avisar, não tem o mesmo sabor delicioso do drama psicológico explorado em &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Homem-Aranha&lt;/em&gt;, ambos também da Marvel e indiscutivelmente melhores, mas consegue a façanha de deixar palatável na telona uma das HQs menos populares do selo (que, a propósito acabou de tornar-se também produtora de cinema).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mérito, é claro, está no investimento no humor, caminho mais curto para se chegar ao sucesso entre o público jovem. Não há como não resistir quando Downey Jr. se mostra preocupado diante da coletiva de imprensa pensando se deverá ou não revelar sua identidade, para afinal desistir: “Sou o Homem de Ferro”. Ele dá vida e personalidade ao misto de gênio e playboy Tony Stark. O ricaço acredita estar produzindo armas para o bem dos Estados Unidos – e essa patriotada do filme, apesar de atual, é imperdoável, diga-se de passagem. Ele descobre, porém, que sua convicção é furada e decide lutar contra armas de destruição em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor Jon Fravreau não consegue tirar o fôlego nas cenas de ação. É feliz, no entanto, na direção de seu elenco. Ele é hábil em extrair bom resultado, por exemplo, de Gwyneth Paltrow, que já esteve insossa em vários papéis (quem não engole aquele Oscar, por &lt;em&gt;Shakespeare Apaixonado&lt;/em&gt;, que o diga). A moça, que aliás declarou recentemente cogitar aposentadoria imediata para ficar com os filhos, está em excelente química com Downey Jr. O filme tem gancho para continuação, como era esperado. O que não é impede uma visita à sala de cinema para bons momentos de diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Filme&lt;/strong&gt;: Homem de Ferro (Iron Man) – EUA, 2008. 135 min. Ação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Jon Favreau&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Jeff Bridges, Terrence Howard&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em cartaz em todo o País&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.ironmanmovie.com/"&gt;http://www.ironmanmovie.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1190850132414474509?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1190850132414474509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1190850132414474509' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1190850132414474509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1190850132414474509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/05/cinema.html' title='Arrasa-quarteirão divertido'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCeNnARzSJI/AAAAAAAAAKs/bQ1XZI58kKI/s72-c/HomemdeFerro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-8069762924808961364</id><published>2008-05-10T21:17:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T00:36:47.041-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Pop inteligente</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em &lt;em&gt;Coco&lt;/em&gt;, lançado ano passado, Colbie Caillat estréia no mercado fonográfico com músicas bem melhores que a média dos similares&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCY96Ow_34I/AAAAAAAAAKE/lGphKJYjXyU/s1600-h/ColbieCaillat.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198910890451132290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCY96Ow_34I/AAAAAAAAAKE/lGphKJYjXyU/s320/ColbieCaillat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se existe um limbo entre o pop e a música sofisticada ele é composto por artistas como Colbie Caillat (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;). As músicas deles dificilmente serão obras-primas, mas tornam-se sempre agradáveis aos ouvidos dos mais exigentes e da massa consumidora. A linha entre bom gosto e pieguice é tênue, mas alguns conseguem produzir bons trabalhos como &lt;em&gt;Coco&lt;/em&gt;, álbum de estréia de Colbie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cantora e compositora consegue unir características boas de Jack Johnson, dono de um excelente som acústico, e a interpretação de Norah Jones (outra componente do limbo). Ela não é chegada a ousadias vocais como Joss Stone, decisão muito acertada. Seu trabalho lembra cantoras mais experientes como Dido e Fiona Apple. A lição veio de dentro de casa. Colbie, hoje com 22 anos, é filha do produtor Ken Caillat, que já produziu grandes nomes como Alice Cooper e Herbie Hancock. Compõe e canta desde a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem californiana tem em suas letras músicas que falam de amenidades como o amor, o amado perfeito e a felicidade em estar vivo – como não poderia deixar de ser dentro da roupagem pop. Mesmo assim, até em melodias que têm letras repetivas, como &lt;em&gt;Oxygen &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;escute clicando no link abaixo&lt;/em&gt;), é impossível passar incólume, sem se apaixonar pelo timbre da garota, e o hit acaba grudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internet &lt;/strong&gt;- Colbie teve seu primeiro sucesso na internet. Ela fez o que é para a maioria o caminho inverso: primeiro estourou no MySpace, onde &lt;em&gt;Bubbly&lt;/em&gt;, carro-chefe de &lt;em&gt;Coco&lt;/em&gt; (lançado ano passado) chegou a alcançar o top 10 das paradas americanas. A força lhe rendeu espaço na indústria fonográfica. Antes de finalizar o disco de estréia, a cantora chegou a disponibilizar algumas das músicas do repertório para serem baixadas na rede. A estratégia deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte do mérito do sucesso como cantora cult – que abarca um público que vai dos 20 aos 40 anos, principalmente – é a produção acertada de Mikal Blue. O produtor apostou no foco da sonoridade leve das canções, que além de Colbie foram compostas por Jason Reeves. Letras coma as de &lt;em&gt;Bubbly&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Tied Down&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Tailor Made&lt;/em&gt; tentam fugir – mesmo que não consigam completamente – da estrutura introdução rápida e refrão grudento já nos primeiros segundos. Sinal de que também há certa sofisticação no pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCZDZew_37I/AAAAAAAAAKc/GhhzvlhegGY/s1600-h/CDColbieCaillat.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198916924880183218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCZDZew_37I/AAAAAAAAAKc/GhhzvlhegGY/s200/CDColbieCaillat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CD&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Coco&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Artista&lt;/strong&gt;: Colbie Caillat&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gravadora&lt;/strong&gt;: Republic&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 33&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Link&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5YG39SJZ_ns&amp;amp;NR=1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;escute &lt;em&gt;Oxygen&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-8069762924808961364?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/8069762924808961364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=8069762924808961364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8069762924808961364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8069762924808961364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/05/msica.html' title='Pop inteligente'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/SCY96Ow_34I/AAAAAAAAAKE/lGphKJYjXyU/s72-c/ColbieCaillat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4140101881474367187</id><published>2008-02-12T19:58:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:47.292-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>Destino de um Rei sem súditos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zaguinha, o “rei da embaixadas”, volta às ruas de São Paulo depois de ser atração de TV e contratado de empresa de material esportivo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Thiago Arantes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R7IWt1hrRAI/AAAAAAAAAJ8/r5BT9bvI028/s1600-h/Zaguinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166216699265631234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R7IWt1hrRAI/AAAAAAAAAJ8/r5BT9bvI028/s320/Zaguinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma nota de R$ 2 repousa dentro do chapéu preto e branco, encardido, sobre as pedras portuguesas da Rua 15 de Novembro, Centro de São Paulo. O artista pede mais. "Só vou começar o show quando tiver três reais." Percorre a platéia com os olhos, mira 20 alvos, possíveis contribuintes. O tempo passa, o público se dispersa. O show começa, tardiamente, para duas pessoas – um senhor de bigodes brancos, antigo dono da nota de R$ 2, e este repórter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista é Manoel da Silva, 55 anos. Manoel, estatura mediana, olhos pequenos e cavanhaque pela metade – que forma a letra "C" – é Zaguinha, o "rei das embaixadas". Alagoano de Murici, ajudante de pedreiro, que descobriu o talento para equilibrar bolas e objetos aos 32 anos. "Estava jogando sinuca e uma bola caiu da mesa. Comecei a brincar e vi que levava jeito." Não parou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, decidiu tentar a sorte em São Paulo. "Era ano de Copa do Mundo, a chance de crescer e aparecer". Primeiro, Zaguinha apareceu. Foi no intervalo da partida entre Brasil e Camarões, ao lado do telão da TV Globo, no Centro da cidade, fazendo embaixadas com um coco. Virou "Zé do Coco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltava crescer. E Zaguinha cresceu cinco anos depois, em 1999, quando foi estrela de um quadro no &lt;em&gt;Esporte Espetacular&lt;/em&gt;, também da Globo. "Falei que eu era o melhor do mundo e propus um desafio. Ninguém me venceu." Foram 14 semanas, uma dúzia de rivais derrotados. Zaguinha não ganhou dinheiro. Mas, colocado de lado depois de esgotar os desafiantes, conquistou um patrocinador. Por sete anos e dois meses, o "embaixador" – como define sua profissão – foi contratado da Dal Ponte, empresa de material esportivo (&lt;em&gt;na foto, em viagem aos Estados Unidos, em campanha&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo acabou em março do ano passado. Não foi renovado. "Eles mudaram a política da empresa, e eu dancei. Mas foi uma época boa, reformei minha casa, consegui melhorar minha situação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De volta ao Centro -&lt;/strong&gt; Foi à procura de um novo patrocinador que Zaguinha voltou às ruas do Centro no início de setembro. "Aqui é um lugar que conheço bem, trabalhei por três anos, entre 1996 e a Globo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos em que era atração de TV estão registrados no pequeno espaço que o "rei das embaixadas" ocupa no calçadão. No chão, ao lado do chapéu encardido e de um campinho de futebol em que estão dispostas bolas de seis tamanhos, Zaguinha espalha folhas de papel sulfite com fotos impressas em baixa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelas, o embaixador está ao lado de técnicos, celebridades instantâneas e ex-jogadores. As imagens estão distorcidas. Não bastasse a impressão ruim, a primeira chuva da primavera paulistana borrou as recordações. A tinta escorreu pelos papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso se canse de olhar os borrões de seu passado, Zaguinha pode transformar as impressões, também, em instrumento de trabalho. Dá para fazer embaixada com bola de papel? "Claro que dá. Eu faço embaixada com qualquer coisa. São mais de 100 itens na minha lista, é só pedir". Às 13 horas de uma ensolarada quinta-feira, 27 de setembro de 2007, não havia ninguém além do senhor de bigodes brancos, o antigo dono da nota de R$ 2, para fazer o pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faz com a bolinha menor, então." Zaguinha olha para seu campinho e pega uma esfera de metal, 2 mm de diâmetro. Toca uma, duas, dez vezes nela com os pés, sem deixar cair. O homem faz sinal de positivo. "Muito bom, muito bom". Vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zaguinha agradece. Seu companheiro de show, o também embaixador Fábio Peixoto, 24 anos, está com a expressão fechada. "Se você tivesse feito logo o show, o povo não teria ido embora." Os dois trabalham juntos desde que Zaguinha decidiu voltar para as ruas. "O Fábio está aqui há mais de um ano. Eu cheguei agora, de volta. Viramos sócios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Até com abacaxi” -&lt;/strong&gt; Embora trabalhem juntos, os dois têm estilos diferentes. "Eu acho que é preciso evoluir. Se o Ronaldinho inventa uma embaixada, eu vou fazer, também. É preciso estar sempre ligado nas novidades", diz Fábio. Zaguinha discorda. "Tudo o que eu faço é original. Eu inventei a embaixada com bola de prego, fui o primeiro a fazer com bolinha pequena, fiz com frutas, com bolas de outros esportes. Até com abacaxi eu fiz. Por isso que eu sou o rei, eu sou diferente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a "diferença" de Zaguinha chegou ao limite. "Não tem como fazer embaixada com uma bola menor do que esta", diz, apontando para a esfera que acabou de equilibrar. E então, o que fazer? Quais as novidades? "Não tem o que fazer, não tem novidade. Não posso fazer embaixada com uma bola que não consigo ver." Com a bola de futebol, faz 170 embaixadas por minuto, e já chegou à marca de 8 mil em oito horas de show. "E nunca errei ao vivo. Não fico nervoso porque faço o que sei fazer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se nem o "rei das embaixadas" vê novidades pela frente, é porque o futuro da arte pode estar em perigo. E está. "Todo mundo é desunido, esse é o problema. Tem muito príncipe e bobo da corte por aí dizendo que é rei", diz Zaguinha. Fábio, o sócio, discorda novamente. "Zaguinha fala demais. Ele foi rei faz tempo, tem que ver quem é o rei agora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois começam a discutir. Tentam levar a conversa em um clima de provocação sadia. Não conseguem. Fábio chama o sócio de "metido", diz que Zaguinha "vive de um passado distante". A resposta vem em tom professoral. "Você é jovem, tem muito que aprender, ainda. Eu sou o rei e tenho as provas em vídeo. Coloca na internet 'rei das embaixadas' e vê o que aparece." Aparece o site de Zaguinha. Sem atualizações desde 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo ríspido chama a atenção dos pedestres. "Não vai ter mais show?", pergunta um jovem de pele escura, bigode proeminente e casaco amarelo – fez frio em São Paulo durante toda a semana. Fábio sorri sem graça, Zaguinha também. Os dois concordam, enfim. "Pensamos de forma diferente, não adianta", diz o "rei". "Não adianta, mesmo", reforça o sócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recomeço -&lt;/strong&gt; A parceria chega ao fim. Ambos parecem aliviados. Até sorriem. "Não estava dando certo mesmo", diz Fábio. "E não pense que a culpa foi sua!", brinca Zaguinha com o repórter. Fábio diz que continuará onde está. Na 15 de Novembro, sob a sombra de uma árvore esguia, último artista de uma fila que tem, às 15 horas de quinta-feira, cinco pintores e três hippies artesãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zaguinha ainda não sabe qual será seu próximo palco. "É fácil arranjar um ponto novo, mas ainda não pensei nisso. Só sei que vou fazer embaixadas até o fim da minha vida, o lugar não importa.", diz, acelerando o passo. "Preciso ir, tenho aula à noite." Zaguinha cursa a 5ª série do Ensino Fundamental. Voltou a estudar neste ano depois de quatro décadas parado. "Antes eu achava que as embaixadas tinham me dado tudo o que eu precisava na vida. Mas a escola pode me dar muito mais." E vai embora, entre hippies, mendigos e profetas. Sem saber por onde recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Thiago Arantes&lt;/strong&gt; é jornalista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Acervo pessoal&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4140101881474367187?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4140101881474367187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4140101881474367187' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4140101881474367187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4140101881474367187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/02/personagem-da-vida-real.html' title='Destino de um Rei sem súditos'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R7IWt1hrRAI/AAAAAAAAAJ8/r5BT9bvI028/s72-c/Zaguinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3580880556750127578</id><published>2008-01-21T19:12:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:47.623-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Conto de fadas adulto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O Labitirinto do Fauno&lt;/em&gt; consegue mesclar a dura realidade da guerra espanhola com um mundo de fantasia que agrada aos mais velhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R5UM49cSYcI/AAAAAAAAAJ0/80euj9KlFe4/s1600-h/labirinto-do-fauno01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158043120928186818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R5UM49cSYcI/AAAAAAAAAJ0/80euj9KlFe4/s320/labirinto-do-fauno01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sangue que escorre pela boca de Ofélia (Ivana Baquero), personagem principal de &lt;em&gt;O Labirinto do Fauno&lt;/em&gt;, indica que há algo diferente no filme do diretor Guilhermo del Toro. Definitivamente não é um conto de fadas para crianças. Ou ao menos não é um conto de fadas para crianças acostumadas a ver a fantasia como respostas diluídas em água-com-açúcar para um mundo que ainda não compreendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do escritor Rubem Alves em um de suas crônicas contando de que forma os contos de fada foram perdendo sua essência para adaptar-se ao universo das crianças. Toda a lição construída na narrativa acaba sempre destruída pelo final feliz. Ao invés da esposa de Barba Azul pagar pela desobediência (o ser humano possui lados obscuros não devem ser expostos), o que fez a literatura infantil? Trouxe heróis para salvarem a esposa de Barba Azul da morte horrenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se &lt;em&gt;O Labirinto do Fauno&lt;/em&gt; partisse deste princípio, não ia passar de um filme de conto de fadas como tantos que vemos por aí. Rasos, previsíveis e de fácil esquecimento. Mas a obra de Guilhermo del Toro opta pelo caminho mais difícil: conectar fantasia com a crueldade que é característica do mundo “real”. Para explicitar este enlace, o tom sombrio da fotografia é marcante e transita entre os dois universos. Já na narrativa Ofélia toma conhecimento de sua história verdadeira e do que terá que fazer para recuperá-la. É quando se percebe que a realidade e a fantasia, afinal, não são universos tão distantes assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do filme conta brevemente a história de uma princesa que vivia no reino subterrâneo mas era louca para conhecer a humanidade e o brilho do sol. Certo dia conseguiu fugir de seu reino e passou a viver entre os homens. Teve então que conviver com a fome, dor, humilhação e tristeza, morrendo e renascendo sempre para cumprir este destino. Depois disto conhecemos a garota Ofélia, que adorava ler contos de fadas, e ficamos sabendo que é a tal princesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com a mãe Carmen (Ariadne Gil) foi viver no campo com o Capitão Vidal (Sergi Lopez), que lutava para combater os que eram contrários à ditadura fascista do general Franco, que governava a Espanha. Comandava a região e a casa com uma violência que muitos tacharam como banal e desnecessária. Eu, que costumo repudiar este tipo de escolha, tive que discordar. A violência explícita não apenas é necessária como primordial na composição do filme. É o choque de realidade que o filme precisava para reforçar seu maior mérito: mostrar que a fantasia não serve para que fechemos os olhos à realidade, e sim para que possamos buscar mais além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convivendo com a Guerra Civil espanhola e a crueldade de Vidal, Ofélia acaba deparando-se com a possibilidade de ir ao encontro de um destino mais afável. Encontra um fauno que lhe conta sua história e que propõe que ela cumpra três tarefas para que possa voltar ao mundo subterrâneo. Tarefas das quais conhece os perigos, mas decide enfrentar. Sinal de que compreendeu e aceitou as conseqüências de seus atos. E, afinal, melhor também arriscar e buscar uma esperança que viver a realidade onde parece não haver solução possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Filme (DVD):&lt;/strong&gt; O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno) – México, Espanha, EUA, 2006. 112 min. Suspense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Guilhermo del Toro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Ivana Baquero (Ofelia), Doug Jones (Fauno), Sergi López (Capitão Vidal), Ariadna Gil (Carmen)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Distribuidora&lt;/strong&gt;: Warner Bros. Pictures&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 19,90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.panslabyrinth.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.panslabyrinth.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3580880556750127578?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3580880556750127578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3580880556750127578' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3580880556750127578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3580880556750127578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/01/cinema.html' title='Conto de fadas adulto'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R5UM49cSYcI/AAAAAAAAAJ0/80euj9KlFe4/s72-c/labirinto-do-fauno01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-8116054389655030081</id><published>2008-01-12T14:29:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:47.834-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>O homem que o metrô não matou</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um ano após o acidente das obras na estação de Pinheiros, em São Paulo, conheça a história do motorista Emerson Nascimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Thiago Arantes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R4jrz9cSYbI/AAAAAAAAAJs/u-OLNURebjc/s1600-h/CrateraPinheiros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154629051424596402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R4jrz9cSYbI/AAAAAAAAAJs/u-OLNURebjc/s320/CrateraPinheiros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Às 14h11 do dia 12 de janeiro de 2007 – exatamente há um ano –, o motorista Emerson dos Santos Nascimento, 26 anos, sairia com a van 20041 para mais uma viagem da Casa Verde à estação da CPTM de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Era a hora dele. Emerson não foi. Cansado por ter começado a trabalhar às 4h30 e ainda sem almoçar, pediu para trocar a vez com um colega. Era Reinaldo Aparecido Leite, 40 anos, com a van 26487.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 40 minutos depois, quando Reinaldo acabara de começar o caminho de volta, o veículo conduzido por ele caiu na cratera aberta pelo acidente nas obras da estação Pinheiros, linha amarela do metrô de São Paulo. O motorista, o cobrador Wescley Adriano da Silva e os três passageiros morreram soterrados. Um pedestre e um funcionário que trabalhava nas obras, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emerson deixou o ponto na Casa Verde cinco minutos depois do colega. Assim que chegou ao local do acidente, tentou contato. Sem sinal. Oito meses depois, continua na linha Casa Verde-CPTM Pinheiros. Trabalha dez horas por dia, ganha R$ 1.200, faz entre oito e nove viagens – o trânsito da metrópole dita o ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado, nem por isso tímido, o motorista evita lembrar-se daquela sexta-feira. Abordado por este repórter – que procurava confirmar a história de que um colega havia trocado de horário com Reinaldo –, baixa a cabeça, suspira brevemente e, olhos fixos, diz em voz baixa. "Sou eu mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas não gosto de falar disso", emenda. "E preciso ir embora. Só se você quiser me entrevistar dentro da van". São 17h30 de quinta-feira, véspera do feriado de 7 de setembro. Emerson ainda não sabe se vai ter folga para viajar. A van deixa o ponto final na Casa Verde com três passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gente Boa -&lt;/strong&gt; No primeiro semáforo, o motorista gira o pescoço para o lado, tenta manter contato visual comigo, fala que não deu entrevistas sobre sua história daquele 12 de janeiro. "Nunca me procuraram para falar disso. Uma vez a televisão me entrevistou, mas era para falar do Reinaldo. Ele era muito gente boa, trabalhador."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não disse à TV que havia trocado de escala com ele? "Seria um desrespeito, né? A família passando por um momento difícil e eu falando que escapei, que era para ter sido eu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinaldo tinha esposa e três filhos. Emerson namora há dois anos. "Quando contei para ela que eu tinha trocado a escala com o colega que morreu, ela ficou em pânico". Emerson também ficou. Não dormiu até o início da manhã seguinte ao desabamento. "Só saí lá de perto às 2h. Ainda não sabiam o que tinha acontecido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morador do bairro da Casa Verde, quase vizinho do ponto final de sua linha, o motorista raramente usa o metrô. "Quase não ando, mas gosto. Acho seguro", diz. Sobre o acidente, resignação. "Obras assim sempre são perigosas. Meu pai perdeu parte da perna por causa de um acidente em uma obra também". O pai de Emerson, aposentado por invalidez, gosta de rádio. "Escuta o dia todo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho parece não gostar. Durante a viagem, não liga o rádio da van. Divide seu tempo entre a entrevista, as piadas do bem-humorado cobrador David e outro rádio, o comunicador da empresa – ou, como diz, o "nextel". O trânsito testa a paciência dos passageiros, mas o motorista parece tranqüilo. "Estou em primeira, ponto morto, primeira, ponto morto...", diz ao rádio. Ri, olha para trás, "esse horário é assim mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corinthians -&lt;/strong&gt; Ao lado da estação Barra Funda do metrô, mais passageiros sobem, os assentos minguam, o calor aumenta. O ar condicionado luta contra a aglomeração. Perde. Um jovem com a camisa do Palmeiras acena. "É sofredor, mas deixa ele entrar", brinca o cobrador e corintiano David. "Entrar pode, mas sentar, não", emenda Emerson, também corintiano. "Você torce para o Corinthians?", pergunta ao repórter. Diante da resposta negativa, muda de assunto. "Já faz quanto tempo mesmo do acidente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São oito meses. "Parece que faz mais tempo. Mas também lembro como se fosse ontem", contradiz-se. Depois de buscar na memória uma referência temporal, concorda. "É verdade, são oito meses mesmo. Eu tinha começado três semanas antes como motorista. Fui cobrador, por três anos. Passei da contabilidade para a direção", brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passageira escuta a conversa e intervém. "Estão falando do acidente do metrô? Nossa, terrível, né?". Emerson acena com a cabeça, sempre tentando olhar para trás. O trânsito permite, a van quase não se move. A mão esquerda divide-se entre o volante e o comunicador. A direita repousa no câmbio em tempo integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista responde às perguntas como se estivesse preparado desde sempre para enfrentá-las. E não se emociona ao pensar que poderia ser ele uma das vítimas. "Não faz bem pensar assim. Se eu ficar pensando que era para ter morrido, não vou conseguir viver direito". Abandonar a linha ou a profissão também está fora de questão. "Todo trabalho tem o seu risco. Não adianta fugir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito melhora, o tempo passa, e a estação CPTM de Pinheiros se aproxima. A noite já encobre os últimos raios de sol quando Emerson, curioso, volta ao assunto. "A queda foi de quantos metros, será? Uns 50?". Foram 30 m, segundo informações fornecidas pela construtora responsável pelas obras. "Ah, não tinham chance de sobreviver. O carro ficou parecendo uma lata de sardinha. Eu vi quando tiraram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Você acostuma” -&lt;/strong&gt; Desde o acidente, a rota da van foi desviada da Rua Capri – parcialmente destruída pelo desabamento – para a Eugênio de Medeiros. Cones, fitas bicolores de segurança, caminhões e funcionários das obras do metrô compõem a paisagem. Pedreiros reforçam as estruturas das casas nas ruas vizinhas. "Todo mundo ficou com medo", diz um segurança das obras da linha 4. Antes de falar, ele tira o crachá do peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emerson já se acostumou. "Nas primeiras vezes que passei por aqui, senti uma coisa ruim. Mas aí você passa todo dia, tantas vezes, que se acostuma. Tem que acostumar, senão fica louco", diz, enquanto encosta a van no ponto final em Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descanso habitual de cinco minutos é revogado por ordem do "nextel". "Tá bom, tá bom, vou agora, diretão", diz, sem praguejar contra o comando invisível. "Está puxado, hoje. Véspera de feriado é assim sempre". Há tempo para uma última pergunta, sobre o que mudou na forma de encarar a vida depois do acidente. "Nada. Eu sempre dei muito valor", diz Emerson. "Só não era minha hora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Thiago Arantes&lt;/strong&gt; é jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o repórter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem 25 anos, nasceu em Goiânia, mudou-se para São Paulo há dois anos, depois de uma escala de outros quatro em Brasília. Embora goste de procurar personagens nas ruas da metrópole, o texto acima surgiu por acaso, em setembro de 2007, quando buscava uma pauta sobre o metrô paulistano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-8116054389655030081?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/8116054389655030081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=8116054389655030081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8116054389655030081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8116054389655030081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/01/personagem-da-vida-real_12.html' title='O homem que o metrô não matou'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R4jrz9cSYbI/AAAAAAAAAJs/u-OLNURebjc/s72-c/CrateraPinheiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-2944219584019841717</id><published>2008-01-06T20:58:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:47.989-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>O nosso samba</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entenda como a música considerada “nossa” aos poucos foi sendo construída para se tornar legítima representante de brasilidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R4FdxtcSYaI/AAAAAAAAAJk/CySO72U0AA4/s1600-h/samba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152502557281771938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R4FdxtcSYaI/AAAAAAAAAJk/CySO72U0AA4/s320/samba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No ano passado o samba foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sob registro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Sambistas famosos como Nelson Sargento comemoraram o reconhecimento declarando que “o samba é agora cidadão brasileiro com todas as letras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento, para muitos, foi tardio. Afinal de contas, há anos o gênero musical é referência dentro e fora do Brasil, tido como símbolo maior de nossa brasilidade. Não à toa compõe a famosa tríade que muitos estrangeiros que pisam por aqui repetem sem o menor pudor: o Brasil é lugar de “samba, futebol e mulher”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, de que forma o samba conseguiu alcançar o status de gênero nacional por excelência? O antropólogo Hermano Vianna arriscou algumas respostas no livro &lt;em&gt;O Mistério do Samba&lt;/em&gt;. Retrocedendo em alguns pontos da história do país, ele mostra que samba tornou-se componente da identidade do brasileiro. Menos pela índole das pessoas que por uma série de construções que abarcam, de certa forma, uma verdadeira força-tarefa na tentativa de unificar o Brasil usando a música como referencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samba pela história -&lt;/strong&gt; Datar precisamente o momento da penetração da cultura popular nas rodas da elite brasileira não é fácil. Muitas suposições e pouca análise criaram mitos arraigados como, por exemplo, o de que o samba deixou de ser subitamente um ritmo marginal do começo do século passado (tocado apenas nas favelas, pelos “malandros”) e passou a ser aceito pela classe dominante, até chegar ao momento “mágico” em que foi nomeado símbolo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro, Hermano Vianna mostra que esta passagem não foi súbita e nem mesmo tão desinteressada como muitos acreditam. O antropólogo enumera vários nomes (como Catulo da Paixão Cearense e Laurindo Rabello) que, com suas modinhas, lundus e toadas sertanejas, fizeram sucesso entre a elite brasileira e deram espaço para que o ritmo nacional ascendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pequena ascensão era, contudo, apenas um esboço do que viria. A valorização das “coisas do Brasil” só ganhou contornos mais nítidos quando se acelerou a discussão sobre a descentralização do país. O problema da unidade da pátria ganhou notoriedade entre os intelectuais como, por exemplo, Afonso Arinos, tendo mais tarde seu apogeu com Gilberto Freyre, autor de &lt;em&gt;Casa Grande e Senzala&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto de unificação nacional, embora já tivesse sido esboçado em algumas situações, não chegou a ser algo claramente definido. Somente com a chegada da República é que se sentiu verdadeiramente a necessidade de construir um símbolo nacional que substituísse o da coroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreu, entretanto, foi a criação de oligarquias que valorizaram ainda mais a regionalização do país, dificultando o projeto de centralização. Foi neste período que prevaleceu a famosa política café-com-leite, quando as oligarquias aproveitavam deste traço descentralizador para dominar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Construção -&lt;/strong&gt; Essas tendências regionalistas só foram “sufocadas” em 1930, quando o gaúcho Getúlio Vargas chegou à presidência da República. E é justamente nesse período que o samba consolida-se verdadeiramente como ritmo nacional, em uma construção que uniu a política, a intelectualidade brasileira e as camadas populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais tendências de valorização do nacional não tinham a ver com uma volta às raízes do Brasil, mas sim com a criação dessas raízes. O modelo de autenticidade do Brasil não foi fruto de uma escolha de algum modelo regional de brasilidade, mas foi fabricado após a ascensão de Getúlio Vargas unindo os diversos elementos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermano Vianna considera o final dos anos 1920 como o período de nacionalização do samba, tendo como mediadores músicos, representantes do governo e intelectuais como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Gilberto Freyre. Segundo o estudioso, eles teriam papel fundamental na execução de um processo de criação da identidade brasileira, tendo o samba como principal elemento. Aquele que seria considerada como a “nossa música”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista, especialista em Jornalismo Cultural e autora da monografia &lt;em&gt;O Brasil de Ruy Castro: O Jornalismo e a Construção de Uma Identidade Cultural Brasileira&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/mantelli/100793403/"&gt;Mantelli&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (captada no site Flickr)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-2944219584019841717?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/2944219584019841717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=2944219584019841717' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2944219584019841717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2944219584019841717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/01/msica.html' title='O nosso samba'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R4FdxtcSYaI/AAAAAAAAAJk/CySO72U0AA4/s72-c/samba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1700190980265450360</id><published>2008-01-03T15:30:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:49.097-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>Sorriso como remédio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para abrir 2008 conheça a história de Luzianira Campos, voluntária do Hospital das Clínicas de Goiânia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Hebert Regis&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R30c_tcSYZI/AAAAAAAAAJc/LLYFb4U-PMY/s1600-h/luzianira1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151305429637292434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R30c_tcSYZI/AAAAAAAAAJc/LLYFb4U-PMY/s320/luzianira1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O azul das paredes reforça a sobriedade. De longe, as árvores circundam o quarteirão do Hospital das Clínicas (HC) de Goiânia, como se quisessem protegê-lo. Além das árvores e dos sentimentos que permeiam o ambiente do hospital, uma reforma na parte interna modifica a paisagem. Dentro concentra-se uma multidão apressada, sempre com uma queixa, seja de dor ou da espera para o atendimento. É sempre na agonia que as verdadeiras reações se afloram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mãos de médicos e enfermeiros a cura pode estar dentro de um frasco ou em cartelas de medicamentos. Só que naquele momento, os profissionais parecem desconhecer uma solução apaziguadora para os olhares perdidos, que buscam compaixão, ou mesmo, uma palavra consoladora. Já para Luzianira da Cruz Montes Campos (&lt;em&gt;fotos&lt;/em&gt;) o remédio está além das cientificidades dos laboratórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo que não se encapsula, não se aprende na faculdade, e não se mensura por meio de instrumentos analíticos. De estatura baixa, no máximo 1,55 metro, quadril largo e rosto rechonchudo, ela parece crescer ao subir o pequeno degrau. O Sol, ainda brando por causa das nuvens, ilumina a sua camisa de estampa preta, mas manchadas pelos coloridos azuis e amarelos.Apesar de andar um quarteirão para chegar ao hospital, o coque feito em seu cabelo, já uniformemente grisalho, está intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com o vento que se abate naquela manhã nublada, ela anda graciosa, sem pressa, observando todos os detalhes, sempre com um sorriso no rosto, como se compartilhasse aquele momento com aquelas pessoas que estavam no corredor. Azar daqueles que não percebem as sutilezas do seu sorriso, um grande remédio para a alma. Se pudesse transparecer o momento de forma física, diria que em volta dela, uma luz com combinações de azul claro e amarelo fogo transcende por onde passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voluntariado - &lt;/strong&gt;Já no rol de entradas dos ambulatórios, ela agora vira onde a seta indica o nome voluntariado. Luzianira entra no pequeno corredor; continua devagar, com a experiência de quem já passou por tudo. As janelas abertas dos ambulatórios que dão para o corredor não a atrapalham. Olha em volta, vê salas com aparelhos de medir pressão, maca e mesa vazias. Desvia o olhar e segue em frente. A cena se repete nas outras duas janelas, também abertas, por onde atravessa. O silêncio só se quebra com um burburinho de um lugar ainda não identificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última sala do corredor, a senhora abre a porta por onde entra sempre uma vez na semana, sempre às quartas-feiras. O que se repete há cinco anos. Com os seus bordados a tiracolo, Luzianira finalmente adentra a sala do voluntariado. Saia azul até os joelhos e uma sandália marrom com um pequeno salto, talvez com uns dois centímetros, completam o visual desta bordadeira de mão cheia. Assim também estavam as suas mãos com um bordado ainda por terminar, que também segurava as linhas de crochê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os seus bordados, a sala do voluntariado do HC também desconhece a uniformidade e os padrões. Um pouco maior que um quarto de seis metros quadrados, as suas paredes são brancas, assim como os dos ambulatórios vistos por Luzianira, mas o mosaico de cores e formas se completa com as roupas, de todas as tonalidades, doadas para serem vendidas nos oito bazares realizados durante o ano, geralmente em datas especiais. Destes eventos, é de onde o Voluntariado do HC tira a sua receita para ajudar os pacientes do hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzianira senta e começa a bordar. Ao mesmo tempo, não deixa de prestar a atenção em quem entra na sala. Experiência demonstrada não apenas pelas rugas, mas pela calma que conduz a voz e os gestos, nunca bruscos. Veloz só a forma como entrelaça as linhas vermelhas no pano que vai formando pequenas rosas. No momento, estavam mais duas pessoas na sala, ambas cuidando dos adereços para a festa de fim de ano da instituição. Mas os seus ouvidos conseguiam captar os rangidos das portas, sempre seguidos de uma virada de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R30cptcSYYI/AAAAAAAAAJU/bF-Q4Y1Przw/s1600-h/luzianira2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151305051680170370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R30cptcSYYI/AAAAAAAAAJU/bF-Q4Y1Przw/s320/luzianira2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Do sofrimento à doação - &lt;/strong&gt;Voluntária desde os 17 anos, quando ajudou o Congresso Internacional Religioso e morava no Rio de Janeiro, Luzianira sempre fez trabalhos voluntários. “Sempre ajudei muito. E faço com o coração.” Não havia um motivo pré-estabelecido. Era só a vontade de ajudar. Uma atitude positiva não só em relação aos outros, mas à vida. De miss em Santa Helena, sua cidade natal no interior goiano, aventurou-se ao Rio de Janeiro, quando chegou aos 16 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi para Brasília trabalhar na área de telemarketing. Em seguida se estabeleceu em Goiânia. Ajudava de forma esporádica, apenas com doações de alimentos e roupas. Nos últimos anos ela intensificou a sua doação ao movimento voluntário, quando o esposo morreu há seis anos de cirrose. “Nós andávamos por estes hospitais, e acabei conhecendo o trabalho do hospital das clínicas. Só depois fui conhecer os outros lugares”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas manhãs, Luzianira trabalha como voluntária em quatro instituições diferentes. Além do voluntariado do HC, também ajuda com os seus bordados o Grupo Nossa Senhora Auxiliadora e a Associação Goiana dos Diabéticos. No Hospital Araújo Jorge, também de Goiânia, distribui alimentos aos pacientes. Em todos estes locais, ela trabalha em média quatro horas semanais. Às tardes se ocupa com a máquina de costura, de onde ajuda com o sustento da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre lembra de produzir peças para o voluntariado. Já que o período de quatro horas, como ela mesma diz, é insuficiente para que possa produzir as peças. Ela vai sempre a pé aos locais, que não são tão distantes do seu apartamento que divide com a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A osteoporose e a hipertensão não a impede de realizar seus afazeres, incluindo as idas aos trabalhos voluntários. Ao contrário, o trabalho voluntário ajuda a envelhecer de maneira ativa. O National Institute of Aging, uma entidade norte-americana, demonstrou recentemente que a atividade do voluntariado produz um bem que ultrapassa a fronteira do psíquico e chega à estrutura do próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bem-estar - &lt;/strong&gt;Em resultados práticos, isto quer dizer que as aquelas pessoas acima de 60 anos que fazem atividades voluntárias apresentam maior queima de calorias, 40% superior, do que os idosos que praticam exercícios regulares. A atividade do voluntariado também proporciona sensação de bem-estar, protege contra a ansiedade e a depressão, estimula a energia, ajuda a viver mais, eleva a auto-estima relacionada com maior acesso social, uso dos conhecimentos e sensação de ser útil a alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o voluntariado, os idosos mantêm-se socializados, além de fazer atividades no momento em que se deslocam para ir ao local onde são voluntários. Para Luzianira, o sofrimento depois da morte do companheiro transformou-se em uma filosofia de vida que desrespeita a idade, sexo ou status social. O espírito da solidariedade, que há de se ressaltar, é muito mais do que dar esmola a quem necessita ou fazer algum tipo de doação durante os dias das crianças ou Natal. É ter coragem suficiente para doar uma parte do seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todos os problemas do dia-a-dia, o voluntariado caracteriza-se como uma ação ao outro. Quando pessoas param e refletem, não apenas sobre si, mas sobre o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Hebert Regis&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;otos: Paulo José&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1700190980265450360?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1700190980265450360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1700190980265450360' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1700190980265450360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1700190980265450360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2008/01/personagem-da-vida-real.html' title='Sorriso como remédio'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R30c_tcSYZI/AAAAAAAAAJc/LLYFb4U-PMY/s72-c/luzianira1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1747468107021250749</id><published>2007-12-30T21:38:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:49.297-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Realidade e Ficção</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pesquisador Fernão Ramos faz uma análise da situação do documetário no Brasil e fala sobre o jogo entre verdade e mentira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R3gtc9cSYWI/AAAAAAAAAJE/Laq8aqqclSc/s1600-h/FernÃ£o+Ramos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149916149450957154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R3gtc9cSYWI/AAAAAAAAAJE/Laq8aqqclSc/s320/Fern%C3%A3o+Ramos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há pouco tempo o documentarista Eduardo Coutinho lançou &lt;em&gt;Jogo de Cena&lt;/em&gt;, em que provoca uma reflexão sobre a representação dos entrevistados diante da câmera. Há uma década o documentário tem ganhado espaço no Brasil e a discussões sobre ele está cada vez mais rica. Em entrevista ao &lt;strong&gt;Plural Blog&lt;/strong&gt;, o pesquisador Fernão Ramos (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) analisa a atual situação do documentário no Brasil, desfaz mitos recorrentes acerca da pretensa verdade do cinema de não-ficção, e explica as diferenças entre esse gênero, as reportagens televisivas e o docudrama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernão Ramos é atualmente um dos mais conceituados pesquisadores de cinema do Brasil. Professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp – SP) e autor de livros como História do Cinema Brasileiro, Enciclopédia do Cinema Brasileiro e Cinema Marginal, o teórico acumula importantes prêmios em sua carreira. Entre eles o de Melhor Obra de Cinema (por Enciclopédia do Cinema Brasileiro), concedido pela Associação dos Críticos Cinematográficos do Rio de Janeiro, em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entrevista - Fernão Ramos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor disse certa vez que o documentário é, na verdade, um ensaio. Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Minha colocação foi para tentar separar um pouco documentário e verdade. Existem múltiplas concepções e visões de um mesmo fato; é muito difícil se estabelecer uma verdade absoluta sobre determinado assunto. Na medida em que as verdades variam de acordo com a interpretação e que pensamos o documentário como algo que está estabelecendo asserções sobre a realidade, a questão de que ele vai falar ou não a verdade não deve estar imediatamente ligada a seu estatuto. O estatuto do documentário está muito mais ligado a estruturas constantes (que vêm se desenrolando durante o século) do que propriamente à sua relação com a verdade. Por isso eu disse que o documentário é um pouco um ensaio. Pode-se ou não concordar com ele. Não é porque o documentário está falseando a realidade – segundo seu ponto de vista – que deixará de ser documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O cineasta em geral deixa claro que o que está sendo mostrada é sua visão?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Existem diversas formas de documentário. Alguns são mais autorais, como é o caso de filmes dos cineastas Eduardo Coutinho, João Moreira Salles, Michael Moore. Da mesma forma existem diretores do cinema de ficção que imprimem um lado autoral muito forte. Logo, não é isso que define um documentário. O documentário que vemos na TV (vida animal, culturas de outros lugares...) não é autoral, mas nem por isso deixa de ser documentário. Pode-se então dizer que o cinema de não-ficção tem uma dimensão autoral forte, mas essa característica não é exclusiva dele. Aliás, a maior parte do campo documentário passa ao largo da tradição autoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O documentário assume um caráter admoestativo, ou seja, está sempre tentando passar uma lição de moral?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não necessariamente. Tem-se a tradição do documentário clássico, que vai por esse caminho. Mas o documentário contemporâneo nem sempre é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que análise o senhor faz do documentário brasileiro que está sendo produzido atualmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O documentário brasileiro está num momento bom. Ele andou derrapando nos anos 90, mas agora está de vento em popa. Tem uma produção forte, como pode ser percebido no festival É Tudo Verdade. Acho que temos um trabalho de vanguarda, forte, a exemplo de Eder Santos, Kiko Goffman e Sandra Kogut, que são autores que trabalham numa linha meio limítrofe entre o documentário e a arte de vanguarda – que nada mais é que o documentário em primeira pessoa. Penso que essa é uma tendência forte dentro do documentário brasileiro atual. Tem-se ainda no cenário nacional uma busca pelo lado autoral, em que se encaixam diversos autores como Vladimir Carvalho (que vem dos anos 60 e agora se afirma), Eduardo Coutinho (que estoura nos anos 80 e se define nos anos 90), e João Moreira Salles (que começa a carreira no final dos anos 90 e agora se mostra um documentarista maduro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é empregada a música dentro do cinema de não-ficção?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O documentário clássico é música. Por incrível que pareça as pessoas não fazem muito essa relação, mas a presença da música é fortíssima, ela pontua todo o documentário clássico. Existem tendências que não lidam com ela, como é o caso do cinema direto e do cinema verdade, onde sua presença é menor. Mas de uma maneira geral o documentário contemporâneo utiliza-se muito desse recurso. A função da música no documentário é a mesma do cinema de ficção: garantir o envolvimento emocional do espectador, que em geral tem dificuldade em suportar imagens em movimento sem música. O vazio incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como diferenciar documentário, docudrama e reportagem jornalística?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O docudrama é uma narrativa ficcional que trabalha com o fato histórico. Ele o pega e coloca dentro de um fôrma, que é a narrativa clássica cinematográfica. O documentário por sua vez trabalha com entrevistas, depoimentos, arquivos, voz over. Ou seja, é uma outra tradição narrativa. Agora, por que elas são próximas? Porque trabalham com histórias. A reportagem é muito parecida com o documentário. Tem apenas diferenças de duração, de forma. Difere porque está inserida em um programa de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Unicamp&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1747468107021250749?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1747468107021250749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1747468107021250749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1747468107021250749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1747468107021250749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/cinema_30.html' title='Realidade e Ficção'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R3gtc9cSYWI/AAAAAAAAAJE/Laq8aqqclSc/s72-c/Fern%C3%A3o+Ramos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-9035853304002918049</id><published>2007-12-26T00:57:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:49.453-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sob o jugo da violência</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como diretor de &lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt;, lançado há um ano, Mel Gibson confirma sua inquietação com a violenta natureza humana, mas não vai além&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R3HEQtcSYVI/AAAAAAAAAI8/sP2I6_fjCbc/s1600-h/apocalypto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148111640416379218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R3HEQtcSYVI/AAAAAAAAAI8/sP2I6_fjCbc/s320/apocalypto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt; (2006), último filme de Mel Gibson como diretor, mostra a que veio se assistido um ano após o bafafá de seu lançamento mundial. A primeira impressão é de que se trata de uma nova versão de &lt;em&gt;Rapa Nui&lt;/em&gt; (de 1994, dirigido por Kevin Reynolds, sobre aborígines da Ilha de Páscoa). Mas ela logo é debelada quando fica evidente a opção de Gibson em mostrar a violência nua e crua, como já fez em todos seus outros filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às cenas que não poupam estômagos fracos, um jovem indígena, Pata de Jaguar, membro de um clã habitante da porção central do que viria a ser batizado de continente americano, vê seus parentes capturados por guerreiros de um povo mais forte. Os algozes são maias em busca de homens para escravizar e sacrificar aos deuses. Eles os levarão à metrópole onde a civilização enfrenta uma doença que acredita poder debelar mediante sacrifícios humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens que dos planos que se seguem destacam detalhes de uma recriação histórica da civilização que, segundo alguns historiadores, são bastante fidedignos. Figurino, maquiagem, montagem, iluminação e efeitos estão impecáveis sob um orçamento na casa dos US$ 40 milhões. A narrativa simplista demais irá, contudo, decepcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gibson já mostrou que é um ótimo diretor. Sabe filmar e tem talento para tirar o melhor de seus atores. Em &lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt; mostra isso. Definitivamente está preparado para produzir imagens e seduzir o espectador. Para tanto, faz bom uso da aparelhagem digital, conseguindo levar o público, acostumado ao estilo hollywoodiano empregado no filme, a entrar no jogo a partir do momento em que as luzes se apagam. Mas Gibson o consegue tão somente por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambição&lt;/strong&gt; - No cinema gibsoniano há uma perceptível pretensão de inovação, nem tanto no que se refere-se à linguagem (esta, prefere manter sob o modelo estabelecido, como foi dito). Pretende mais chocar ao querer reinventar uma maneira mais realista de apresentar sua história. Leva isso tão a sério a ponto de se render a exageros que beiram o fantástico, o que acaba criando uma curiosa contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente aí que peca, porque algo que poderia lhe render pontos em originalidade (buscar o fantástico) termina por esbarrar na teimosia de trazer suas ideologias limitantes para o conteúdo. Católico conservador, emissor de declarações machistas e homofóbicas, Gibson cai na armadilha de não aceitar fugas de suas convicções. Já deu prova disso em &lt;em&gt;A Paixão de Cristo&lt;/em&gt;, seu filme anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito com óbvia intenção de chocar, por meio de uma pretensa narração realista discutível, &lt;em&gt;A Paixão...&lt;/em&gt; é impregnado de controversas opiniões religiosas e parece mais instrumento de panfletagem religiosa. &lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt; – apesar de tudo, melhor que &lt;em&gt;A Paixão...&lt;/em&gt; – também traz, em menores proporções, esta ânsia em expor suas posições controversas, ao invés de focar na riqueza da pluralidade de personagens. Querendo ser original quanto ao realismo, não sai do convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua trama baseia-se em três momentos distintos. O primeiro apresenta a vida pacata da tribo de Pata, em 20 monótonos minutos que provocam tédio nos inquietos. O segundo mostra a chegada dos capturados à cidade maia e a reviravolta que fará o herói tentar safar-se da morte. Até aí, nada sem muita graça, a não ser a recriação histórica. O terceiro, que só então renderá bons momentos, compreende a jornada de fuga de volta à casa, onde ficaram mulher e filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frustração&lt;/strong&gt; - Gibson não tem criatividade. Está mais preocupado em dar vazão ao seu perceptível incômodo com a violenta condição humana (o que não seria ruim se não fosse seu único esforço) e esquece de concentrar esforços em um roteiro original e apurado. Acaba contando uma história trivial, que teria nesta característica (a triviliadade) seu maior trunfo caso inspirasse universalidade, isto é, causasse maior identificação ao espectador. Não causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Gibson está focado em gerar o mesmo incômodo que ele sofre. Visto sob um prisma, digamos, psicanalítico (arrisco aqui entrar em campo mais especializado) o filme escrito e dirigido por ele – portanto de sua completa autoria – revela sua maneira de encarar o homem: um ser cuja essência violenta lhe incomoda. Ao dilacerar a carne humana em frente às câmeras, Gibson parece auto-flagelar-se em um ato masoquista pela culpa de também ser humano, mas não chama à reflexão pela forma rasa com que trata o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mencionei que, longe do burburinho do lançamento, da publicidade gerada pela polêmica das tais “cenas fortes” e da conseqüente falta de distanciamento adequado, &lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt; mostra a que veio, quis dizer, então, que o filme não consegue deixar de ser mais um entre tantos, mesmo querendo não ser. É parte de um cinema de eficiência visual e sonora, que funciona somente para a catarse. Tanto para o diretor quanto para a mesma parcela do público que aclama e se farta com atos violentos de Capitão Nascimento e companhia. Não vai além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Filme (DVD):&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Idem&lt;/em&gt;) – EUA, 2006. 139 min. Aventura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Direção: &lt;/strong&gt;Mel Gibson&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Rudy Youngblood, Dalia Hernandez, Jonathan Brewer, Morris Birdyellowhead, Carlos Emilios Baez &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Distribuidora: &lt;/strong&gt;Touchstone Pictures/20th Century Fox &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Preço médio: &lt;/strong&gt;R$ 24,90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Site:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.apocalypto.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.apocalypto.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-9035853304002918049?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/9035853304002918049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=9035853304002918049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/9035853304002918049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/9035853304002918049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/cinema_25.html' title='Sob o jugo da violência'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R3HEQtcSYVI/AAAAAAAAAI8/sP2I6_fjCbc/s72-c/apocalypto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-7787608754101935867</id><published>2007-12-20T17:51:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:49.723-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>De volta ao universo beatleriano</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para fazer uma obra de arte, misture canções da banda mais famosa do mundo com a história de uma geração. O resto é encantamento!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Lorena Verli&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R2rH81zEMgI/AAAAAAAAAI0/IcpW8lKAmpw/s1600-h/across-the-universe02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146145372271555074" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R2rH81zEMgI/AAAAAAAAAI0/IcpW8lKAmpw/s400/across-the-universe02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;São raras as vezes em que eu vou ao cinema e saio plenamente realizada com o filme que assisto. Confesso que tenho uma certa resistência com musicais e chego a duvidar da qualidade deles. Mas é um deleite ser contrariada. Afinal, as regras, quando bem quebradas, podem gerar uma obra de arte no que o termo tem de mais benjaminiano. Esse é o caso de &lt;em&gt;Across the universe&lt;/em&gt;, um longa que mistura música e história para narrar uma época que até hoje se perpetua na mente das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme acompanha a história de Jude, um britânico de Liverpool que decide viajar para os Estados Unidos para encontrar o pai que ele nunca conheceu. É lá que ele conhece Max, Sadie, Prudence, Lucy e vários outros personagens beatlerianos. Mas a mudança de país também faz com que ele encontre um &lt;em&gt;Something&lt;/em&gt;, um amor. E é com o mais batido de todos os temas que esse longa tem a capacidade de encantar e emocionar. Nas suas entrelinhas fica claro que todo ser humano tem o direito de &lt;em&gt;Let it be&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;Get back&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Wanna hold your hands&lt;/em&gt;. Que a guerra não passa de um &lt;em&gt;Strawberry fields forever&lt;/em&gt; e que &lt;em&gt;A day in a life&lt;/em&gt; faz toda a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode até não se emocionar com todos os tapas que o filme dá na hipocrisia da sociedade, com os ideais daqueles que sonham com um futuro melhor, com a demência revigorante que cerca a tenra idade. Mas, com toda certeza, vai ficar tocado com a história de uma juventude que lutou por mudança com todas as armas que lhe foram fornecidas. Cada um a seu modo, todos buscavam a sua própria &lt;em&gt;Revolution&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no final, depois de todas as mudanças dissipadas pelas secas notas das armas de uma guerra, ainda resta forças para um bravo soldado gritar: &lt;em&gt;Hey, Jude&lt;/em&gt;, levante os olhos e lute. Vá a guerra, mas pelo que realmente vale a pena, o verdadeiro amor. Afinal, &lt;em&gt;All you need is love&lt;/em&gt; e ele é &lt;em&gt;Lucy in the sky with diamonds&lt;/em&gt;. Mas não se esqueça de fazer tudo isso, &lt;em&gt;While my guitar gently weeps&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Sob a batuta da diretora Julie Taymor, a mesma de &lt;em&gt;Frida&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Across the Universe&lt;/em&gt; tem o poder de deixar em todos os fãs dos Beatles a sensação de que, por alguns minutos, a banda revive diante dos nossos olhos, repleta com os seus ideais pacíficos. Uma experiência inesquecível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Filme&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Across the Universe&lt;/em&gt; – Estados Unidos, 2007. 133 min. Romance. 10 anos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Julie Taymor&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther, T.V. Carpio, Spencer Liff, Lisa Hogg.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.acrosstheuniverse.com/"&gt;http://www.acrosstheuniverse.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lorena Verli&lt;/strong&gt; é jornalista e pós-graduanda em Jornalismo Literário pela ABJL&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-7787608754101935867?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/7787608754101935867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=7787608754101935867' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7787608754101935867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7787608754101935867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/cinema.html' title='De volta ao universo beatleriano'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R2rH81zEMgI/AAAAAAAAAI0/IcpW8lKAmpw/s72-c/across-the-universe02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1684650728162484291</id><published>2007-12-16T19:39:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:50.005-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Fragmentos de realidade</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em &lt;em&gt;Quase Memória&lt;/em&gt;, livro vencedor de dois Jabuti, Carlos Heitor Cony conta histórias reais e criadas sobre a vida de seu pai&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Tempo que ficou fragmentado em quadros, em cenas que costumam ir e vir de minha lembrança, lembrança que somada a outras nunca forma a memória do que eu fui ou do que os outros foram para mim.&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Carlos Heitor Cony&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R2Wex1zEMfI/AAAAAAAAAIs/HZhpAJQr0gQ/s1600-h/Quase+MemÃ³ria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144692728432701938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R2Wex1zEMfI/AAAAAAAAAIs/HZhpAJQr0gQ/s400/Quase+Mem%C3%B3ria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As lembranças oscilam entre verdades e criações. Qual a medida do acerto? Como confiar em nossa própria memória? Carlos Heitor Cony não confia. Em seu romance (ou um apanhado de crônicas e contos?), &lt;em&gt;Quase Memória&lt;/em&gt;, logo no prefácio ele adverte: alguns episódios aconteceram, outros foram inventados. Como diferenciar? “A espinha dorsal do livro é verdadeira”, esclareceu Cony certa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quase-biografia o personagem central é Ernesto Cony Filho, seu pai, o anti-herói da vida e da literatura. Ele ressurge como uma lembrança viva, apesar de morto dez anos antes do livro ser lançado. Um pacote, inesperadamente entregue ao escritor, é o mote da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério é colocado: como, uma década após a morte do pai, lhe chega às mãos esse pacote, amarrado com o mesmo nó que não desata fácil, a mesma letra (à tinta recente), as mesmas particularidades? Aos poucos iremos perceber que esse pacote é um mero elemento da narrativa, útil por resgatar uma memória que se supunha adormecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai morrera aos 91 anos, depois de ter sugado todo o néctar da vida. Em suas trapalhadas, desejo contínuo de viver, ganhou um admirador encabulado: o filho, Carlos Heitor Cony. Orgulho e vergonha, alegria e tristeza, decepção e aceitação foram sentimentos experimentados pelo escritor em sua relação filial. Nas etapas da vida, a transmutação da figura do pai: de herói a humano, de humano a anti-herói de romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns episódios contados são marcantes, e Ruy Castro na contra-capa chegou a arriscar um palpite: que a história da volta de um balão, para morrer onde nasceu, entraria para a antologia da literatura brasileira. Tal é a fragmentação da obra que ela chega a ser vista como um conjunto de pequenos contos, cujo protagonista permanece o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias envolvendo balões de São João rendem os melhores momentos do livro. São nestes pontos que surgem, fortes como o presente, as imagens mais marcantes da infância do escritor, bem como sua aproximação com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação minuciosa do balão que vai subir, o uso de técnicas especiais para não deixar que ele se queime no ar, a faixa violeta assinando o trabalho. Cony transmite esse olhar de criança, que parece nunca ter deixado de lado. A contradição é inevitável: de um lado o pai, na sua infantilidade, visto sob o olhar infantil do agora adulto Cony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura do pai é decisiva em sua vida. Foi dele que herdou, literalmente, o ofício de jornalista. Em 1947 o pai sofreu uma leve isquemia, que o afastou temporariamente do trabalho. Foi o filho, o quase-seminarista, que o substitui no Jornal do Brasil, então o maior do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta, porém, não é a única herança paterna. A vocação para o casamento é notória: tal como Ernesto, que se casou três vezes, Cony contabiliza seis uniões. Ernesto também se materializa através do filho em outros pequenos gestos, que vamos observando ao longo da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenos gestos, que, aliás, para Ernesto sempre adquiriam feições de uma epopéia: a viagem á Itália (que sequer ultrapassou as fronteiras do Recife), a excursão para encontrar um famoso padre-milagreiro, a defesa de seus ideais (tão mutantes) com uma faca de cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernesto, esse homem que sempre antes de dormir dizia para si mesmo “amanhã farei grandes coisas”, aos olhos do filho-espectador tornava-se um homem monumental em sua pequenez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi escrito em 1995, após um jejum no gênero romance que durou 23 anos para Cony. O aguardado retorno foi comemorado com dois prêmios Jabuti de Literatura, em 1996 (Melhor romance e Livro do Ano – Ficção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Livro&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Quase Memória&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Carlos Heitor Cony&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Objetiva&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;: 240&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: R$ 37,90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1684650728162484291?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1684650728162484291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1684650728162484291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1684650728162484291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1684650728162484291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/literatura.html' title='Fragmentos de realidade'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R2Wex1zEMfI/AAAAAAAAAIs/HZhpAJQr0gQ/s72-c/Quase+Mem%C3%B3ria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-582667999292291102</id><published>2007-12-09T16:08:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:50.165-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>No embalo de Paris</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;French Café&lt;/em&gt; traz canções de artistas como Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. Uma verdadeira viagem à França, sem sair de casa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R1wvRvFW3bI/AAAAAAAAAIc/kTfcjgAt0Ng/s1600-h/frenchcafe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142036856293481906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R1wvRvFW3bI/AAAAAAAAAIc/kTfcjgAt0Ng/s320/frenchcafe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizem que os cafés culturais são a marca de Paris. Tanto é verdade que a história da música popular francesa está intimamente ligada a estes lugares, que até hoje revelam e consagram talentos das mais variadas vertentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois entrar no clima de lá, mesmo sem colocar os pés na Cidade Luz, é mais fácil do que se pensa. Uma seleção com 13 canções de artistas novos e da velha guarda francesa pode ser encontrada no CD &lt;em&gt;French Café&lt;/em&gt;, do selo norte-americano &lt;em&gt;Putumayo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem uma leve quedinha pela sonoridade da língua francesa e por aquela sensação de “boa vida” que as músicas da França trazem, não vai conseguir resistir quando, por acaso, cruzar com o disco em alguma loja. Pois foi exatamente o que aconteceu comigo. Em meio a um arsenal de opções expostas nas prateleiras de música, dei de cara com &lt;em&gt;French Café&lt;/em&gt;. E quando liguei o aparelho para ouvir, só por curiosidade, acabei não resistindo à melodia &lt;em&gt;Marilou Sous la Neige&lt;/em&gt;, de Serge Gainsbourg. Não por acaso o músico era um ícone na França (morreu em 1991), e influenciou diversas gerações no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum traz ainda as vozes de Paris Combo, Brigitte Bardot (que, surpreendentemente, tem uma voz linda) e Mathieu Boogaerts. Impossível esquecer Barbara cantando &lt;em&gt;Si la Photo est Bonne&lt;/em&gt;, com aquela toada suave de cantoras como Carla Bruni, que virou mania nas escolas de música francesa, ou Enzo Enzo interpretando &lt;em&gt;Juste Quelqu´um de Bien&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Je M´Suis Fait Tout Petit&lt;/em&gt;, na voz de Georges Brassens, causa ímpetos de sair dançando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas canções do CD refletem influências do jazz, eletrônica e ritmos ciganos e africanos. Afinal, a França é conhecida pela abertura a sons “exóticos”. Nesta seleção em especial é interessante notar como, apesar da junção de tantos elementos externos e inovações rítmicas, é possível ainda notar a essência dos cafés franceses - mesmo sem nunca ter ido a algum. Mistérios da globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Putumayo –&lt;/strong&gt; O selo &lt;em&gt;Putumayo&lt;/em&gt; investe em world music há mais de dez anos. Fundado pelo sociólogo americano Dan Storper, une em coletâneas músicas de diversos lugares do mundo. Quer conhecer o som da Costa do Marfim, Vietnã ou República Dominicana? Não precisa nem sair de casa. É só comprar os discos do selo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das canções, que por si só valem o investimento caro (um CD não sai por menos de R$ 30), o visual também é marcante. Todas as compilações são ilustradas pela artista inglesa Nicola Heindl, que busca reproduzir os símbolos culturais dos países em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discos, que antes precisavam ser importados, agora são distribuídos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CD&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;French Café&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artista&lt;/strong&gt;: Vários&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gravadora&lt;/strong&gt;: Putumayo World Music&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 34&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: média&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-582667999292291102?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/582667999292291102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=582667999292291102' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/582667999292291102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/582667999292291102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/no-embalo-de-paris-selo-putumayo-traz.html' title='No embalo de Paris'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R1wvRvFW3bI/AAAAAAAAAIc/kTfcjgAt0Ng/s72-c/frenchcafe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-7595516115600943215</id><published>2007-12-01T15:44:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:50.345-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especial'/><title type='text'>Vende-se cultura, sim senhor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Consultora especial da ONU em Economia Criativa, Ana Carla Fonseca Reis diz que é possível transformar bens culturais em lucro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Hebert Regis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R1GdxfFW3aI/AAAAAAAAAIU/ArOAmN6RyDQ/s1600-R/anacarla.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139062123289566626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R1GdxfFW3aI/AAAAAAAAAIU/WXlZ_vIOV2U/s320/anacarla.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O baixo investimento em cultura e os altos custos do setor, principalmente em novas tecnologias e mão-de-obra, desencadeiam a informalidade da área cultural no Brasil. Os últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o setor cultura abrange 5,2% das empresas, com 4% de funcionários registrados, com média salarial de 5,1 salários mínimos mensais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bens culturais são responsáveis por 4,4% da despesa familiar mensal. Isto ainda é muito pouco. É o que aponta a consultora especial da ONU em Economia Criativa, Ana Carla Fonseca Reis (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;). Para ela, países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, estão atrasados na transformação dos bens culturais em negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das iniciativas de apoio governamental, Ana Carla critica as leis de incentivo à cultura, que percebe a liberalização no uso dos recursos mas sem uma política cultural. Vice-presidente executiva do Instituto Pensarte, Ana Carla Fonseca Reis lançou recentemente seu terceiro livro, O Caleidoscópio da Cultura – Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economista e mestre em administração pela Universidade de São Paulo (USP), a especialista é curadora da conferência inglesa Creative Clusters e fundadora da empresa Garimpo de Soluções – cultura, economia e desenvolvimento. Na entrevista abaixo, ela aponta caminhos para que o Brasil transforme os seus bens culturais em negócio lucrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entrevista – Ana Carla Fonseca Reis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais bens culturais podem ser transformados em negócio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A cultura pode oferecer o que pode ter maior potencial de mercado. Existem manifestações culturais que precisam ser mantidas, preservadas e incentivadas, mas que não se dirigem ao mercado. Outras possuem apelo enorme. É preciso fazer um mapeamento. O grande problema, hoje, não é a produção, e sim o canal de distribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Falta conscientização para transformar os bens culturais em negócio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É ainda uma herança colonial. Não só nossa, mas de vários países. De achar que o que vem de fora é melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Brasil está muito atrasado em relação aos outros países?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Países em desenvolvimento, de modo geral, estão atrasados. Há o costume de consumir cultura estrangeira e enxergá-la como o que existe de melhor. O que deixa a cultura local relegada. Nos últimos cinco anos, há um florescer dessa discussão. As pessoas começam a valorizar aquele pulôver da vovó, feito à mão. Esta mudança afeta todos os setores da produção cultural. O Brasil entrou numa fase de exportar o que é nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual o caminho para que bens culturais transformem-se em bens econômicos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As novas tecnologias têm papel importante na distribuição, em especial no mercado estrangeiro. Com elas, precisa-se rever a rigidez da lei de direitos autorais, que limita o acesso à produção cultural. Ao invés de dizer quer todo mundo só pode copiar ou fazer referência à produção cultural, com uma autorização, o próprio produtor cultural deveria decidir se quer ou não disponibilizar o produto de forma gratuita. Esta é a grande discussão do momento. Artistas já apóiam a liberação parcial, porque senão ninguém consome nada. Não dá para comprar apenas um CD de R$ 30 para ouvir apenas uma música. As novas tecnologias vieram para subverter positivamente este modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como analisa a distribuição cultural no Brasil? O apoio deve vir do governo, da sociedade civil ou do empresariado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O governo em si é sempre uma caixinha de surpresas. Nunca se sabe quais serão as prioridades e se os projetos terão continuidade. Os programas mais bem sucedidos acabam sendo uma parceria entre os entes públicos, privados e sociedade civil. O que não impede a mobilização somente da sociedade civil. Associações, instituições financeiras, com a concessão de créditos mais voltados para o empreendedorismo do que para o mecenato, ajudariam a fortalecer o negócio cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há um abuso na liberação de recursos na área cultural, principalmente com as leis de incentivo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Até poderia existir, se fosse um abuso mais bem pensado. Quando vemos leis de incentivo como hoje existem no Brasil, principalmente federais [Lei do Audiovisual e Lei Rouanet], percebe-se uma liberalização de recursos sem objetivos de política cultural. Não há casamento entre investimento e resultado. As comemorações de recordes contínuos de investimentos das leis de incentivo é similar ao do doente que comemora o fim da caixa de remédio, sem saber se está curado. O que isto traz para a nossa cultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há outras formas de incentivo à produção cultural?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Existem várias formas de financiamento e subsídio que o Brasil pratica pouco. Há, por exemplo, subsídios diretos aos artistas. Na Irlanda, artistas de arte contemporânea não pagam imposto de renda. Por que ao invés de pensar na produção, não se investe na pessoa? Meia-entrada não deixa de ser subsídio (que hoje está deturpado). O objetivo é nobre: fazer com que quem não tem condição tenha acesso. Existem taxas, cotas de veiculação de música, muitas maneiras de incentivo. O brasileiro precisa utilizar sua propalada criatividade para encontrar soluções adequadas ao nosso contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Hebert Regis&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-7595516115600943215?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/7595516115600943215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=7595516115600943215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7595516115600943215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7595516115600943215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/12/vende-se-cultura-sim-senhor-consultora.html' title='Vende-se cultura, sim senhor'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R1GdxfFW3aI/AAAAAAAAAIU/WXlZ_vIOV2U/s72-c/anacarla.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-9137023846702390009</id><published>2007-11-25T21:05:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:50.642-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Nós, os bailarinos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt;, filme de Ettore Scola sobre a dança do tempo, da vida e da morte, é restaurado e lançado em DVD&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Fellipe Fernandes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0oH38N9aQI/AAAAAAAAAHs/di6itO9xN4g/s1600-h/obaile.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136926982608349442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0oH38N9aQI/AAAAAAAAAHs/di6itO9xN4g/s320/obaile.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizem por aí que é no salão de baile que os dançarinos mostram quem realmente são por detrás das máscaras cotidianas. Muito mais do que se revelar, quem se arrisca a entrar na feira das vaidades de uma pista de dança assume também as únicas duas possibilidades que lhe são concedidas ao final de tudo: o desnudamento da fraqueza ou o frugal crescimento da coragem. Todo o resto existente entre esses dois extremos pode ser visto de maneira muito lírica no filme &lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt;, do cineasta italiano Ettore Scola, que teve a cópia restaurada e que acaba de ser lançada em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em 1983, o filme indicado ao Oscar e ganhador do Urso de Prata em Berlim traça, em pouco mais de uma hora e meia de duração, a crônica nua de um grande salão de baile construído nos anos 30 onde, muito mais do que receber pessoas para a diversão, compartilha com elas as amarguras vividas naquele ambiente desde a época de sua inauguração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt;, de Scola, é para além da verdade de seus personagens, um retrato de cada uma das pessoas que constroem o tempo em que vivem. Isto porque, dividido em seis períodos temporais diferentes, o filme se estrutura basicamente no diálogo intenso entre o aspecto sensorial da música (que também se relaciona com o tempo por meio das lembranças que ela suscita em cada um dos personagens) e o teatralismo das atuações que neste filme não usam, inteligentemente, o recurso da oralidade para a expressão de suas nuances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o espectador, diante das personalidades reveladas ao longo da narrativa (em muitas vezes elas atravessam os anos na repetição de ações que formam os estereótipos humanos), viaja não só no tempo, mas ao interior de si mesmo, tentando se descobrir tanto de forma semelhante quanto diferente dos dançarinos de um baile muito maior que transcende o salão e que pode ser também chamado de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pés-de-valsa –&lt;/strong&gt; Em &lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt;, viaja-se através dos tempos embarcado na melancolia constante que é o relacionamento humano, seja com as outras pessoas, seja consigo mesmo ou, especialmente, com o viver que cada um leva à maneira que pode. Independente da atitude que se toma enquanto se atravessa a existência mundana lutando contra fantasmas, recalques e medos, compreender a vida como um grande salão de bailes pode ser muito mais libertador do que nos parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, este é um dos ensinamentos por trás de &lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt;, além da viagem histórica por meio da música, dos tipos humanos e suas formas de expressar. Seja em 1936, quando surge a Frente Popular dando força à classe trabalhadora; ou logo na seqüência, quando os nazistas ocupam a Europa, durante a 2ª Guerra Mundial; ou em 1968, época em que estudantes radicais se apossam dos lugares físicos e de sua própria posição na sociedade, mesmo que tenha sido por felicidade, luxúria, desprezo, entre tantos outros sentimentos e pecados capitais do mundo, o baile há sempre de terminar melancolicamente, porque caminhamos todos para a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;mise-en-scène&lt;/em&gt; é de tanta qualidade que, passado o primeiro estranhamento da falta de diálogos falados – decorrente de nosso adestramento por filmes cada vez mais barulhentos – descobrir quem é quem, como agem as pessoas do filme, de que forma abordam as outras pessoas ou se se retraem ainda mais em seus mundos privados de acesso impossível, torna o filme ainda mais lírico do que é. Atenção especial, é claro, para a trilha sonora fantástica de Vladimir Cosma e Gilbert Bécaud, que é componente essencial para a aura da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera normalmente se deixa parada, de frente para o salão de baile, ressaltando o fato de que estamos sempre representando papéis ao longo da vida. Ao espectador fica ainda mais evidente a sua condição de voyeur e, por mais questionável que isso possa parecer a cada um daqueles que têm consciência disso, muito mais prazerosa que ser aquele estereótipo que se representa em nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt;, por isso, deixa de ser uma mera ocasião para se tornar um grande evento de conflito de personalidades sobre a dança do tempo, da vida e da morte. Não estranhe se, ao final do filme, você se sentir desnorteado, sem respostas, como se não soubesse para onde ir quando lhe tirarem para a pista, a fim de conceder a quem quer que seja a honra de uma contradança. É normal, pode crer. Assim, deixo aqui um conselho para facilitar sua vida e que a mim me foi muito útil: apenas vá e dance. Apenas dance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme (DVD):&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;O Baile&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Le Bal&lt;/em&gt;) - França/Itália, 1983. 109 min. Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Ettore Scola&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Etienne Guichard, Régis Bouquet, Martine Chauvin e Danielle Rochard&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Distribuidora:&lt;/strong&gt; Platina Filmes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço Médio:&lt;/strong&gt; R$ 30&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fellipe Fernandes&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Cinema&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-9137023846702390009?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/9137023846702390009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=9137023846702390009' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/9137023846702390009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/9137023846702390009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/cinema_25.html' title='Nós, os bailarinos'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0oH38N9aQI/AAAAAAAAAHs/di6itO9xN4g/s72-c/obaile.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3603287288477303684</id><published>2007-11-21T23:06:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:51.380-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especial'/><title type='text'>A moderna relação entre fantasia e realidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Obras no circo, cinema e literatura mostram como a mistura entre os dois mundos ainda fascina adulto e crianças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Eduardo Sartorato&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gêneros realidade (drama) e fantasia sempre estiveram condenados a viver separados, seja no catálogo de espetáculos cênicos ou nas prateleiras da videolocadora. Historicamente tramas de fantasia eram reservadas para crianças e não despertavam o interesse da maioria dos adultos, que preferiam narrativas mais sérias, dramas, quanto mais ultra-realistas melhor. Ultimamente, porém, podemos verificar exemplos de integração realidade-fantasia que estão impressionando o público e atraindo cada vez mais a atenção das pessoas, principalmente adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0TWqMN9aNI/AAAAAAAAAHQ/hrGnLW25yTQ/s1600-h/cirque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135465495431833810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0TWqMN9aNI/AAAAAAAAAHQ/hrGnLW25yTQ/s320/cirque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Circo -&lt;/strong&gt; O sucesso dos espetáculos circenses do Cirque Du Soleil (&lt;em&gt;na foto, o espetáculo &lt;/em&gt;Alegría&lt;em&gt; em cartaz no Brasil&lt;/em&gt;)talvez possa ser explicado por esta nova tendência. O ponto positivo dos canadenses é que trazem para debaixo da lona a mistura do circo com o teatro. O tradicional picadeiro é transformado em um grande palco e este vira o ponto central de uma nova realidade. A qualidade de maquiagem e figurino dos artistas é a principal característica para que isto seja de fato concretizado. A decoração e o jogo de luzes são outros fatores que impressionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, todo palhaço, trapezista e, até mesmo, assistentes que sobem ao palco possuem a sua função na trama. Os assistentes de palco são caracterizados de forma invejável. No meio do espetáculo, os artistas quebram a barreira que existe entre palco e público e buscam estabelecer um diálogo com quem está assistindo. Isto não é novidade. O que impressiona é que o “novo mundo” de fantasia está tão bem montado a sua frente que quando eles ultrapassam as fronteiras e passam a se deslocar no meio de todos, criam uma interação forte entre fantasia (artistas) e realidade (público).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a grande sensação. Para se ter idéia do tamanho deste efeito, enquanto eles estão apenas no centro, cumprindo o seu papel de espetáculo, o show não parece real. Dá a impressão que o público está assistindo a uma televisão gigantesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0TWasN9aMI/AAAAAAAAAHI/BQABQ6ltT4Q/s1600-h/labirintodofauno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135465229143861442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0TWasN9aMI/AAAAAAAAAHI/BQABQ6ltT4Q/s320/labirintodofauno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Cinema -&lt;/strong&gt; O filme mexicano &lt;em&gt;O Labirinto do Fauno &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;foto ao lado&lt;/em&gt;) também consegue traçar bem a relação entre realidade e fantasia. E surpreende. Vencedor de três Oscar (direção de arte, fotografia e maquiagem), além de outros prêmios pelo mundo, conta a história de uma um menina (Ofélia) que adora contos de fadas, mas precisa mudar para a casa de um cruel capitão no meio da trágica e real Guerra Civil Espanhola. Percorrendo os jardins da casa, ela encontra um labirinto e, com ele, todo o mundo da fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro existe um Fauno que lhe oferece a entrada em uma outra realidade, onde ela, em uma vida passada, foi rainha. O mundo parece ser um paraíso e a oferta de lugar ao trono é tentadora. O impressionante na obra do diretor Guillermo del Toro é a profundidade que ele apresenta a guerra e a naturalidade que o mundo fantasioso de Ofélia se encaixa no meio da trama sangrenta. Aliás, o sangue, a tortura e a violência são temas muito explorados, o que lhe tira totalmente qualquer caráter infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, há um mundo todo mágico, cheio de criaturas mitológicas que entram e saem da realidade, dependendo das ações de Ofélia. Isto não tira a seriedade do filme, mas o incrementa. Questões como se o Fauno é ou não honesto, e se o capitão vai ou não descobrir os traidores infiltrados em sua casa têm a mesma importância na trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Literatura -&lt;/strong&gt; Esta forma de mistura entre realidade e fantasia é – no mínimo – nova em comparação com outras histórias de sucesso nos últimos anos. Em &lt;em&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/em&gt;, o mundo de Tolkien não possui qualquer relação com a realidade, a não ser nas várias morais e alegorias que a história representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no multimilionário sucesso de J.K. Rowling, &lt;em&gt;Harry Potter&lt;/em&gt;, existe a clara divisão entre o mundo dos bruxos e o mundo dos trouxas (quem não é bruxo), mas este último não possui grande interferência na história. Em &lt;em&gt;As Crônicas de Nárnia – O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa&lt;/em&gt;, adaptado ao cinema há pouco tempo, o guarda-roupa faz a grande função de dividir e manter bem afastados o mundo real e o mundo fantasioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este amadurecimento nas histórias e/ou espetáculos mostra que o real e o imaginário podem muito bem conviver juntos. Além disto, apresenta um produto final muito interessante. A boa mescla entre realidade e fantasia cria algo aparentemente inatingível para estes dois gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isto, está conquistando platéias e o respeito de críticos especializados. Prova que a fantasia pode ser muito bem tema adulto e, ao mesmo tempo, encantar o público, nas suas diferentes formas. Tanto em um espetáculo caro, longe de sua casa, quanto em um DVD, que pode ser alugado por alguns reais logo ali na esquina.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Sartorato&lt;/strong&gt; é jornalista&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3603287288477303684?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3603287288477303684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3603287288477303684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3603287288477303684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3603287288477303684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/especial_21.html' title='A moderna relação entre fantasia e realidade'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0TWqMN9aNI/AAAAAAAAAHQ/hrGnLW25yTQ/s72-c/cirque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-271860140522464427</id><published>2007-11-18T17:55:00.002-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:51.551-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Digno da Pequena Pardal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Piaf – Um Hino ao Amor&lt;/em&gt;, de Olivier Dahan, narra de maneira poética fatos desconhecidos da vida de Edith Piaf, La Môme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0CaAsN9aKI/AAAAAAAAAG4/BpaXKrL_0CE/s1600-h/piaf.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134272911862753442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0CaAsN9aKI/AAAAAAAAAG4/BpaXKrL_0CE/s320/piaf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Foi com a sensação de ter ido a uma apresentação ao vivo de Edith Piaf que sai do cinema ao assistir a &lt;em&gt;Piaf – Um Hino ao Amor&lt;/em&gt;, em cartaz no circuito nacional. Diz a regra que o jornalista tem de se distanciar do objeto reportado, ser objetivo, inclusive em suas análises. Desculpem-me os puristas do jornalismo imparcial, mas esta é um daquelas resenhas escritas com a paixão de um fã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor do que esperava. O grande trunfo de &lt;em&gt;Piaf&lt;/em&gt; é, sem discussão, Marion Cotillard (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;). Conhecida por sempre encarnar a típica francesa &lt;em&gt;sensuelle&lt;/em&gt;, já atuou em filmes conhecidos por aqui, como &lt;em&gt;Um Bom Ano&lt;/em&gt; (como namorada de Russel Crowe) e &lt;em&gt;Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas&lt;/em&gt;. Agora ela entra para o panteão da grandes divas – as que realmente fazem jus ao termo, unindo beleza e talento ímpar – e fosse falante de língua inglesa, também para o todo-poderoso primeiro escalão hollywoodiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Academia do cinema mais forte do mundo fosse justa, artisticamente falando (raras vezes é), seria indicada ao Oscar e forte candidata à estatueta. Não importa. Ela simplesmente é Edith Piaf diante de seus olhos. A postura é impecável. Auxiliada por um figurino e uma caracterização perfeita, é impressionante como transita com tanta facilidade e fidelidade entre as diferentes Ediths que surgem de acordo com a dinâmica da vida da personagem. Aliás, que personagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História de um sucesso&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Apesar dos vários problemas da pobreza, Edith, que por isso poderia se tornar nada mais que uma indigente, sempre acreditou que era uma boa artista. A saúde frágil, para começar, não foi empecilho para que a arte a levasse ao topo. Ainda pequena foi abandonada pela mãe, uma cantora de rua fracassada, e criada pela avó em um bordel. Quando estava se acostumando foi arrastada pelo pai, um contorcionista, para segui-lo no circo. Não demorou muito, descobriu o talento musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 15 anos, deixou o pai e seguiu os passos da mãe, cantando nas ruas em troca de moedas. Descoberta na rua, começou a ganhar notoriedade. Diante de platéias cada vez mais exigentes, sofreu para se livrar dos vícios e aprimorar a todo instante a técnica que lapida seu talento bruto. Como em uma cena que implora para subir ao palco, nada a sua frente é forte o bastante – nem mesmo a dor de perder o amor de sua vida – para separá-la das &lt;em&gt;chansons&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor e roteirista Olivier Dahan, criticado por alguns por abusar do vai-e-vem no tempo, opta por não linearizar sua narrativa. Ledo engano de quem o critica. Depois de Marion, esta foi sua segunda melhor escolha. Além da fotografia, som, maquiagem impecáveis, o espectador sabe que não está diante de uma monótona narrativa rigidamente cronológica. Está diante de poesia em imagens. Sabe que a cada instante será surpreendido com fatos poucos conhecidos da vida de &lt;em&gt;La Môme&lt;/em&gt;. O desfecho é de tirar o fôlego. E ainda por cima é brindado com belas canções como &lt;em&gt;La Vie en Rose&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Non, Je Ne Regrette Rien&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do filme nasceu quando Dahan viu uma foto da juventude de Edith (1915-1963)&lt;br /&gt;e percebeu que ninguém sabia nada sobre essa época de sua vida. Devido a inúmeros problemas, como o envolvimento com cafetões ou uma suspeita de assassinato, ela raramente falava sobre momentos vividos antes de se tornar a famosa Edith “Môme” Piaf – sobrenome artístico que, em francês, significa “pequena pardal”, se referindo aos seus 1,42 m de altura. Que escolha! Que vida! Que filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Piaf – Um Hino ao Amor&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;La Môme&lt;/em&gt;) - França/Inglaterra/República Checa, 2007. 140min. Drama. 12 anos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Olivier Dahan&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Marion Cotillard, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Gerárd Depardieu&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.edithpiaf.com.br/"&gt;http://www.edithpiaf.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-271860140522464427?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/271860140522464427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=271860140522464427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/271860140522464427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/271860140522464427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/cinema_18.html' title='Digno da Pequena Pardal'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0CaAsN9aKI/AAAAAAAAAG4/BpaXKrL_0CE/s72-c/piaf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-885747040715800814</id><published>2007-11-15T12:56:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:51.710-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Em busca da honra</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A história de uma mulher que luta para mudar a mentalidade de um povo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Lorena Verli&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzxeisN9aII/AAAAAAAAAGo/oMZ9ebsVscI/s1600-h/Desonrada.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133081625373796482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzxeisN9aII/AAAAAAAAAGo/oMZ9ebsVscI/s320/Desonrada.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mukhtar Mai era apenas uma mulher. Nasceu na pequena aldeia de Meerwala, no Paquistão, um país predominantemente muçulmano, onde as mulheres são encaradas apenas como uma propriedade masculina. Não aprendeu a ler ou escrever, nunca teve o direito de pensar ou expressar suas idéias. Divorciada, morava com seus pais e ensinava o Corão às crianças de sua aldeia. Em suma, Mai era apenas um retrato das muitas mulheres do seu país. Mas tudo isso mudou em 2002, quando ela foi condenada a um estupro coletivo por um crime que não cometeu. E é exatamente essa mudança que ela retrata na sua auto-biografia, &lt;em&gt;Desonrada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário das milhares de mulheres muçulmanas que passam pela mesma violência, Mai não se rendeu ao desejo de se suicidar. Ela se propôs a lutar contra convenções estabelecidas há milhares de anos por uma sociedade baseada em leis discriminatórias. Seu objetivo não era obter uma vingança pessoal, mas justiça para todas as mulheres que são violadas e não têm voz ou educação para se defender. E, ao tomar essa simples atitude, Mai se transformou em um símbolo para o mundo. Um símbolo incômodo, daqueles que são proibidos de se manifestar na Organização das Nações Unidas para não constranger o presidente do seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua luta se soma à de milhares de mulheres espalhadas pelo mundo inteiro que, no dia 25 de novembro, comemoram o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. O resultado da via crucis de Mai, foi uma escola e a consciência de que educar meninas e ensinar-lhes seus direitos é uma tarefa fácil. Difícil é mudar, nos meninos, a mentalidade machista de que a mulher é um objeto, uma posse, e não um ser humano com direito a escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livro&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Desonrada&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Autora&lt;/strong&gt;: Mukhtar Mai&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Best Seller&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;: 151&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: R$ 29,90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lorena Verli&lt;/strong&gt; é jornalista e pós-graduanda em Jornalismo Literário pela ABJL/Cesblu&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-885747040715800814?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/885747040715800814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=885747040715800814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/885747040715800814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/885747040715800814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/em-busca-da-honra-histria-de-uma-mulher.html' title='Em busca da honra'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzxeisN9aII/AAAAAAAAAGo/oMZ9ebsVscI/s72-c/Desonrada.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-8240229423813409143</id><published>2007-11-11T07:57:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:51.907-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Plásticas'/><title type='text'>Yoko Ono, muito prazer...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Artista inaugura exposição em São Paulo e mostra que há muito por debaixo da sombra deixada por John Lennon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Fellipe Fernandes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzbSgVfgGxI/AAAAAAAAAGg/hlm6XHA9Cv0/s1600-h/yoko.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131520278402177810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzbSgVfgGxI/AAAAAAAAAGg/hlm6XHA9Cv0/s320/yoko.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De todas as matérias sobre a exposição de Yoko Ono em São Paulo que circularam pela cidade, apenas uma pede maior atenção nos murais do belo prédio do Circuito Cultural Banco do Brasil no centro da capital paulista, onde foi aberta neste final de semana a mostra &lt;em&gt;Yoko Ono: Uma Retrospectiva&lt;/em&gt;. Ela perguntava na manchete: “Quem foi mesmo o marido dela?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos daqueles que foram na manhã de ontem à exposição na esperança de ver Yoko e conseguir dela um autógrafo vestiam camisetas e traziam discos daquele que hoje é o maior fantasma da artista: a presença constante da lembrança de John Lennon, ex-beatle, com quem foi casada e teve um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, à parte também com vários representantes da comunidade nipônica que já comemoram junto à realização da mostra o Centenário da Imigração Japonesa celebrado no próximo ano, muitas das pessoas que enfrentaram a desorganização da equipe coordenadora do evento (marcada para as 10h, a abertura das portas só ocorreu às 11h30) tinham a intenção igualitária de tentar entender o que se passa na cabeça de um dos maiores ícones do século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a isso que &lt;em&gt;Yoko Ono: Uma Retrospectiva&lt;/em&gt; se propõe. Dispostas em três andares, as obras reunidas trazem de volta exemplares de desde o início da carreira em 1960 aos trabalhos mais atuais, como por exemplo o intitulado &lt;em&gt;Amaze&lt;/em&gt;, uma espécie de labirinto translúcido onde se pode entrar e tentar achar o caminho do centro. São diversos tipos de composições que vão desde as gravuras, passando pela escultura e chegando às instalações, que juntas tentam mostrar os elementos básicos que foram moldando a carreira de Yoko durante todos esses anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, essa exposição da artista quer desesperadamente relevar a importância do questionamento feito pela matéria jornalística exposta dentre as obras: independente do passado vivido, de quem participou ou não dele, se ela foi ou não o pivô para o fim do que foi um dos maiores grupos musicais de todos os tempos, ver Yoko Ono por outro prisma – que não o de Lennon – pode ser sim muito interessante e revelador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Provocação&lt;/strong&gt; – Quem tem medo de Yoko Ono? Pode-se responder sem prejuízo que quase todos aqueles não querem enfrentá-la nos embates artístico-psicológico que ela mesma nos propõe. Isso porque o trabalho de Yoko – independente dos julgamentos de gosto pessoal – questiona de maneira muito clara o conceito de arte, o objeto tomado por ela, tornando as fronteiras mais fluidas ao invés de endurecê-las, como normalmente faz o pensamento acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua obra, que se auto-proclama pacifista, paradoxalmente conclama o espectador à guerra ideológica ao cobrar dele uma postura mais ativa. Há nesta exposição em São Paulo a possibilidade de se tornar co-autor de algumas obras como &lt;em&gt;Add Colour Painting&lt;/em&gt; (na qual você adiciona traços e desenhos em diversas cores) e &lt;em&gt;Paiting to Hammer a Nail&lt;/em&gt; (que nos convida a martelar alguns pregos em nome da expressão artística).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o embate socrático nessa relação estética entre o espectador e a obra de arte é o mais apreciado, o espectador pode responder com a pergunta: até que ponto posso ser co-autor de uma idéia que já me foi disposta por meio de instruções, sendo apontados ainda o material a ser usado e uma ante-noção do que precisa ser feito? Essa liberdade orientada só nos dá a sensação de alívio diante de nossa vontade inestimável de uma recusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mais do que simplesmente o diálogo e a imersão no que poderia ser a arte em si, Yoko Ono não tem vergonha de expor suas referências sócio-políticas de forma a provocar o espectador e exigir dele uma reação – normalmente o pêndulo varia entre aquele que ama e o outro que odeia. Isso só mostra que, na intenção de ser vista longe da lembrança da idolatria em relação ao finado marido, ela já consegue mostrar, na paráfrase de Ari Barroso, o que é que a japoca tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem estiver em São Paulo e der uma passada pela exposição, logo vai saber que, no bom português das ruas, ela tem muito balacobaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Exposição&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Yoko Ono: Uma Retrospectiva&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: de 10/11/2007 a 3/02/2008&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Circuito Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo – SP&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações&lt;/strong&gt;: (11) 3113-3651 / 3113-3652&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fellipe Fernandes&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Cinema&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-8240229423813409143?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/8240229423813409143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=8240229423813409143' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8240229423813409143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8240229423813409143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/artes-plsticas.html' title='Yoko Ono, muito prazer...'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzbSgVfgGxI/AAAAAAAAAGg/hlm6XHA9Cv0/s72-c/yoko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-2166850143113067297</id><published>2007-11-09T13:16:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:52.057-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>O derradeiro passe de mágica</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Harry Potter chega ao fim com gostinho de quero mais que só grandes personagens da literatura são capazes de deixar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Lorena Verli&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzR_FVfgGvI/AAAAAAAAAGQ/W0nNV1KQwkw/s1600-h/HarryPotter7.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130865605127183090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzR_FVfgGvI/AAAAAAAAAGQ/W0nNV1KQwkw/s320/HarryPotter7.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conheço Harry Potter há cinco anos. Esse tempo pode parecer pouco mas, de fato, é metade da vida dele. Acompanho-o veementemente desde que apareceu nas telonas do cinema em seu segundo ano de Hogwarts e enfrentou um terrível basilisco para salvar sua escola. Foi o suficiente para o encanto dele cair sobre mim e fazer com que eu corresse atrás dos livros. Depois disso, não dava mais para fugir da história do bruxinho altruísta que foi maltratado pelos tios trouxas durante dez anos, antes de descobrir que não pertencia ao mundo que acreditava ser o seu. Esse Potter, era um prenúncio daquele que chega ao Brasil amanhã, com o último livro da saga, &lt;em&gt;Harry Potter e as Relíquias da Morte&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Potter de dez anos atrás era corajoso mas medíocre, não sabia lidar com seus próprios poderes e não conhecia muito da sua própria história. Talvez por isso, fosse tão encantador. Afinal, os olhos dos leitores se abriram junto com os dele. Nada mais, nada menos. E, isso se transformou no maior trunfo da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pouco mais de um ano, Harry foi o responsável pela derrota do maior bruxo das trevas de todos os tempos, Lorde Voldemort. O sacrifício de sua mãe – que se colocou diante do filho na iminência da morte dele – garantiu sua sobrevivência até a maioridade. Só que, ao completar 17 anos, ele ficaria sem qualquer proteção e livre para ser atacado pelo seu arquiinimigo. Mas J.K. Rowling não é uma autora de caminhos retos e certeiros. E, exatamente por isso, o final da série se torna, pela falta de palavra mais apropriada, surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Relíquias da Morte&lt;/em&gt;, Potter, já adulto, é dono de sua razão, capaz de tomar atitudes, fazer escolhas e julgar os resultados com clareza. Ou seja, um exímio líder, disposto a guiar o mundo dos bruxos ao embate final contra as forças das trevas, mesmo que isso signifique encarar a própria morte. É nesse livro que todas as pontas de linha são aparadas, o destino de todos os personagens é selado, passados são revelados e Potter descobre que ninguém é o que realmente parece ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.K. Rowling não mede palavras ao finalizar sua história. Muitos vão chorar, outros serão surpreendidos com o final de alguns personagens queridos. Mas ninguém poderá dizer que não foi avisado. As pistas para o grandioso final de &lt;em&gt;Harry Potter e as Relíquias da Morte&lt;/em&gt; estão espalhadas pelos seis volumes anteriores. Só não viu quem não quis. A série pode render uma boa leitura para quem está aberto a encarar uma literatura frágil, mas fascinante. E, ao chegar no fim, despedir-se de Harry Potter é como colocar uma flor em cima de um caixão. Só que, nesse caso, o bruxinho sempre estará esperando pela sua próxima visita à estante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Livro&lt;/strong&gt;:&lt;em&gt; Harry Potter e as Relíquias da Morte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autora&lt;/strong&gt;: J. K. Rowling&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Rocco&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;: 600&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: R$ 59,50&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lorena Verli&lt;/strong&gt; é jornalista e pós-graduanda em Jornalismo Literário pela ABJL/Cesblu&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-2166850143113067297?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/2166850143113067297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=2166850143113067297' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2166850143113067297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2166850143113067297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/literatura_09.html' title='O derradeiro passe de mágica'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzR_FVfgGvI/AAAAAAAAAGQ/W0nNV1KQwkw/s72-c/HarryPotter7.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-7259486105529438850</id><published>2007-11-07T09:50:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:52.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especial'/><title type='text'>Mandou me chamar, eu vou...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acompanhar ensaios da escola de samba Mangueira, do Rio de Janeiro, além de divertido é verdadeira aula de cultura brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por&lt;em&gt; Lian Tai&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzGnJA_W17I/AAAAAAAAAGA/gJF_VQFaOKI/s1600-h/mangueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130065223878105010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzGnJA_W17I/AAAAAAAAAGA/gJF_VQFaOKI/s320/mangueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma foto antiga denuncia que já pulei carnaval um dia na minha vida. Estamos eu e outras amiguinhas, só de saia e cordão de flores de plástico à roda do pescoço. Mas, sinceramente, não me lembro. Se não fosse a foto, diria que nunca pulei carnaval. E tampouco acompanho os desfiles na televisão. E lá fui eu, sino-goiana sem ginga, sem saber sambar e leiga no assunto, ao ensaio da Mangueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi nos deixou já no iniciozinho do morro. Barraquinhas de souvenires, comida, bebida. E muita gente. De todas as classes sociais, todos os lugares, todas as cores. O friozinho que senti ao descer do táxi logo se dissipou com o calor humano. Pagamos nossos vinte reais por pessoa, na bilheteria. Fui informada de que, à medida que o Carnaval se aproxima, o preço sobe, chegando, em janeiro, a cinqüenta reais. Sem meia-entrada. Entregamos nossos ingressos e passamos pela catraca. Recebemos, ainda na porta, um papel com a letra do samba-enredo, intitulado “100 anos de frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro, letreiros luminosos em verde e rosa, com a temática do ano. E em cima, o camarote com os famosos, entre eles um jogador de vôlei alto e careca (talvez vocês saibam de quem se trata) e alguns atores globais, como Maurício Mattar e Paola Oliveira. Na frente, a bateria. E no meio, a multidão. Todas aquelas teorias que eu havia estudado em aulas de cultura brasileira, sobre Carnaval, inversão de valores, transgressão, mistura, eu vejo ali. Alguém ainda vai dizer que não é bem assim e que não é todo mundo que pode pagar o ingresso e etc. e tal. Mas é. Eu vi. Tem preto, branco, vermelho, amarelo. Tem rico, tem pobre, tem classe média. As patricinhas descem do salto, os gringos caem no samba. Naquela hora o que todo mundo quer é ser do morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começa o samba, todos se animam. Sambas antigos, de anos anteriores. E samba-enredo 2008, saído do forno. Cada qual com seu papelzinho na mão, para acompanhar a música. Pela primeira vez, a gente tenta cantar desastradamente, cada um inventando uma melodia diferente para a letra que tem na mão. Mas a música se repete uma, duas, dez vezes... e vamos aprendendo-a e deixando-a entrar na alma. Pedem-nos para abrir espaço: os passistas vão entrar. Eles entram roubando a cena e logo depois vamos atrás, formando um cordão alegre. Depois o cordão se desmancha e viramos todos uma coisa só, indefinida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresinhas durante a noite inteira. Vêm as crianças da escola, pequenininhas, exibirem-se. Garotinhos que encarnam malandros, menininhas rebolando... Depois aparecem aquelas mulatas exuberantes, com negrões charmosos. Abram espaço. É de cair o queixo. É de babar. É de causar inveja. Mas nós, reles mortais, não ficamos só olhando. A energia é tanta que ninguém fica parado. Eu, que não sambava, sambei a noite inteira. A meu jeito, é verdade. A cobertura do teto se abre, para refrescar. Ainda assim, é muito calor humano, muito suor. E haja, cerveja, água e batida para agüentar a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, o samba-enredo entra pelas veias e o coração bate ao ritmo da bateria. Os pés acompanham, doloridos: não querem parar. As vozes misturam-se, todos cantando juntos, alegres e emocionados. A noite tem seu auge quando tocam esses versos: “&lt;em&gt;Mandou me chamar eu vou...Pra Recife festejar...Alegria no olhar eu vejo...É frevo, é frevo, é frevo&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade. Alegria no olhar é só o que se vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lian Tai&lt;/strong&gt; é jornalista e mestranda em Comunicação Social da UERJ&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-7259486105529438850?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/7259486105529438850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=7259486105529438850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7259486105529438850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/7259486105529438850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/especial.html' title='Mandou me chamar, eu vou...'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RzGnJA_W17I/AAAAAAAAAGA/gJF_VQFaOKI/s72-c/mangueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3427728610189875905</id><published>2007-11-05T19:58:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:52.446-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Fuga do amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O Passado&lt;/em&gt;, de Babenco, trata de forma singular busca do amor e desespero de sua perda. Gael García Bernal mantém alto da narrativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Hebert Regis&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry-Sow_W15I/AAAAAAAAAFw/MP9VxTfVYvM/s1600-h/O+Passado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129479729641346962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry-Sow_W15I/AAAAAAAAAFw/MP9VxTfVYvM/s400/O+Passado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em algum lugar, a qualquer momento, o passado volta à tona. As conseqüências das escolhas batem à porta de Rimini (Gael García Bernal). As fotos amareladas abandonadas, a cada nova mudança, lembram-no do dia que decidiu se separar de Sofia (Anália Couceyro, &lt;em&gt;na foto ao lado com o ator&lt;/em&gt;). Baseado no romance homônimo do argentino Alan Pauls, &lt;em&gt;O Passado&lt;/em&gt; – em cartaz no circuito nacional desde 26 de outubro – mostra de forma singular a busca incessante pelo amor e o desespero da sua perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo filme de Hector Babenco, as emoções extremadas diante do término do relacionamento transbordam diante de nós como uma confusão, que vai da excentricidade dos atos de Sofia à passividade de Rimini. Iniciado com uma grande amizade da juventude, o casal decide terminar o casamento depois de 12 anos, de forma aparentemente amistosa. Ele tenta esquecê-la, não atendendo aos telefonemas ou fingindo não estar em casa. Relaciona-se novamente. Primeiro com a modelo Vera (da bela Moro Anghileri) e depois com a intérprete Carmem, sua colega de profissão, com quem tem um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das tentativas, a constante presença de Sofia mostra que a relação entre eles está longe de acabar, o que deixa Rimini sensivelmente perturbado. Ela é a responsável pelo fim trágico de ambos os relacionamentos. A narrativa, entrecortada com uma montagem brusca, mostra o ponto de vista do personagem de Gael García Bernal e o desespero e a angústia de uma fuga incessante, muitas vezes irracional. Quando contraditoriamente, fugir somente aproxima cada vez mais Sofia e Rimini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambientado na Buenos Aires, sempre fria, escura ou chuvosa, a história parece ser bem particular. Inicialmente Babenco avaliou a possibilidade de rodar todo o filme em São Paulo, mas no final percebeu a ligação da história com um local e cultura particular. Com uma participação especial, o autor Paulo Autran, falecido em outubro, aos 85 anos, &lt;em&gt;O Passado&lt;/em&gt; marca a presença do ator em seu último papel no cinema, ao dar vida ao professor francês Poussiére, que lê uma conferência sobre lingüística traduzida para espanhol por Rimini e Carmem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fragilidade -&lt;/strong&gt; O exagero nas emoções (muito peculiar aos nossos hermanos) pode soar um pouco estranho aos brasileiros, o que não invalida a obra, principalmente ao tratar de forma singular a separação e as loucuras de uma mulher apaixonada aos olhos de um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor Hector Babenco explica que Rimini seria um personagem clássico nas grandes tradições dos heróis masculinos, sendo a descrição de um personagem mais frágil, longe do arquétipo do homem viril. A escolha do mexicano Gael García Bernal, mais do que marketing puro, transformou-se numa linha tênue, para que o filme não resvalasse no dramalhão, e sim em um narrativa sensível, com um personagem psicologicamente bem delineado. Não se pode dizer o mesmo de Anália Couceyro, que em determinado trecho da narrativa, deixa a sua Sofia bastante caricata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao encaixar o filme em uma realidade própria, tem-se diante dos olhos uma apologia ao amor, independente de todas as suas conseqüências. O filme trata, ao mesmo tempo, a confusa briga interna entre fugir ou procurar o amor. &lt;em&gt;O Passado&lt;/em&gt; mostra, de forma otimista, que a busca do amor é um mal necessário para se continuar vivendo plenamente. Mesmo que seja para montar aos poucos o álbum de nossas vidas e revisitá-lo mais tarde, em uma forma de preparação para a vinda de outros amores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;O Passado&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;El Passado&lt;/em&gt;) - Argentina/Brasil, 2007. 115min. Drama. 16 anos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção&lt;/strong&gt;: Hector Babenco&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Gael García Bernal, Ana Celentano, Analía Couceyro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.opassado.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.opassado.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cinemas em Goiânia&lt;/strong&gt;: Severiano Ribeiro Goiânia Shopping 8 - 15h e 19h10. Lumière Bougainville 1- 14h50, 17h, 19h10 e 21h20. Todos legendados (até quinta, dia 8)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Hebert Regis&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Ricardo Della Rosa/Reprodução&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3427728610189875905?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3427728610189875905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3427728610189875905' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3427728610189875905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3427728610189875905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/cinema.html' title='Fuga do amor'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry-Sow_W15I/AAAAAAAAAFw/MP9VxTfVYvM/s72-c/O+Passado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-8984518094378181794</id><published>2007-11-03T23:00:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:52.975-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Sertanejo puro, country ou pop-romântico?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quatro músicos do mundo sertanejo – Rolando Boldrin, Renato Teixeira, Marrequinho e Chico Lobo – discutem novos rumos do gênero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0djg_W13I/AAAAAAAAAFg/Fv00ZbK2rMM/s1600-h/Rolando+Boldrin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128788046633162610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0djg_W13I/AAAAAAAAAFg/Fv00ZbK2rMM/s400/Rolando+Boldrin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sertanejo é um gênero com diversas ramificações ou deturpações? Até que ponto são válidas as influências estrangeiras neste estilo musical? O que separa música caipira, sertaneja e romântica? Estas perguntas são mais complexas do que parecem e abarcam, como em toda polêmica, opiniões divergentes. O &lt;strong&gt;Plural Blog&lt;/strong&gt; pediu que quatro músicos ligados ao gênero (ou que já foram ligados) discutissem o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate constata-se que a globalização é um fato, mas ainda há resistência quanto a abrir mão de maneiras tradicionais em favor de costumes importados. Isto é especialmente explícito no universo da música sertaneja. A discussão sobre a pureza do estilo já correu mundo e criou celeumas no meio musical, sem previsão de acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto alguns são veementemente contrários às influências externas, outros as enxergam como necessárias na evolução do gênero. Na primeira corrente encontra-se Rolando Boldrin (&lt;em&gt;foto acima&lt;/em&gt;). O artista foi um dos primeiros a dedicar programas de televisão à música brasileira de inspiração regional e possui um vasto repertório de canções caipiras que reúne cateretês, toadas e modas. "Qualquer influência estrangeira na nossa música eu pessoalmente não gosto", avisa o compositor, em entrevista ao blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ele critica o fato de temas rurais terem cedido espaço às músicas que falam sobre a cidade e que entoam brincadeiras de duplo sentido. "Uma mudança triste de rótulo que descaracteriza nossa música pura", lamenta. Por isso, ele prefere dividir o gênero em três outros estilos. "É erroneamente chamada de música sertaneja um produto fonográfico de alto consumo, onde aparecem duplas de cantores românticos. Na verdade, música sertaneja é música nordestina. Já a música caipira é aquela cantada em dueto com temas simples, sem apelação, coisa quase extinta", dispara Boldrin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0dPQ_W12I/AAAAAAAAAFY/H5kLtWrNWfo/s1600-h/Renato+Teixeira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128787698740811618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0dPQ_W12I/AAAAAAAAAFY/H5kLtWrNWfo/s320/Renato+Teixeira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Ao contrário dele, o músico Renato Teixeira (&lt;em&gt;foto ao lado&lt;/em&gt;) vê como positiva a influência externa na evolução da música sertaneja. Mas também prefere classificar esta evolução de forma diferente, decretando inclusive que a música caipira já não existe mais. "Foi o que fizeram Tonico e Tinoco há muitos anos, por exemplo. Depois disso houve uma dissidência que culminou no sertanejo, que é algo que o Almir Sater e eu fazíamos há alguns anos. Eu particularmente já abandonei isso e faço folk-brasileiro", esclarece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adaptação -&lt;/strong&gt; Renato explica que houve realmente uma antropofagia, ou seja, os músicos adotaram o estilo country importado dos Estados Unidos, porém adaptaram o que vinha de lá à realidade brasileira. "Num mundo globalizado a gente não tem que se preocupar com influências. Elas fazem parte. Temos que usar o que serve para gente. O sertanejo-country é uma adaptação", diz. Ele elogia o trabalho de duplas que trabalham neste sentido, como Zezé di Camargo &amp;amp; Luciano e Chitãozinho &amp;amp; Xororó. "São músicos expressivos que vieram para ficar. Pode-se até não gostar deles, mas é ignorância negar suas qualidades. Eles não são artistas banais: vieram para ficar", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha de Teixeira, o compositor goiano Marrequinho não reclama da influência estrangeira na música sertaneja. Ao contrário, ele alerta que muito antes da música country, o sertanejo já havia sido influenciado por canções mexicanas e paraguaias. "No início a música sertaneja era autenticamente brasileira. Saía das roças e da mesma maneira era executada nas rádios. Depois foi chegando às cidades e algumas pessoas começaram a explorar a analogia entre as músicas mexicanas e paraguaias com a sertaneja", descreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência country, na opinião do compositor, é relativamente recente e está mais ligada às questões de montagem e instrumentalidade do que à música propriamente dita. Ele encara como positiva essa evolução ao longo dos anos. "O sertanejo era muito limitado, os ritmos eram pobres. Com as influências ele foi se desenvolvendo e só chegou aonde chegou por causa disto", avalia. Contudo, ele faz ressalvas quanto aos dias de hoje. "A música sertaneja quase que se desligou de sua origem. Virou MPB em dueto. Não digo isso como uma crítica, mas uma análise", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0c-w_W11I/AAAAAAAAAFQ/LWMNPKh5fBs/s1600-h/Chico+Lobo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128787415272970066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0c-w_W11I/AAAAAAAAAFQ/LWMNPKh5fBs/s400/Chico+Lobo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Aculturação -&lt;/strong&gt; Para o músico mineiro Chico Lobo (&lt;em&gt;foto ao lado&lt;/em&gt;) a questão principal da discussão está relacionada às definições. Ele acredita que a partir do momento em que a música sertaneja passou a sofrer influências externas, deixou de poder carregar este nome. "O que me incomoda não é a música sertaneja atual, mas o fato de muitos cantores terem se apropriado do termo. Quando o country começa a imperar e as músicas daqui deixam de falar de suas origens, entra-se num processo de aculturação", critica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, hoje ele também se refere à música sertaneja de raiz como música caipira, embora o faça a contragosto. "A única coisa que este pop romântico que chamam de sertanejo guardou foi a tradição de se cantar em dupla", alfineta. Segundo ele, a música de raiz deve estar essencialmente ligada ao povo. E isso quer dizer que não pode evoluir? "Claro que pode. A música caipira não é peça de museu, ela é sempre dinâmica, aberta a novas leituras. Mas estas devem partir de dentro, não de influências externas", defende.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos: Rolando Boldrin em acervo da TV Cultura; Renato Teixeira por Marcelo Rossi; Chico Lobo em acervo pessoal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-8984518094378181794?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/8984518094378181794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=8984518094378181794' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8984518094378181794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/8984518094378181794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/msica.html' title='Sertanejo puro, country ou pop-romântico?'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ry0djg_W13I/AAAAAAAAAFg/Fv00ZbK2rMM/s72-c/Rolando+Boldrin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-883558092259974757</id><published>2007-11-01T21:27:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:53.138-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A outra tropa de elite</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Rota 66&lt;/em&gt;, de Caco Barcelos, relata história da polícia paulistana que mata inocentes. Boa (re)leitura para quem gostou de &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ryphtg_W1xI/AAAAAAAAAEw/sP21F6T43eE/s1600-h/rota66.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128018560292411154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ryphtg_W1xI/AAAAAAAAAEw/sP21F6T43eE/s400/rota66.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;A leitura de uma obra sempre pode ser subsidiada por outras. Não publicamos por aqui nada sobre o filme &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt;. Primeiro porque já estava mais que divulgado – graças aos camêlos! – e depois porque, como se diz por aí, quando entramos na rede, já tínhamos perdido o &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; do lançamento. Mas agora sugerimos uma obra correlata e que complementa o filme. Por isso, aí vai uma dica para quem viu o filme (ou leu o livro original): leia &lt;em&gt;Rota 66 – A História da Polícia Que Mata&lt;/em&gt;, do jornalista Caco Barcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de uma obra ficcional como &lt;em&gt;Elite da Tropa&lt;/em&gt; (Editora Objetiva, R$ 30), de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luiz Eduardo Soares, inspiração do filme. Este baseia-se na vida real, mas não tem a intenção de fazer reportagem ou ser veículo de denúncia. Pelo contrário, dá vazão para a criação literária (entenda-se ficcionalização). &lt;em&gt;Rota 66&lt;/em&gt;, não. Ele é um relato real, uma enorme reportagem, que o mercado editorial chama de livro-reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Barcelos é resultado de duas décadas de apuração sobre outra tropa de elite: as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), uma espécie de Bope paulistana, surgida pouco depois da fundação das polícias militares estaduais, por volta de 1970, por conta da ditadura militar. Ainda jovem repórter, o jornalista, hoje na redação TV Globo - São Paulo, percebeu que algo estava muito errado na filosofia da atuação da corporação de elite da PM de São Paulo. Desde pequeno, ele já fazia parte da parcela da população que temia a polícia: nasceu na periferia de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma motivação pessoal e uma perspicácia aguda o levaram a ir juntando, ao longo da carreira, provas sobre a história de uma polícia que mata inocentes. Espertamente, ele abre seu livro com uma narrativa que recria com minúcias (dignas de Truman Capote, de &lt;em&gt;A Sangue Frio&lt;/em&gt;) a perseguição e a matança indiscrimida de três jovens da elite paulistana naquela década de 1970. Os assassinos faziam parte da patrulha da Rota número 66, a referida no título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não se tratava de mais um caso de pobres, negros e pardos – dessa vez eram filhos de juiz e empresários – o caso ganhou notoriedade da imprensa. Foi a ponta do iceberg para qual poucos deram crédito, mas Barcelos, como bom repórter, investigou, pesquisou e esmiuçou. Ele chegou ao fim com um banco de dados impressionante, retrato de uma polícia que mata indiscriminadamente, por critérios racistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas outras histórias de injustiça também são contadas. A obra mostra relatos de como a impunidade no Brasil ainda existe, porque aqueles que estão no comando são coniventes. E é, sobretudo, um verdadeiro ensaio sobre trivialidade com que se trata a vida humana e de como surgem “cânceres” em uma sociedade desigual e desleal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atributos literários da obra não são lá essas coisas. Caco, que escreveu o livro pelos idos de 1992, não conseguiu fazer uma obra artística. Pelo contrário, pecou por não ter investido em uma narrativa mais densa e ter optado pelo vício da linguagem de relatório que nossa imprensa ainda insiste em praticar. &lt;em&gt;Rota 66&lt;/em&gt; não consegue, por exemplo, alcançar o êxito estilístico de &lt;em&gt;Abusado&lt;/em&gt; (Editora Record, R$ 58). Talvez, por falta de experiência autoral de seu escritor. Mas é um show de reportagem, de boa apuração e de persistência. E nessa força documental é que o leitor encontrará pagamento por ter investido dinheiro e, principalmente, tempo no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livro&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Rota 66 – A História da Polícia Que Mata&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Caco Barcelos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Record&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço médio&lt;/strong&gt;: R$ 37,80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disponibilidade&lt;/strong&gt;: fácil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-883558092259974757?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/883558092259974757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=883558092259974757' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/883558092259974757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/883558092259974757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/11/literatura.html' title='A outra tropa de elite'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Ryphtg_W1xI/AAAAAAAAAEw/sP21F6T43eE/s72-c/rota66.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4959728692166631285</id><published>2007-10-30T18:20:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:53.378-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia'/><title type='text'>Quando não havia Photoshop...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma visita à exposição &lt;em&gt;Marilyn Monroe – O mito&lt;/em&gt;, em companhia de duas mulheres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Carlos Eduardo Melo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyeS9g_W1wI/AAAAAAAAAEo/qm8dXdxeGlM/s1600-h/photomarylin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127228286309947138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyeS9g_W1wI/AAAAAAAAAEo/qm8dXdxeGlM/s400/photomarylin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A ressalva feita no subtítulo é importante, pois suscita interessantes questões que merecem ser analisadas. Diante das imagens do fotógrafo americano Bert Stern, feitas para a revista Vogue, no tradicional hotel Bel Air, de Los Angeles, em 1962, apenas seis semanas antes da morte da atriz, o olhar feminino capta, nesse caso, sutilezas e detalhes que escapam à contemplação masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marilyn não foi a melhor atriz nem de sua geração. Não foi sequer a mais bonita, nem um modelo de comportamento a ser seguido pelas jovens da época. Qual, então, a razão do fascínio que essa loura exercia e ainda exerce sobre tanta gente, 45 anos após a sua morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito Marilyn Monroe talvez seja a matriz do estereótipo da loura burra – aquele tipo de mulher gostosona, de poucos neurônios e formas fartas, a quem os canalhas seduzem com duas ou três mentiras e depois abandonam com outras tantas evasivas. Mas fosse burra e descartável de verdade, certamente seu brilho não atravessaria décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que possivelmente justifica a construção do mito é o fato da bela ter morrido cedo. O mundo pop adora esse tipo história. Além disso, Marilyn, a despeito de sua beleza, era uma mulher triste, solitária, cujo lado interior pouco havia vindo à tona em vida, ofuscado sempre pela sua enorme exuberância plástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas fotos realizadas por Bert Stern em três dias, vê-se a musa em fase mais madura. Além disso, contam os registros feitos pelo sortudo que, durante as sessões, os dois tomaram algumas garrafas de vinho. Isso pode explicar de certo modo a atmosfera de mistério e sedução que envolve cada fotograma. A idade, o álcool, essa combinação produz alguns efeitos mágicos, que há séculos povoam o imaginário masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ótica feminina, porém, enxerga detalhes que escapam aos olhos dos homens. O olhar provocante, o sorriso sedutor não são o que mais se destacam. Nem a qualidade do trabalho fotográfico, a composição, as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam a atenção delas, a artificialidade das poses, a tintura do cabelo, as rugas, as sardas, os quilos a mais, a cicatriz de uma operação de visícula. Doutor Photoshop, o cirurgião plástico virtual, corrigiria facilmente esses “defeitos”. Mas aí não seria Marilyn. Poderia ser qualquer outra, a musa das novelas, a musa do samba, a musa do esporte ou qualquer uma do Big Brother, lindas, formosas, moldadas a bisturi, silicone e computação gráfica. Reinariam absolutas nas paredes de borracharias, nos quartos dos adolescentes, nos sites de mulher nua, nos programas de TV e em revistas de fofoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Exposição:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Marilyn Monroe – O Mito&lt;/em&gt; (Fotografia)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: Até 25 de novembro, de terça à domingo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Horário&lt;/strong&gt;: terça a sexta, das 12h às 18h, sábado e domingo, das 12h às 19h&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: R$ 5&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cidades.terra.com.br/rio/lazercultura/0,7570,I:890,00.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Museu de Arte Moderna (MAM)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Av. Infante Dom Henrique - 85 Centro – Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Telefone&lt;/strong&gt;: (21) 2240-4944 / 2240-4924&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Eduardo Melo&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4959728692166631285?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4959728692166631285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4959728692166631285' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4959728692166631285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4959728692166631285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/fotografia.html' title='Quando não havia Photoshop...'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyeS9g_W1wI/AAAAAAAAAEo/qm8dXdxeGlM/s72-c/photomarylin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3368701155207968698</id><published>2007-10-27T16:46:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:53.536-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Plásticas'/><title type='text'>A crítica sem arte</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Críticos de arte se perdem diante dos rumos que a arte contemporânea vem tomando nos últimos anos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyOH9w_W1uI/AAAAAAAAAEY/y9JNojNBHJM/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126090296070166242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyOH9w_W1uI/AAAAAAAAAEY/y9JNojNBHJM/s320/imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mário Pedrosa foi, de acordo com as palavras do escritor Ferreira Gullar, o fundador da moderna crítica de arte no Brasil. Entusiasmou-se na década de 50 com a arte concreta – que para ele exprimia uma linguagem pictórica comum a todos os povos –, em oposição à arte modernista brasileira, voltada para os temas nacionais. Porém, quando morreu (em 1982), sua visão estética tinha mudado radicalmente. Decepcionado com os rumos da vanguarda, dizia que seu artista preferido era Matisse, porque pintava para dar prazer às pessoas. Além disso, talvez por não se enxergar mais como “filho do seu tempo”, deixou de se considerar crítico de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrosa não foi o único a se julgar como alguém incapaz de acompanhar as mudanças de sua época. Críticos, público e artistas (na verdadeira acepção da palavra) também sentem enorme dificuldade em apreciar a “arte” que vem se desenhando nos últimos anos. No caso de Mário Pedrosa, o que antes ele considerava como exercício experimental da liberdade acabou transformando-se em desapontamento com suas próprias expectativas em relação à vanguarda. De repente, usando como argumento a trágica história do século 20 (genocídio, regimes totalitários), os artistas começaram a imprimir uma visão negativista a seus quadros. Unir prazer à arte gerava uma espécie de culpa, ao mesmo tempo em que produzir obras duradouras parecia um contra-senso, frente à fugacidade dos novos tempos. O humanismo deixou de nortear os ideais da classe, cedendo espaço ao pessimismo e ao nonsense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de tais mudanças na arte é que, também o papel do crítico, se alterou significativamente. Não é exagero dizer que o crítico se perdeu em meio ao discurso desses novos “artistas”. As idéias destes se consolidaram, ganharam os espaços públicos, as exposições, os museus, os jornais e revistas, encaminhando todos a uma era do absolutismo artístico. Criticar negativamente a “arte” que se produz hoje virou sinônimo de falta de comprometimento com o presente. Da mesma forma, contestar tornou-se tarefa quase exclusiva dos “artistas” que, mesmo produzindo algo distante do que se entende por arte, rejeitam aqueles que não apreciam o que produzem, reduzindo o espectador desavisado a retrógrado, quando não ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais inconsistentes que sejam seus argumentos, o que se vê é uma aceitação passiva do discurso (ou da falta de) desses pretensos artistas. O filósofo Jacques Leenhardt diz que a crítica deve partir da evolução das próprias artes, da atitude dos artistas ou daquilo que se poderia chamar de “consciência de si como artista” e, por fim, da evolução do público de arte. Se a crítica foi reduzida à mera reprodução do discurso do artista, é porque não consegue se posicionar em relação àquilo que vê. Tal como a arte perdeu o sentido, a crítica se estagnou. A arte tomou rumos indesejáveis, e nisso poucos querem crer. Criou-se especialmente uma confusão acerca do que é artístico, o que é estético e o que simplesmente nada representa. O crítico mal consegue sair desse impasse, que dirá extrair da obra algo a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, cabe ao crítico o papel de reformular, por meio da linguagem, aquilo que viu. Ele deve apreciar a cor, a intensidade, a tonalidade, a linha da obra. Mas a verdade é que muitas vezes o que se vê nas exposições são obras não artísticas, e o crítico de arte tentando falar sobre elas! Uma contradição que não se explica. O que deve ser posto pelo crítico, em primeiro lugar, é se o que se fez é artístico ou não. Só daí ele pode partir para uma valoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir para essa etapa, o crítico deve compreender a obra, interpretá-la. Para chegar ao ponto de analisá-la, ele passa antes por uma série de etapas essenciais, que servirão para sedimentar o juízo. Impõe-se aí o dever do crítico especializado em buscar a universalidade, a objetividade, a unidade de juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornalismo cultural a leitura de uma obra é sempre reclamada pelo público que, na impossibilidade de conferir todas as novidades artísticas, vêem nela uma forma de adquirir conhecimentos. Além, é claro, de se informar sobre a recepção que a obra está recebendo de todos os segmentos da sociedade. Ou seja, o discurso que o crítico propaga, não raro, é absorvido pelo público, dando continuidade ao senso-comum. No jornalismo cotidiano a questão se agrava ainda mais. Muitas vezes o jornalista sequer tem tempo de conferir a obra, fiando-se em matérias pré-produzidas e deixando de lado sua função crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer para onde caminha a crítica de arte brasileira. Mas, com a crescente simplificação da imprensa, as questões que envolvem o jornalismo cultural (entre elas estão o jabá), a falta de uma consciência do que é artístico e a aparente vitória do discurso dos pretensos artistas, pode-se imaginar um futuro cada vez mais desanimador para ela. O que não impede de sonhar com dias melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3368701155207968698?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3368701155207968698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3368701155207968698' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3368701155207968698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3368701155207968698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/artes-plsticas.html' title='A crítica sem arte'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyOH9w_W1uI/AAAAAAAAAEY/y9JNojNBHJM/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-1025792252935711213</id><published>2007-10-25T21:29:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:54.249-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Cênicas'/><title type='text'>Espetáculos que tocam a alma</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Refletir e sensibilizar são premissas de bons espetáculos. Em Goiânia, dois destes exemplos foram apresentados nesta semana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyEvfw_W1sI/AAAAAAAAAEI/H9xCLDy1Wlk/s1600-h/LÃ&amp;shy;lia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125430073697425090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyEvfw_W1sI/AAAAAAAAAEI/H9xCLDy1Wlk/s400/L%C3%ADlia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;O grande mérito de um espetáculo é conseguir trazer à tona reflexões ou sentimentos. Essa deveria ser a maior preocupação de quem trabalha com produtos culturais. No teatro especialmente, que lida com o público de forma tão direta, ser reflexivo e despertar questionamentos é mais do que obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro deveria valer sempre como uma boa sessão de terapia. Quer coisa mais decepcionante do que sair de casa para assistir um espetáculo teatral e voltar com a mesma bagagem? Se apenas entretém, faz rir de forma gratuita, ou se a discussão que levanta não resiste à queda das cortinas, como muitas produções que vemos por aí, é sinal que os esforços de produzir não valeram a pena. Tentar compensar a pobreza de idéias com recursos mirabolantes de cena ou com piadas preconceituosas é atraso de vida. E tal escolha é feita com relativa freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, às vezes por acaso, surgem narrativas que de tão inteligentes podem se dar ao luxo de deixar a cenografia rebuscada para o segundo plano. Um exemplo? A peça &lt;em&gt;Divã&lt;/em&gt;, que foi apresentada ontem no Teatro Rio Vermelho de Goiânia pela atriz Lília Cabral (&lt;em&gt;foto acima&lt;/em&gt;), e que já percorre o Brasil há três anos. Com elementos de palco simples, uma linguagem visual sem rococós, soluções diretas de composição de cena, o diretor enxugou a peça de todas as “gorduras”. Desta forma, não houve como escapar das discussões que o espetáculo levantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a identificação imediata de muita gente com o texto de &lt;em&gt;Divã&lt;/em&gt; deva-se ao fato da protagonista ser uma mulher e, mais do que isso, alguém que não suporta a sensação de estar vivendo uma mentira. De estar vivendo a falsa felicidade, como acontece tanto com muita gente. Eu mesma me identifiquei com vários destes pontos. É inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande brincadeira da peça é justamente essa: quem está no divã, na realidade, somos nós. Por meio da personagem, que decide freqüentar sessões de análise apenas por curiosidade e acaba descobrindo suas verdades, também o público acaba se submetendo sem querer ao confronto consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando o quanto &lt;em&gt;Divã&lt;/em&gt; pode ter tocado questões complicadas para pessoas da platéia: fracasso no casamento, desilusões amorosas, perdas irreversíveis, medo de envelhecer, sensação de inadequação. Fiquei imaginando ainda quantas pessoas riram do ridículo da própria situação, nos momentos de comédia, e como choraram por dentro ao verem expostas suas pequenas tragédias pessoais. A única certeza é que dificilmente o público saiu do teatro carregando a mesma bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Giramundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyEv7w_W1tI/AAAAAAAAAEQ/uupXwpF094M/s1600-h/pinocchio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125430554733762258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyEv7w_W1tI/AAAAAAAAAEQ/uupXwpF094M/s320/pinocchio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No extremo oposto da peça &lt;em&gt;Divã&lt;/em&gt;, o espetáculo&lt;em&gt; Pinocchio&lt;/em&gt;, do grupo Giramundo (&lt;em&gt;foto ao lado&lt;/em&gt;), apresentado segunda-feira à noite no Teatro Goiânia faz uma aposta ousada na estética teatral. Efeitos de iluminação, vídeo e sonorização, frutos de uma extensa pesquisa realizada pela companhia, levam o espectador a embarcar em um mundo mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, forma e conteúdo se complementam. Para quem não conhece, o Giramundo trabalha com bonecos e tem forte influência das artes plásticas em sua composição. Quase todos os apetrechos usados em cena são feitos de madeira – e o uso das marionetes vai muito além do convencional. O manuseio é tão bem executado que os bonecos das personagens de &lt;em&gt;Pinocchio&lt;/em&gt; parecem realmente ganhar vida própria no palco. Ao final, o público foi convidado, assim como sempre ocorre nas apresentações pelo país, a conhecer o trabalho dos artistas e se surpreendeu com a forma como a iluminação do palco dá dimensões gigantescas aos bonecos de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do boneco de madeira teimoso e inconseqüente que se torna um menino responsável, de carne e osso, é contada de forma sombria. No palco pouca luminosidade e no enredo temas pesados, como assassinato e vilanias. Aliás, dificilmente a peça poderia ser classificada como infantil. Isso até me lembra o alerta que o escritor Rubem Alves sempre faz em seus livros. Ele costuma dizer que a literatura infantil deturpa o conteúdo das fábulas e as torna vazias de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pinocchio&lt;/em&gt;, inspirado no original de Carlo Collodi, não cai nesta armadilha. A história narrada pende mais para o lado trágico e para uma complexa discussão acerca da moral, do livre arbítrio e da remissão do que para uma lição boba de obediência filial com o inevitável final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Goiânia em Cena&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;O teatro de bonecos fez uma única apresentação na segunda-feira durante a abertura do Festival Internacional de Artes Cênicas - Goiânia em Cena. Acompanhe abaixo os outros espetáculos que constam na programação, a partir de amanhã:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 26&lt;/strong&gt;, sexta, às 21 horas&lt;br /&gt;Erê – Eterno Retorno (Território Sirius Teatro)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 27&lt;/strong&gt;, sábado, às 21 horas&lt;br /&gt;Amoratado (Harapoi – Teatro de Títeres)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 28&lt;/strong&gt;, Domingo, às 16h30&lt;br /&gt;Amor y Circo (Harapo – Teatro de Títeres)&lt;br /&gt;Praça do Sol&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 29&lt;/strong&gt;, segunda, às 19 horas&lt;br /&gt;A Travessia – parte I – A partida (Teatro Ritual)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 29&lt;/strong&gt;, segunda, às 21 horas&lt;br /&gt;A Pedra do Reino (Macunaíma Grupo de Arte Teatral)&lt;br /&gt;Teatro Goiânia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 30&lt;/strong&gt;, terça, às 19h30&lt;br /&gt;Contas Diárias (Cia. do Ator Cômico)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 30&lt;/strong&gt;, terça, às 21 horas&lt;br /&gt;A Pedra do Reino (Macunaíma Grupo de Arte Teatral)&lt;br /&gt;Teatro Goiânia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 31&lt;/strong&gt;, quarta, às 19h30&lt;br /&gt;Carne Muro (Andréia Pitta)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 31&lt;/strong&gt;, quarta, às 21 horas&lt;br /&gt;Danças de Repertório (Corpo de Baile da Cidade)&lt;br /&gt;Teatro Goiânia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 1º&lt;/strong&gt;, quinta, às 19h30&lt;br /&gt;Édipo (Cia Benedita de Teatro)&lt;br /&gt;Martim Cererê – Teatro Yguá&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 1º&lt;/strong&gt;, quinta, às 21 horas&lt;br /&gt;Somos Três, Embora Um (Ana Andréia Arte Contemporânea)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 2,&lt;/strong&gt; sexta, às 19h30&lt;br /&gt;Balada de Um Palhaço (Grupo de Teatro Arte e Fatos)&lt;br /&gt;Goiânia Ouro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 2&lt;/strong&gt;, sexta, 21 horas&lt;br /&gt;Sobre Mentiras e Segredos (Os Ciclomáticos Cia de Teatro)&lt;br /&gt;Teatro Goiânia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 3&lt;/strong&gt;, sábado, 21 horas&lt;br /&gt;Uma História Invisível (Cia Quasar de Dança)&lt;br /&gt;Teatro Goiânia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teatro Goiânia&lt;/strong&gt; – Av. Tocantins, esq. c/ Rua 23, Centro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro&lt;/strong&gt; – Rua 3 esq. c/ Rua 9, Centro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Martim Cererê&lt;/strong&gt; – Rua 94-A, Setor Sul&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingresso&lt;/strong&gt;: 12 reais (inteira) , por espetáculo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.goianiaemcena.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.goianiaemcena.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto Lília Cabral: Guga Melgar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto Giramundo: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-1025792252935711213?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/1025792252935711213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=1025792252935711213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1025792252935711213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/1025792252935711213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/artes-cnicas_25.html' title='Espetáculos que tocam a alma'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RyEvfw_W1sI/AAAAAAAAAEI/H9xCLDy1Wlk/s72-c/L%C3%ADlia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-4396923382447574186</id><published>2007-10-24T23:29:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:54.375-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Jornalistas literários</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Novos autores descrevem vida cotidiana e transmitem impressões e informações em nova visão jornalística sobre a riqueza cultural do país&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rx_2mA_W1oI/AAAAAAAAADo/GDSFE6jqS1k/s1600-h/capaJornalistasLiterÃ¡rios.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125086033932113538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rx_2mA_W1oI/AAAAAAAAADo/GDSFE6jqS1k/s400/capaJornalistasLiter%C3%A1rios.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Está chegando às livrarias, físicas e virtuais, de todo o país o livro &lt;em&gt;Jornalistas literários - Narrativas da vida real por novos autores brasileiros&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;, 320 páginas, R$ 53,90), publicação da Summus Editorial. A obra, organizada pelo professor, jornalista e escritor Sergio Vilas Boas, é resultado de uma iniciativa pioneira no Brasil: apresentar a produção de jornalismo literário de autores brasileiros contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é composto por dezesseis narrativas sobre pessoas reais e suas experiências. Com base em temas ou perfis biográficos, os artigos foram produzidos com a filosofia, a metodologia e as técnicas do jornalismo literário: criatividade, muito trabalho de campo, pesquisa intensa, detalhamento, expressão apurada e preocupação com o refinamento do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento oficial do livro será realizado no dia 28 de novembro, às 19 horas, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, nº 509, São Paulo (SP). As novas revelações são jovens alunos das turmas de pós-graduação lato sensu da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL) – assim como fui – que empregam em suas narrativas o refinamento da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o jornalismo literário é uma modalidade do jornalismo que ganhou força na imprensa estrangeira, especialmente a dos Estados Unidos, entre os anos 1940 e 1970. Quem já não ouviu falar do Novo Jornalismo? Pois é, foi um dos movimentos que deram origem à retomada da reportagem com técnicas literárias que aos poucos vem ganhando corpo no Brasil. A vivência de pessoas comuns, seus dramas e dilemas são retratados com a elegância do texto elaborado sob o aprofundamento da reportagem jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a palavra o organizador: "A obra fala de temas sociais brasileiros relevantes. É material para ser lido como literatura, mais do que como jornalismo.” A obra demonstra que jornalistas, ou mesmo outros profissionais talentosos na atividade de narrar, podem desenvolver a tarefa de dizer por escrito. "Tradição e autenticidade. Razão e intuição. Lógica e emoção. Os ingredientes necessários à prática do jornalismo literário formam uma constelação criativa complexa", explica Edvaldo Pereira Lima, professor da ABJL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as narrativas temáticas apresentadas no livro, há histórias sobre um pastifício de Porto Alegre (Pasta e Passione); Paranapiacaba (SP) e suas memórias ferroviárias (Nos Trilhos do Passado); a comunidade armênia paulistana (Velha Nova Armênia); um sítio para crianças portadoras do HIV (As Artérias do Agar); casais sem-teto (Teatro das Esperanças); jogadores de um time diferente (Futebol Que se Joga na Rua); a influência cultural das árvores (De Árvores e Pulmões); uma homenagem ao rock genuíno (Dinossauros Imortais); o edifício Copan (Vidas em Concreto); e a superação do medo de dirigir automóveis (O Medo em Marcha à Ré).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos textos biográficos, as pessoas em foco são: um jornalista literário insubordinado e controverso (Marcos Faerman, um Humanista Radical); um senhor do mar catarinense (O Pescador Marino Streck); uma paciente às vésperas de uma neurocirurgia (O Outono de Fernanda); uma senhora extraordinariamente espiritualizada (A Clarividente Neiva); um certo Sr. Domingos, apaixonado para todo o sempre por sua Sra. Mulata (Simplesmente Mulata).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livro&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Jornalistas Literários - Narrativas da vida real por novos autores brasileiros&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lançamento oficial&lt;/strong&gt;: 28 de novembro, 19 horas. Na Livraria Martins Fonte, Av. Paulista, nº509, São Paulo (SP)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organizador&lt;/strong&gt;: Sergio Vilas Boas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;: Summus Editorial&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: R$ 53,90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;: 320&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-4396923382447574186?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/4396923382447574186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=4396923382447574186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4396923382447574186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/4396923382447574186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/literatura.html' title='Jornalistas literários'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rx_2mA_W1oI/AAAAAAAAADo/GDSFE6jqS1k/s72-c/capaJornalistasLiter%C3%A1rios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-2006514253971261092</id><published>2007-10-22T23:08:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:54.517-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Cênicas'/><title type='text'>Coisas de casal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Adriana Esteves e Marcos Palmeira estrelam peça no Rio de Janeiro sobre o casal de cangaceiros Lampião e Maria Bonita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Carlos Eduardo Melo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rx1JzlNbboI/AAAAAAAAADg/455LEV0E5Nk/s1600-h/lampiao.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124333101528084098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rx1JzlNbboI/AAAAAAAAADg/455LEV0E5Nk/s400/lampiao.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estreou quinta-feira, dia 18, no teatro de arena do Sesc Copacabana, a peça &lt;em&gt;Virgolino Ferreira e Maria de Déa – Auto de Angicos&lt;/em&gt;, texto de Marcos Barbosa, direção de Amir Haddad, com Adriana Esteves e Marcos Palmeira (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa, convenhamos, não é das mais originais. Os personagens focalizados, também não. O mais interessante, pretensamente pelo menos, talvez seja a reunião desses dois temas fáceis, com o objetivo de criar uma visão algo diferente de uma história já bastante conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casal de cangaceiros discute relação num acampamento no meio do sertão. Que tal? Eles são Virgolino Ferreira, o Lampião, e sua mulher, a Maria Bonita. Os dois, acometidos por uma compreensiva insônia, considerando a rotina exasperante que vivem, perseguidos pelos “macacos” da polícia, tiram a última hora de suas vidas para uma discussão das mais monótonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser um “já falei mil vezes para não apertar o tubo da pasta de dente pelo meio...” ou “não dava para pendurar a toalha molhada, em vez de deixá-la enrolada em cima da cama?”, ou ainda “por que você sempre deixa suas calcinhas no box?” tivessem, lógico, Lampião e sua senhora o saudável hábito de escovar os dentes e tomar banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, o assunto dos dois, que preenche quase noventa minutos de espetáculo, ora evoca o passado (por que você fez aquilo?), ora vislumbra o futuro (a gente vai embora pra bem longe...), ora mostra a conhecida vaidade do líder dos cangaceiros, ora acentua a determinação da primeira-dama do cangaço. Nada muito original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginar os astros Marcos Palmeira e Adriana Esteves, bons atores indiscutivelmente, nas pessoas do casal de cangaceiros não é o mais difícil, embora a platéia (povoada de famosos, na estréia) tenha encontrado momentos para rir quando a discussão deveria ser séria – isso muito pelo modo um tanto histérico de algumas falas de Adriana, que lembram alguns personagens que interpretou ou interpreta na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior mesmo é encarar um recorrente problema que se repete com lamentável freqüência em tantas produções, seja no cinema ou no teatro, e não só no Brasil. Trata-se do terrível fantasma dos quinze minutos a mais. Quer dizer, tivesse no mínimo quinze minutos a menos (a peça, não a vida do casal, por favor), não se perceberia com tanta nitidez a sensação de tempo desperdiçado, apesar do carisma dos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peça&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Virgolino Ferreira e Maria de Déa – Auto de Angicos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: De quinta a sábado, às 21 horas, e domingo, às 19h30&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Espaço Sesc – Rua Domingos Ferreira, nº 160, Copabacana&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingresso&lt;/strong&gt;: R$ 3 (comerciários) e R$ 12 (comunidade geral)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações no Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;: (21) 2548-1088&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Eduardo Melo&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-2006514253971261092?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/2006514253971261092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=2006514253971261092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2006514253971261092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2006514253971261092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/artes-cnicas_22.html' title='Coisas de casal'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rx1JzlNbboI/AAAAAAAAADg/455LEV0E5Nk/s72-c/lampiao.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3067357910846325778</id><published>2007-10-21T21:20:00.003-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:54.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>Frasco de Floral</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesta semana será comemorada a 8ª Semana da Diversidade Cultural GLBT de Goiânia. A seguir conheça a história do corajoso Marcelo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxviFlNbbnI/AAAAAAAAADY/eNKL2NlFQVQ/s1600-h/fotoparada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123937586579730034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxviFlNbbnI/AAAAAAAAADY/eNKL2NlFQVQ/s400/fotoparada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Marcelo seria personagem de uma matéria minha, indicado por um amigo em comum. A pauta: jovens que só pensavam em beijar. Acabei desistindo dele. Era muito velho para o perfil que procurava – tinha 29 anos e a matéria era sobre adolescentes. A perda foi significativa, pois seria o único personagem homossexual da reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua orientação sexual foi levada em conta porque eu gostaria de contar a história de alguém que raramente aparece neste tipo de matéria: um homossexual. Queria mostrar que não há diferença nenhuma de comportamento com os heteros, mesmo quando se trata da mania de beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrado com a impossibilidade, propus a ele ser personagem de uma matéria, em jornalismo literário, que teria de escrever para a especialização. Ele topou. Topou inclusive que eu publicasse nome e sobrenome já que desta vez a matéria não sairia no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à casa dele em um domingo chuvoso. Estávamos sozinhos, porque ele pediu para que o tio e o primo, com os quais dividia o apartamento, não ficassem em casa. Confesso que fiquei nervoso. Talvez pelo preconceito bobo que infelizmente carregamos arraigado dentro de nós. Por mais que tentemos escondê-lo, reprimi-lo, ele, às vezes, insiste em aflorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que Marcelo tinha acabado de tomar banho e estava perfumado. Em nenhum momento se insinuou a mim, algo que imaginava poder acontecer a qualquer momento. Cheguei a criar a cena na minha cabeça de como seria embaraçoso ter de explicar a ele que não estava ali para aquilo e que tinha namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente nada aconteceu. Burro preconceito. Cabeça fraca. Como é que eu pude imaginar aquilo? Senti-me por muito tempo um monstro. Mas, depois entendi que aquela vivência me ajudou a ter uma visão um pouco mais plural e fez parte de um processo de amadurecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa foi muito agradável. Ela se repetiria ainda mais duas vezes, na intenção de mergulhar mais profundamente na vida do meu personagem. Naquele início de noite, Marcelo me mostrou o vidro do floral (um remédio homeopático) que usava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sobre a mesa do computador, enquanto ele procurava por um site na Internet que explicava para que serve cada componente da fórmula. Ainda restava um pouco do conteúdo no frasco e o rapaz lembrava-se que era hora de pedir nova receita para a psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula ajuda a superar compulsões, indecisão, depressão, preguiça, timidez, fumo e a aumentar a autoconfiança. Houve um momento em que uma compulsão por sexo havia surgido e o remédio o ajudou a contornar o problema. Sorriso nervoso, pele morena, cabelos negros curtos, quase sempre escondidos por um boné, ele me contou alguns episódios marcantes de sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles foi o que viveu certa vez, com o segundo companheiro com manteve um relacionamento mais longo. Moraram juntos por muito tempo. Havia acabado de chegar no barracão que dividiam. Depois de quase dois anos de namoro, o relacionamento entre os dois rapazes estava desgastado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei que você não me ama mais – reclamou Marcelo.&lt;br /&gt;– Você quer terminar?&lt;br /&gt;– Não é isso. Acho que não precisa tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a oportunidade que o companheiro esperava há muito tempo. Sem dizer o que já era latente, simplesmente anunciou a decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Em três dias, no máximo, volto para buscar o resto das minhas coisas.&lt;br /&gt;– Tá certo disso? Se sair é definitivo... Não precisa nem pedir para voltar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo chorou. O companheiro depois quis voltar, mas como ele prometeu, não houve volta. Pela primeira vez conseguia se livrar de um situação que o incomodava há muito. O rapaz, que Marcelo conheceu quinze dias depois de terminar seu primeiro namoro, era gay e não se aceitava. “Gay não é uma coisa certa”, dizia sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visivelmente perturbado, o rapaz se auto anunciava um protegido de Deus e só por isso podia continuar tendo relações homossexuais. Obrigava Marcelo a se confessar ao padre toda semana para poderem comungar nas missas dos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele domingo em que eu o encontrei, ele não foi à missa. Já não ia há anos. A chuva lá fora havia parado e tive de ir embora. Marcelo tinha outro compromisso. Iria se encontrar com o atual namorado. Estava meio ressabiado com o namoro. Com sete meses de relacionamento, o novo companheiro estava um pouco indiferente. Marcelo parecia prever que, daí a menos de um mês, outro relacionamento terminaria, mas desta vez de uma forma saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Marcelo é nome fictício que resolvi usar para preservar sua identidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana GLBT&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta semana é dedicada ao orgulho gay em Goiânia. O ápice da semana será no domingo, com a 6ª edição da Parada Gay da cidade, oficialmente chamada de Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transsexuais e Travestis). O evento inicia-se ao meio-dia, no Parque Botafogo (próximo ao Parque Mutirama). Durante a semana será realizada no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, a 8ª Semana da Diversidade Cultural GLBT de Goiânia, entre os dias 22 e 27. O ingresso custa R$ 1 por dia. Confira a programação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Segunda&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;19h - Abertura - Tema: Cidadania e Direitos Civis: conquistas e ausências para a&lt;br /&gt;população GLBT&lt;br /&gt;20h - Vernissage – Homo queer remixed. Com curadoria de Hugo Siqueira (DF) e trabalhos de Alex Cerveny (SP), Astrounata Mecanico (SP), Clovie Masson (GO), Fernando Cardoso (MG), Fernando Carpaneda (DF), Florian Raiss (SP), Leo Brizola (DF), Lwolf (DF), Lincoln (DF), Marcelo Henrique (GO), Marcelo Salum (SP), Marcelo Solá (Go), Max Miranda (GO), Ronan Gonçalves (GO), Nazareno (GO), Zello Visconti (DF), Chikim Lopes (GO), Glenda Torres(DF/SP), Vinícius Moreira (GO)&lt;br /&gt;21h - Filme: Stonewall (EUA, 99min, 1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Terça&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;12h30 – Filme: Hedwig – Rock, Amor e Traição (2000, 95min)&lt;br /&gt;18h30 – Sessão curtas: Desejo proibido (2000, 30min), Mergulho noturno (2005, 19min), Laura, uma Diva do Babaduu! (2007, 22min)&lt;br /&gt;20h30 – Filme: Short Bus (2006, 102min)&lt;br /&gt;22h – Debate: Violência e Discriminação da População GLBT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quarta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;12h30 – Filme: Minha mãe gosta de mulher (96 min)&lt;br /&gt;18h30 – Filme: Beautiful Boxer (2003, 116min)&lt;br /&gt;20h30 – Filme: Café da Manhã em Plutão (2005, 135min)&lt;br /&gt;22h – Debate: Mídia e representação: papéis e performances GLBT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quinta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;12h – Filme: Tempestade de Verão (2004, 98min)&lt;br /&gt;18h30 – Filme: As filhas de Chiquita (2006, 52min)&lt;br /&gt;22h – Debate: Qual o lugar da L no movimento pela diversidade em Goiás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sexta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;12h30 – Filme: C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor (2005, 127min)&lt;br /&gt;18h30 – Filme: Lado Selvagem (2004, 93min)&lt;br /&gt;20h30 – Filme: Madame Satã (2005, 105min)&lt;br /&gt;22h – Debate: Negritude e Homossexualidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evento&lt;/strong&gt;: 8ª Semana da Diversidade Cultural GLBT de Goiânia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 22 a 27 de outubro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, Rua 3 esq. c/ a Rua 9 – Centro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingresso&lt;/strong&gt;: R$ 1&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações&lt;/strong&gt;: 3524-2541 (Goiânia Ouro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Literário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Murilo Ribas - www.flickr.com/photos/muriloribas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3067357910846325778?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3067357910846325778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3067357910846325778' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3067357910846325778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3067357910846325778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/personagem-da-vida-real.html' title='Frasco de Floral'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxviFlNbbnI/AAAAAAAAADY/eNKL2NlFQVQ/s72-c/fotoparada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-3365522525115880052</id><published>2007-10-20T21:30:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:54.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Cênicas'/><title type='text'>Tá gostoso... mas faltou pimenta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apesar de deslizes, peça de Pedro Vasconcelos é fiel ao texto de Jorge Amado, como prometeu, e faz jus à obra do escritor baiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxqQJVNbbjI/AAAAAAAAAC4/BoYdhQWAvgU/s1600-h/donaflor3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123566016074051122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxqQJVNbbjI/AAAAAAAAAC4/BoYdhQWAvgU/s400/donaflor3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Confesso: foi com certa desconfiança que fui ao Teatro Goiânia nesta sexta-feira assistir à peça &lt;em&gt;Dona Flor e Seus Dois Maridos&lt;/em&gt;. Primeiro porque sou apaixonada pelos livros de Jorge Amado desde que li &lt;em&gt;Capitães da Areia&lt;/em&gt; na adolescência. Afinal de contas, como transportar para o teatro toda carga de sensualidade, misticismo e humor das personagens do escritor baiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda desconfiança foi em relação ao elenco. Atores com pouca experiência no teatro e que sempre apresentaram peças convencionais demais, globais demais, comerciais demais (com as poucas opções de teatro na cidade, é comum aparecer caça-níqueis por aqui...), é de deixar qualquer um com a pulga atrás da orelha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a versão para o teatro de &lt;em&gt;Dona Flor e seus Dois Maridos&lt;/em&gt;, que teve ontem sua estréia nacional, me surpreendeu de forma positiva. Estava tudo lá, do jeitinho que Jorge Amado gostaria de ver: diálogos maliciosos, sensualidade, bom humor, crítica à hipocrisia e aos recalques e defesa da liberdade sexual feminina. Tudo isso permeado com aquele sotaque mole e gostoso dos baianos, que o diretor Pedro Vasconcelos fez questão de reforçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já antes do elenco entrar em cena, o público foi sendo transportado para este universo do escritor. Aliás, quer combinação mais acertada do que o texto de Amado com a música de Dorival Caymmi? E, para completar, um cenário que lembra as ruas do Pelourinho de Salvador? Se a idéia era fazer o público entrar no clima da peça, conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça cumpre a promessa feita pelos atores e direção de ser fiel ao livro e começa com a morte de Vadinho em pleno Carnaval. Da platéia surgem os atores em clima de festa, cantando, dançando e tocando tambores. Até que Vadinho, interpretado por Marcelo Faria, cai morto no chão. A cena é cortada para, em seguida, mostrar o enterro do marido de Dona Flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado estão os amigos, relembrando as pilhérias do falecido. Do outro lado as mulheres, comentando o quanto Dona Flor sofreu com a infidelidade e os vícios do marido. Em flashback, é mostrada a história do casal, como se conheceram e se casaram, e como a personagem sofreu nas mãos do marido irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de relembrar a vida do casal, a cena volta com Dona Flor sendo consumida pelo desejo, o que a incentiva a encontrar um marido. A personagem acaba se casando com o farmacêutico Teodoro, o oposto de Vadinho. É quando ela percebe que, apesar de estar com um bom marido, não consegue viver com a rotina no sexo e chama pelo falecido. Passa então a viver em contradição, até notar que precisa dos dois maridos para ser feliz. Um lhe dá estabilidade, enquanto o outro reaviva seu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma narrativa cativante – o que, sendo fiel ao texto de Jorge Amado, nem deve ser tão difícil –, a única frustração da peça fica por conta da atuação de Carol Castro no papel principal. Visivelmente nervosa no início da apresentação – afinal, é a primeira vez que protagoniza uma peça de teatro –, a atriz foi recuperando o fôlego no decorrer da encenação. Mas não conseguiu disfarçar a má composição da personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de longe a atriz conseguiu alcançar a força e o carisma que as personagens de Jorge Amado encarnam na literatura brasileira. Basta lembrar que no cinema Sônia Braga foi inesquecível no papel de Dona Flor. Exemplos para inspirá-la em uma boa atuação em personagens do autor nunca faltaram: Patrícia França, no papel de Tereza Batista, Betty Faria como Tieta ou mesmo Giulia Gam com Dona Flor. Mas a moça disse que preferiu não assistir nada antes da peça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no teatro, quem rouba a cena é Marcelo Faria que, no papel do cafajeste Vadinho, conquistou a platéia. Ele mostrou jogo de cintura na rápida cena em que aparece em nu frontal. “Só peço uma coisa: por favor, não coloquem minha bunda na internet”, brincou durante os agradecimentos ao final. Isso sem falar nos atores coadjuvantes – como a mãe e a amiga de Dona Flor. Protagonista de obra do Jorge Amado sem sal? Hum... Por causa de Carol Castro, a impressão que se tem é de que esqueceram de colocar pimenta no acarajé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. – Apesar da “falha”, recomendo a peça aos espectadores que poderão ver a peça na turnê nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sessão Extra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Além das próximas sessões previstas em Goiânia, uma para daqui a pouquinho, às 21 horas, e outra amanhã, domingo, às 20 horas, o sucesso de vendas adicionou sessão dominical extra às 18 horas. Veja o serviço no post &lt;em&gt;Muito Bem Acompanhada&lt;/em&gt;, abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perólas de Vadinho na peça, do repertório de Jorge Amado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“– Que mal há nisso, meu bem? Que é que tem? Deixa minha mão ficar aí, não estou te tirando pedaço, nem te alisando, o que é que tem?” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Tu está tão bonita, tu nem sabe... Tu parece uma cebola, carnuda e sumarenta, boa de morder...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não posso impedir, mas, apertando um pouco cabe nós três...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Deus é Gordo”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Divulgação/Guilherme Maia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-3365522525115880052?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/3365522525115880052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=3365522525115880052' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3365522525115880052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/3365522525115880052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/artes-cnicas_20.html' title='Tá gostoso... mas faltou pimenta'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxqQJVNbbjI/AAAAAAAAAC4/BoYdhQWAvgU/s72-c/donaflor3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-2401984120717086330</id><published>2007-10-20T07:53:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:55.024-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Relações Possíveis</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;As Leis de Família&lt;/em&gt;, novo filme do argentino Daniel Burman, mostra buscas ontológicas às reais possibilidades da vida entre pai e filho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Fellipe Fernandes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123358972880580130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxnT11NbbiI/AAAAAAAAACw/5yuBfMmOUJg/s400/filmeLeideFam%C3%ADlia.JPG" border="0" /&gt;O que você sente quando sai da rotina? Qual o tamanho que esse sentimento toma ao passar dos anos? Qual a intensidade que a si invoca à medida que se envelhece? De que maneira se deve lidar com tais emoções: com o coração incendiado pela juventude ou com a cabeça apaziguada pela idade? Perguntas assim são tão antigas quanto a discussão ontológica do “quem sou eu?”, “de onde eu vim?” e “para onde eu vou?”, mas que no filme &lt;em&gt;As Leis de Família &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), do diretor argentino Daniel Burman, que estreou nacionalmente em agosto e ontem em Goiânia, ganham, muito além da razão necessária a sua discussão, o tratamento onírico essencial proporcionado pelo melodrama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque nós, os humanos, somos seres em suspenso. Quanto mais ilusões buscamos na realidade, mais realista se torna o nosso ilusionismo, principalmente se o método se aplicar ao discurso diário a que chamamos brevemente de rotina. No filme de Burman, por exemplo, esse preceito é ainda mais lícito quanto transportado para uma narrativa fílmica amarrada por frustrações e desconforto diante da vida que se vive e, ainda pior, diante daquela que se gostaria de ter e não nos permitimos por diversas razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariel Perelman é o personagem central desse incômodo que, no viés do cinema argentino, é algo tão agradável quanto não deveria ser, mas tão encantador que nos dá a impressão de que não poderia ser mesmo de outro jeito. No filme, Ariel é advogado, filho do também advogado Bernardo Perelman, a quem não chama de pai. Ao contrário do que toda crônica pai-e-filho tende a propor, na história de Burman não há a admiração ao heroísmo do progenitor, mas sim o contrário: cada vez mais, cumprindo a rotina a que chama de vida, Ariel teme se transformar na figura do pai a quem não deseja ser, mas que indiscutivelmente já é semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilusão que, dessa forma, se supunha realidade passa, com a chegada do filho de Ariel, a se converter numa realidade paradoxalmente ilusória. Ele mesmo não é capaz de interagir normalmente com o filho, sob o pretexto de que “somos muito estranhos quando saímos do contexto”. De fato, solucionar todas as barreiras colocadas entre pai e filho - de forma inconsciente pelo primeiro e securitária pelo segundo – seria a redenção de Ariel, como estamos acostumados a ver diariamente nas novelas que seguimos. Mas é aqui que o cinema argentino se diferencia de outros tipos de trabalhos audiovisuais: na trama fluida de Burman, Ariel vai se transformar, mas não se redime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem consistente – Contar mais sobre as tramas entre pai e filho de &lt;em&gt;As Leis de Família&lt;/em&gt; seria um despropósito para com o filme e, especialmente, para com aqueles que queiram vê-lo. No entanto, é preciso que se diga: muito da relação estética estabelecida entre espectador e a obra de Burman decorre mais das leituras de mundo de quem o assiste do que do próprio filme em si. Porque é recorrente na filmografia do diretor – que fez o belo e também paternalmente conflituoso &lt;em&gt;O Abraço Partido&lt;/em&gt; – não ir além daquilo que é essencial, deixando nas entrelinhas o lugar especial para quem tenta aventurar-se emocionalmente a desvendá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acuidade visual dos planos, o minucioso trabalho de uma câmera parada que passa a se movimentar, a se arriscar mais durante a narrativa (uma trajetória semelhante à percorrida por Ariel) são pontos a serem observados e relevados nas análises a serem empreendidas em &lt;em&gt;As Leis de Família&lt;/em&gt;. O garotinho Eloy Burman (cria do próprio diretor), que interpreta no filme o filho de Ariel, é também uma atração a parte, tão carente de pai como Ariel é do seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mais do que simplesmente rir ou chorar, &lt;em&gt;As Leis de Família&lt;/em&gt; torna-se diante de suas positividades muito mais questionador do que parece ser à primeira vista. Àqueles que irão vê-lo, ainda que vivam numa realidade ilusória (ou também no contrário), muito mais importante do que descobrir do lado de dentro da tela de cinema as respostas daquelas perguntas com as quais se iniciou este texto é transportá-las para o mundo de cá da telona, onde a vida é possível, muito mais do que a simples objetividade de algumas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque o filme é vivo e ávido de sua existência, ainda que rotineira para Ariel. Não será de assustar se houver reconhecimento ou processos catárticos por parte dos espectadores durante o desenrolar da trama. Normalmente, se rimos ou choramos, sabemos conscientemente de cada uma das razões que nos levaram às gargalhadas ou às lágrimas. Com isso, seja lá a emoção que desencadear, tem se o recado final do filme: famílias são praticamente sempre as mesmas; só mudam o endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, a pergunta que resta é: como você lida com a sua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme&lt;em&gt;:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;As Leis de Família&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Derecho de Família&lt;/em&gt;) - Argentina/Itália/Espanha, 2006. 102 min. Drama. 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção: &lt;/strong&gt;Daniel Burman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco: &lt;/strong&gt;Daniel Hendler, Arturo Goetz, Julieta Díaz, Eloy Burman&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cinemas em Goiânia: &lt;/strong&gt;Shopping Bougainville, Rua 9, Setor Marista - Lumière Bougainville 3 - 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 (programação até quinta, dia 25)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fellipe Fernandes&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Cinema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Divulgação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-2401984120717086330?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/2401984120717086330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=2401984120717086330' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2401984120717086330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2401984120717086330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/cinema.html' title='Relações Possíveis'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxnT11NbbiI/AAAAAAAAACw/5yuBfMmOUJg/s72-c/filmeLeideFam%C3%ADlia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-6681151312590049565</id><published>2007-10-18T20:43:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:55.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Cênicas'/><title type='text'>Muito Bem Acompanhada</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Peça &lt;em&gt;Dona Flor e Seus Dois Maridos&lt;/em&gt;, de Pedro Vasconcelos, estréia nacionalmente em Goiânia com elenco global&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;em&gt;Erika Lettry&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxfhsVNbbgI/AAAAAAAAACg/muzjlDR8mOg/s1600-h/donaflorpequeno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122811252881190402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxfhsVNbbgI/AAAAAAAAACg/muzjlDR8mOg/s400/donaflorpequeno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A peça &lt;em&gt;Dona Flor e Seus Dois Maridos&lt;/em&gt;, adaptada do romance de Jorge Amado, tem estréia nacional nesta sexta-feira, dia 19, em Goiânia. Serão três apresentações. Elas serão realizadas no Teatro Goiânia na sexta e sábado, às 21 horas, e no domingo, às 20 horas. Depois de Goiânia, a equipe segue em turnê até o final do ano por Porto Alegre – dias 26 a 28 de outubro, no Theatro São Pedro – , Curitiba, Aracaju, Salvador e Brasília. Em janeiro ou fevereiro de 2008, a peça entrará em cartaz no Rio de Janeiro, onde permanece por alguns meses para em seguida rodar pelo Brasil novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção é de Pedro Vasconcelos e o elenco, encabeçado por Duda Ribeiro, Carol Castro e Marcelo Faria (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;). Marcelo e Pedro são os responsáveis pela adaptação do texto. Eles vão apresentar os trechos mais relevantes da obra. A peça é dividida em cinco capítulos: a morte de Vadinho durante a quarta-feira de Cinzas; o luto de Dona Flor; a progressiva recuperação emocional da personagem, que conhece um pretendente; a lua-de-mel de Dona Flor com o farmacêutico Teodoro; e, por fim, o surgimento do espírito de Vadinho, que passa a tentar Dona Flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião, segundo Marcelo Faria, será o aspecto mais valorizado na adaptação. Isto, claro, sem deixar de lado a sensualidade, que é a marca de Jorge Amado. Para Carol Castro, a peça é uma oportunidade de o público conhecer melhor a personagem Dona Flor, imortalizada no cinema por Sônia Braga, e lembrada pelo público como mulher fogosa. A atriz acredita que a personagem é mais complexa do que aparenta e repleta de contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não se lembra do livro (ou não leu), Dona Flor é uma professora de culinária pudica e cheia de recato. Isso até conhecer e casar-se com Vadinho, homem mulherengo, péssimo marido, mas que conseguia despir Dona Flor de seus pudores. Com a morte de Vadinho, Dona Flor casa-se com Teodoro, o aposto do marido morto. Teodoro é um homem metódico e fiel, mas que não desperta a mesma volúpia em Dona Flor. Sentindo cada vez mais a falta de Vadinho, acaba tendo visões com o falecido, que aparece em espírito para tentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Curiosidades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; A escolha de Goiânia para estréia de Dona Flor e seus Dois Maridos partiu de Marcelo Faria. Como é figura recorrente na cidade – ele chegou a abrir um bar com amigos há alguns anos – o ator decidiu realizar um sonho antigo da mãe, que vive na cidade e gostaria de ver o filho estreando onde ela mora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Além de ter família e amigos em Goiânia, Marcelo, claro, recebeu incentivo de empresas para estrear na cidade. Mesmo assim, quem quiser assistir terá que desembolsar no mínimo R$ 30 (meia-entrada). Assistir teatro em Goiânia, especialmente com produções vindas de fora do Estado, tem sido um divertimento caro aos goianienses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Assim como no cinema, em que José Wilker interpretava Vadinho, Marcelo Faria vai aparecer nu diante do público. E, obviamente, não deve faltar a cena clássica em que Dona Flor caminha abraçada com os dois maridos pelas ruas de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serviço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Local: &lt;/strong&gt;Teatro Goiânia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dias&lt;/strong&gt;: 19, 20 e 21 de outubro de 2007&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Horário&lt;/strong&gt;: sexta e sábado, às 21 horas, e domingo, às 20 horas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: R$ 60. Estudantes, idosos e assinantes do jornal O Popular pagam meia-entrada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.donafloreseusdoismaridos.com.br/"&gt;http://www.donafloreseusdoismaridos.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações em Goiânia&lt;/strong&gt;: (62) 3201-4604&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Erika Lettry&lt;/strong&gt; é jornalista e especialista em Jornalismo Cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Divulgação /Guilherme Maia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-6681151312590049565?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/6681151312590049565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=6681151312590049565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/6681151312590049565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/6681151312590049565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/artes-cnicas.html' title='Muito Bem Acompanhada'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/RxfhsVNbbgI/AAAAAAAAACg/muzjlDR8mOg/s72-c/donaflorpequeno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-2807435759849780073</id><published>2007-10-17T22:29:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:55.364-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Personagem da Vida Real'/><title type='text'>O Irmão Mais Novo</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nasce novo blog que une jornalismo cultural, jornalismo de revista e jornalismo literário em proposta para reunir interessados na área&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rxau5lNbbfI/AAAAAAAAACY/8U6YXDNHa88/s1600-h/imagemplural.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122473930444729842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rxau5lNbbfI/AAAAAAAAACY/8U6YXDNHa88/s400/imagemplural.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nada mais justo que o próprio blog seja assunto e personagem de seu primeiro post. A história do &lt;strong&gt;Plural Blog &lt;/strong&gt;começou há dois anos, quando dois concluintes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás precisavam definir rapidamente como seriam seus trabalhos de conclusão de curso. De um lado Erika Lettry, uma amante inveterada de jornalismo cultural, de outro Rodrigo Alves, um apaixonado por revistas. Em um momento mágico, daqueles que acontecem todos os dias mas poucos conseguem perceber, nasceu uma vontade conjunta de unir as duas vertentes para chegar a um produto comum. Vontades acirradas e projeto experimental definido, nasceu a Revista Plural (&lt;em&gt;na foto, a capa do projeto piloto&lt;/em&gt;), que inspirou este blog, resultado de um ano de pesquisa. Hoje há participação de mais gente, em trabalho de cooperação. O pequeno irmão mais novo é despretencioso. Quer ser seu companheiro de todos os dias. Por isso, deseja que você seja bem-vindo à família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-2807435759849780073?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralblog.blogspot.com/feeds/2807435759849780073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2145332641222315884&amp;postID=2807435759849780073' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2807435759849780073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/2807435759849780073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/e-no-incio-se-fez-o-verbo.html' title='O Irmão Mais Novo'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/Rxau5lNbbfI/AAAAAAAAACY/8U6YXDNHa88/s72-c/imagemplural.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2145332641222315884.post-6259437085058374245</id><published>2007-10-16T21:10:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T00:36:55.484-02:00</updated><title type='text'>E-mail</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0oPB8N9aTI/AAAAAAAAAIE/bh1otPUfgiE/s1600-h/emailplural2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136934850988435762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0oPB8N9aTI/AAAAAAAAAIE/bh1otPUfgiE/s400/emailplural2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2145332641222315884-6259437085058374245?l=pluralblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/6259437085058374245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2145332641222315884/posts/default/6259437085058374245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralblog.blogspot.com/2007/10/e-mail.html' title='E-mail'/><author><name>Plural Blog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04569495800037378020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6kHVkOr55HQ/R0oPB8N9aTI/AAAAAAAAAIE/bh1otPUfgiE/s72-c/emailplural2.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>
